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CVE-2017-3066criticalunder attackCWE-502

CVE-2017-3066

100Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA, has a public proof of concept and 1 threat group(s) use it.

ssvc Actcvss 9.8epss 91%
from disclosure to weapon286 days
Published on NVDApr 27
1st PoC+286d
CISA KEV+2860d
exploitation probability
91%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
1 group(s)5 public exploit(s)
Who exploits it1

Groups known to exploit this vulnerability (MITRE ATT&CK attribution).

Action required by CISAfederal deadline: 2025-03-17

Apply mitigations per vendor instructions or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Summary

Falha de deserialização Java (CWE-502) na biblioteca Apache BlazeDS embutida no ColdFusion, explorável sem autenticação via um endpoint HTTP exposto por padrão. Permite execução arbitrária de código no servidor e está no catálogo KEV da CISA com exploração confirmada — CVE de 2017 que continua sendo reativamente perseguida por scanners e ransomware oportunista porque muita instalação legada de ColdFusion nunca foi atualizada.

Technical detail

O componente BlazeDS do ColdFusion expõe o endpoint /flex2gateway/amf, que recebe mensagens no formato AMF (Action Message Format, usado por aplicações Flex/Flash para comunicação com o servidor). O servidor desserializa objetos Java contidos nessas mensagens sem validar a origem ou o tipo antes da desserialização — o padrão clássico de CWE-502.

O atacante controla o payload binário AMF enviado no corpo da requisição POST. Como a desserialização acontece antes de qualquer verificação de sessão ou credencial, basta alcançar a porta HTTP/HTTPS do ColdFusion para acionar o processamento do objeto malicioso.

O PoC público (exploit-db 43993) mostra que a exploração real é em dois estágios: o primeiro payload AMF força o servidor vulnerável a abrir uma conexão RMI de volta para um listener controlado pelo atacante (JRMPListener do ysoserial); esse segundo estágio é que entrega a gadget chain que resulta em execução de código. Isso indica que a vulnerabilidade em si é o vetor de desserialização — o RCE final depende de gadgets Java disponíveis no classpath do servidor, técnica comum em explorações de desserialização Java daquele período (ysoserial).

How it’s exploited

Pré-requisito prático: acesso de rede ao endpoint HTTP(S) do ColdFusion onde /flex2gateway/amf esteja habilitado — não é preciso autenticação, conta válida, nem configuração fora do padrão além de o BlazeDS estar ativo (o que é comum em instalações padrão das versões afetadas). O atacante envia uma requisição POST com Content-Type application/x-amf contendo um objeto serializado malformado.

A exploração documentada publicamente exige que o atacante também controle um listener RMI (ysoserial JRMPListener) acessível a partir do servidor-alvo, para o qual o ColdFusion vulnerável se conecta de volta e recebe o payload de segunda etapa. Isso impõe uma restrição de rede: o servidor-alvo precisa conseguir alcançar o host do atacante em outbound — cenário viável na internet aberta, mas mitigável por egress filtering em redes segmentadas.

A CISA confirma exploração ativa em campo (entrada no catálogo KEV, adicionada em 2025-02-24, prazo de mitigação 2025-03-17), quase oito anos após a publicação original — sinal de que instâncias antigas e não corrigidas continuam sendo varridas e comprometidas por atacantes automatizados, não só por pesquisadores.

Versions

Affected
Adobe ColdFusion 2016 Update 3 e anteriores; ColdFusion 11 Update 11 e anteriores; ColdFusion 10 Update 22 e anteriores.
Fixed in
Corrigido pelo boletim Adobe APSB17-14; os números específicos das versões/updates corrigidas não constam nos materiais consultados nesta pesquisa — verificar diretamente o boletim oficial da Adobe.

How to protect

A Adobe publicou correção via boletim APSB17-14; a ação correta é atualizar para uma versão de ColdFusion posterior às listadas como vulneráveis (2016 Update 3, 11 Update 11, 10 Update 22 e anteriores) conforme o boletim oficial — os números exatos de update corrigido não estão confirmados nos materiais consultados aqui, então confira diretamente o APSB17-14 antes de considerar corrigido.

Se a atualização imediata não for viável, o paliativo real é desabilitar ou remover o componente BlazeDS/o endpoint /flex2gateway (e outros endpoints Flex remoting não utilizados), bloquear o acesso a esse caminho via controle de rede/WAF, e aplicar egress filtering para impedir que o servidor abra conexões de saída não autorizadas — isso quebra a etapa de callback RMI usada no PoC público, ainda que não elimine a falha de desserialização em si.

Restringir acesso à porta do ColdFusion por firewall não é suficiente isoladamente se o serviço precisar ficar exposto para uso legítimo; segmentação de rede e monitoramento de conexões outbound anômalas são controles compensatórios, não substitutos do patch. Dado o tempo decorrido desde a divulgação e a inclusão recente no KEV, qualquer instância ainda rodando as versões afetadas sem patch deve ser tratada como comprometida até prova em contrário.

How to detect

Procurar por requisições POST ao endpoint /flex2gateway/amf com Content-Type application/x-amf contendo cadeias de bytes típicas de serialização Java (assinatura de stream Java, referências a classes como sun.rmi.server.UnicastRef) no corpo da requisição — esse é o padrão observado no PoC público. Nos logs do ColdFusion, exceções de desserialização ou stack traces envolvendo BlazeDS/AMF são indício de tentativa, ainda que não confirmem sucesso.

Como a exploração documentada depende de callback RMI de saída, conexões outbound do servidor ColdFusion para IPs externos desconhecidos em portas altas e incomuns (padrão de JRMP/RMI) são um sinal forte de exploração em andamento ou bem-sucedida. Não há assinatura única e confiável para todo payload possível, já que a técnica de dois estágios pode variar a gadget chain usada.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Adobe ColdFusion 2016 Update 3 and earlier, ColdFusion 11 update 11 and earlier, ColdFusion 10 Update 22 and earlier have a Java deserialization vulnerability in the Apache BlazeDS library. Successful exploitation could lead to arbitrary code execution.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
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