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CVE-2021-38647criticalunder attackransomware

Open Management Infrastructure Remote Code Execution Vulnerability

100Vexday Risk Score

Patch now. It under exploitation confirmed by CISA and has a working public exploit.

ssvc Actcvss 9.8epss 100%
from disclosure to weapon0 days
Published on NVDSep 15
1st PoCSep 15
metasploitSep 14
CISA KEV+49d
exploitation probability
100%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
21 public exploit(s)
Action required by CISAfederal deadline: 2021-11-17

Apply updates per vendor instructions.

Summary

CVE-2021-38647, conhecida como OMIGOD, é um bypass de autenticação no agente Open Management Infrastructure (OMI) que a Microsoft instala silenciosamente em VMs Linux do Azure junto com extensões como Log Analytics, Azure Automation e Azure Security Center. Um atacante não autenticado que alcance a porta HTTPS do OMI consegue executar comandos como root na máquina, sem qualquer interação do usuário — daí o CVSS 9.8. O problema real não é a complexidade técnica do bug, e sim o fato de o agente ser instalado de forma invisível ao operador da VM, que muitas vezes nem sabe que o serviço está rodando e exposto.

Technical detail

O OMI é um servidor CIM/WBEM open source que processa requisições WS-Management via HTTP/HTTPS, tipicamente nas portas 5985, 5986 e 1270. O bug está no tratamento da autenticação HTTP pelo omiserver: quando uma requisição chega sem o cabeçalho Authorization, o código do agente, em vez de rejeitar a conexão, atribui à sessão um nível de privilégio elevado por padrão — na prática, tratando a ausência de credencial como se fosse uma chamada local/confiável, executada com privilégios de root, já que o omiserver roda como root por design.

How it’s exploited

O vetor é uma requisição HTTP/HTTPS direta contra a porta do OMI (5986 é a mais citada, mas 5985 e 1270 também expõem o serviço) invocando um método WS-Management como ExecInvoke, sem cabeçalho Authorization. Não há pré-condição de autenticação, configuração especial ou interação do usuário — basta acesso de rede à porta exposta, o que tornou VMs Azure com IP público e essas portas abertas trivialmente identificáveis via scan (a exposição em massa foi documentada por pesquisadores logo após a divulgação). A CISA confirma exploração ativa em ambiente real (está no catálogo KEV desde novembro de 2021), e existem módulo Metasploit e template Nuclei públicos, o que reduz a exploração a scan + requisição automatizada, sem necessidade de desenvolvimento de exploit.

Versions

Affected
Versões do OMI anteriores à 1.6.8.1, distribuídas via extensões de VM do Azure para Linux (Azure Automation State Configuration/DSC Extension, Azure Automation Update Management, Azure Diagnostics/LAD, Azure Security Center, Azure Sentinel, Azure Stack Hub, Container Monitoring Solution, Log Analytics Agent/OMS).
Fixed in
OMI 1.6.8.1 e versões posteriores.

How to protect

A correção é atualizar o pacote OMI para 1.6.8.1 ou versão posterior. O ponto crítico é que essa atualização não é automática nem visível: como o OMI é instalado por extensões do Azure (Log Analytics/MMA, Azure Automation State Configuration, Diagnostics, Security Center, Sentinel, Container Monitoring), muitas VMs continuaram rodando versões vulneráveis mesmo depois do patch estar disponível, porque o pacote não é gerenciado pelo ciclo normal de atualização do SO. É necessário verificar manualmente a versão instalada (via gerenciador de pacotes da distro, ex.: rpm -qa omi ou dpkg -l omi) e atualizar o pacote diretamente ou reinstalar a extensão correspondente.

How to detect

Em rede, indício de exploração é tráfego HTTP/HTTPS anômalo contra as portas 5985, 5986 e 1270 vindo de fora do intervalo esperado de administração, especialmente requisições WS-Management sem cabeçalho Authorization seguidas de invocação de métodos que executam comandos (ExecInvoke). Em host, checar logs do omiserver e processos filhos inesperados gerados por esse serviço rodando como root, além de conexões de saída incomuns originadas do processo omiagent/omiserver, que indicariam comando pós-exploração. Não há assinatura única confiável além dessas requisições sem autenticação; ambientes que nunca expuseram essas portas à internet não deixam rastro relevante.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Open Management Infrastructure Remote Code Execution Vulnerability
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H/E:U/RL:O/RC:C
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