← back
CVE-2018-0171highunder attackCWE-20

CVE-2018-0171

100Vexday Risk Score

Patch now. It under exploitation confirmed by CISA, has a working public exploit and 1 threat group(s) use it.

ssvc Actcvss 7.5epss 99%
from disclosure to weapon1 days
Published on NVDMar 28
1st PoC+1d
CISA KEV+1316d
exploitation probability
99%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
1 group(s)3 public exploit(s)
Who exploits it1

Groups known to exploit this vulnerability (MITRE ATT&CK attribution).

Action required by CISAfederal deadline: 2022-05-03

Apply updates per vendor instructions.

Summary

Falha de escrita fora dos limites (out-of-bounds write) no processamento de mensagens do protocolo Smart Install em switches Cisco Catalyst rodando IOS ou IOS XE. Um atacante não autenticado que alcance a porta TCP 4786 pode causar buffer overflow, derrubando o dispositivo (reload/watchdog crash) ou, segundo a Cisco, executar código arbitrário. É crítica porque Smart Install client vinha habilitado por padrão em muitos switches, não exige nenhuma credencial, e está no catálogo KEV da CISA com exploração ativa confirmada — inclusive uma atualização de 2025 no próprio advisory da Cisco reafirma exploração contínua sete anos depois da publicação.

Technical detail

O Smart Install é um recurso de provisionamento zero-touch da Cisco em que um switch atua como 'cliente' e recebe configuração/imagem de um 'director' central via um protocolo proprietário não autenticado sobre TCP/4786. O cliente confia implicitamente em qualquer mensagem que chegue nessa porta, presumindo que só o director legítimo fala esse protocolo — não há autenticação nem validação de origem.

A CVE-2018-0171 (CWE-787, conforme classificação da própria Cisco no advisory; catálogos como o KEV também referenciam CWE-20 de validação de entrada) está na rotina de parsing de mensagens Smart Install do IOS/IOS XE. O parser não valida corretamente o tamanho/estrutura de campos do pacote antes de copiá-los para buffer, permitindo que dados controlados pelo atacante sobrescrevam memória adjacente. Dependendo do que é sobrescrito, o processo trava (reload ou watchdog crash — DoS) ou o fluxo de execução é desviado para código controlado pelo atacante.

O atacante controla o conteúdo do pacote Smart Install enviado à porta 4786: campos, tamanhos e payload da mensagem são inteiramente arbitrários, já que o protocolo não impõe autenticação nem assinatura. Isso é o que torna o vetor tão direto — não há estado de sessão a forjar, apenas alcançar a porta e enviar a mensagem malformada.

Apenas dispositivos configurados como Smart Install client são afetados; um dispositivo configurado como director não processa essas mensagens da mesma forma e não é vulnerável a este CVE. Cisco confirma que IOS XR e NX-OS não são afetados — o problema é específico do código IOS/IOS XE clássico.

How it’s exploited

Pré-requisito real, e é o ponto mais importante da página: o switch precisa ter o cliente Smart Install habilitado e a porta TCP/4786 alcançável pelo atacante. Em muitas releases de IOS anteriores à correção do bug CSCvd36820, esse recurso vem ativado por padrão mesmo sem uso — ou seja, um switch nunca configurado para Smart Install pode estar exposto sem que ninguém tenha pedido isso. Não é necessário estar na mesma VLAN de gerência necessariamente; basta roteabilidade IP até a porta 4786, o que em redes corporativas mal segmentadas ou com equipamentos expostos à internet é trivialmente satisfeito.

O ataque em si é de baixa complexidade (AC:L) e não exige interação do usuário nem qualquer credencial (PR:N/UI:N): o atacante monta e envia um pacote Smart Install malformado diretamente à porta 4786 do switch-alvo. Ferramentas públicas de varredura e exploração para Smart Install (incluindo o conhecido projeto SIET e módulos incorporados em scanners de rede) tornaram esse ataque acessível mesmo a operadores com pouca sofisticação técnica — daí o score EPSS próximo de 1.0, indicando probabilidade quase certa de tentativas de exploração observadas na telemetria usada para calibrar o modelo.

Na prática documentada desde 2018, a exploração foi usada tanto para negação de serviço em massa (campanhas de scanning que reiniciavam switches Cisco expostos, incluindo eventos noticiados envolvendo infraestrutura crítica) quanto, conforme a Cisco descreve, para execução de código arbitrário. A CISA manteve o CVE no catálogo KEV com prazo de correção histórico (due date 2022-05-03) e a própria Cisco atualizou o advisory em agosto de 2025 reafirmando atividade de exploração contínua — sinal de que dispositivos vulneráveis remanescentes continuam sendo alvo ativo, não apenas histórico.

Versions

Affected
Cisco descreve de forma genérica: qualquer dispositivo Cisco executando release vulnerável de IOS ou IOS XE com a funcionalidade de cliente Smart Install habilitada. Esse recurso vem ativado por padrão em switches com releases que não receberam a correção do bug CSCvd36820 (correção anterior, não relacionada a esta CVE, que mudou o comportamento padrão). O advisory da Cisco remete à seção 'Fixed Software' para a lista release-a-release, cujo conteúdo detalhado não está disponível nas fontes coletadas nesta pesquisa — use o Cisco Software Checker referenciando CSCvg76186 para confirmar a exposição do seu release exato. Dispositivos configurados como Smart Install director, e as famílias IOS XR e NX-OS, não são afetados.
Fixed in
Não há, nas fontes coletadas, uma lista explícita de números de release corrigidos. A Cisco associa a correção ao Bug ID CSCvg76186 e recomenda usar o Cisco Software Checker para identificar a versão fixa aplicável ao hardware/trem de release específico.

How to protect

A Cisco declara explicitamente no advisory que não há workaround para a vulnerabilidade em si ('No workarounds available'); a correção é atualizar para uma versão de IOS/IOS XE que trate o Cisco Bug ID CSCvg76186. As fontes coletadas não trazem a lista release-a-release de versões corrigidas — use o Cisco Software Checker referenciando esse bug ID para identificar o release exato aplicável ao seu hardware antes de planejar a atualização.

Como controle compensatório real quando a atualização imediata não é viável: eliminar a exposição da porta TCP/4786, seja desabilitando completamente a funcionalidade de cliente Smart Install quando ela não é utilizada operacionalmente, seja bloqueando acesso a essa porta via ACL na interface de gerência e segmentação de rede, restringindo-a apenas ao director legítimo (quando o recurso é realmente usado). Isso não corrige a falha de parsing, apenas remove a via de acesso — e tem custo real: se a organização ainda depende de provisionamento Smart Install para novos equipamentos, desabilitar o cliente quebra esse fluxo até a migração para outro método de provisionamento.

Mito a descartar: acreditar que segmentar por VLAN de dados basta. Se a porta 4786 estiver alcançável a partir de qualquer segmento roteável até o switch — inclusive por engano, via ACL mal configurada ou dispositivo exposto diretamente à internet — a segmentação lógica de VLAN não impede o ataque; o controle precisa ser explícito na camada de filtragem de porta/interface de gerência.

How to detect

Monitorar conexões TCP na porta 4786 originadas de hosts que não são o Smart Install director legítimo é o sinal mais direto — qualquer tráfego não esperado nessa porta já é indicativo de tentativa de exploração ou de varredura oportunista, dado que o protocolo não deveria receber conexões de fontes arbitrárias. Reloads inesperados ou crashes por watchdog em switches Catalyst sem causa aparente de hardware/software conhecida, correlacionados com tráfego na 4786 nos logs de firewall/NetFlow, são indício forte de exploração bem-sucedida ou tentada.

As fontes disponíveis não descrevem uma assinatura de payload específica publicada pela Cisco para IDS/IPS; a defesa prática depende de visibilidade de porta/protocolo (NetFlow, ACL logging, ou IPS com regras genéricas para Smart Install) mais do que de assinaturas de conteúdo — na ausência de assinatura oficial, tratar qualquer tráfego não autorizado a 4786 como evento a investigar é a abordagem mais confiável.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
A vulnerability in the Smart Install feature of Cisco IOS Software and Cisco IOS XE Software could allow an unauthenticated, remote attacker to trigger a reload of an affected device, resulting in a denial of service (DoS) condition, or to execute arbitrary code on an affected device. The vulnerability is due to improper validation of packet data. An attacker could exploit this vulnerability by sending a crafted Smart Install message to an affected device on TCP port 4786. A successful exploit could allow the attacker to cause a buffer overflow on the affected device, which could have the following impacts: Triggering a reload of the device, Allowing the attacker to execute arbitrary code on the device, Causing an indefinite loop on the affected device that triggers a watchdog crash. Cisco Bug IDs: CSCvg76186.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:N/I:N/A:H
⚠ Public resources, to assess the exposure of systems you control or are authorized to test. Test only with authorization.