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CVE-2022-42475criticalunder attackransomwareCWE-197

CVE-2022-42475

100Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA, has a public proof of concept and 1 threat group(s) use it.

ssvc Actcvss 9.3epss 99%
from disclosure to weapon15 days
Published on NVDJan 2
1st PoC+15d
CISA KEVDec 13
exploitation probability
99%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
1 group(s)15 public exploit(s)
Who exploits it1

Groups known to exploit this vulnerability (MITRE ATT&CK attribution).

Action required by CISAfederal deadline: 2023-01-03

Apply updates per vendor instructions.

Summary

Buffer overflow baseado em heap no daemon sslvpnd do FortiOS e FortiProxy, explorável remotamente e sem autenticação por meio de requisições HTTP manipuladas ao portal SSL-VPN. A Fortinet confirmou exploração ativa antes mesmo da divulgação pública do advisory, e a CISA classifica a falha como associada a campanhas de ransomware. O CVSS 9.3 aqui reflete o risco real: não exige credencial, configuração exótica nem interação do usuário — só que o SSL-VPN esteja habilitado e exposto.

Technical detail

A falha é um heap-based buffer overflow (CWE-122) no processo sslvpnd, o daemon que trata as conexões do portal SSL-VPN do FortiOS/FortiProxy. O parsing de requisições HTTP recebidas por esse processo permite que um atacante controle dados que sobrescrevem regiões do heap além do buffer alocado, corrompendo estruturas internas do processo.

O Fortinet não publicou detalhes de qual campo ou rota específica da requisição dispara o overflow — o advisory fala em 'requisições especificamente forjadas' sem detalhar a rota HTTP ou parâmetro vulnerável. Isso é relevante para quem tenta reproduzir a análise: a mecânica exata do parsing defeituoso não é pública pela Fortinet, embora pesquisadores externos e PoCs tenham reconstruído o fluxo a partir de engenharia reversa do binário.

O impacto documentado é execução de código ou comandos arbitrários no contexto do processo sslvpnd, que roda com privilégios elevados no appliance — o que na prática significa comprometimento total do FortiGate/FortiProxy, não apenas do serviço VPN.

How it’s exploited

O vetor é uma requisição HTTP(S) enviada diretamente à interface SSL-VPN exposta (a porta configurada para o portal, tipicamente 443 ou uma porta customizada), sem necessidade de autenticação prévia, interação do usuário ou configuração não padrão além de ter o SSL-VPN habilitado. Isso torna a superfície de ataque qualquer FortiGate/FortiProxy com SSL-VPN ativado e alcançável pela rede — inclusive pela internet, cenário comum em VPNs corporativas.

A Fortinet confirmou que a vulnerabilidade foi explorada in the wild antes da divulgação pública, com atacantes usando a falha para obter execução de código no appliance e, a partir daí, persistência na rede da vítima. A CISA marca a CVE como usada em campanhas de ransomware, o que eleva a prioridade de correção mesmo sem detalhes públicos de qual grupo específico.

Existem PoCs públicos e a exploração já foi automatizada por operadores de ameaça — não é uma falha teórica. Uma vez explorada, o atacante obtém execução de código no contexto do daemon sslvpnd, que roda com privilégios altos no sistema operacional embarcado do appliance, permitindo modificação de configuração, criação de contas, e pivotagem para a rede interna.

Versions

Affected
FortiOS 7.2.0–7.2.2; 7.0.0–7.0.8; 6.4.0–6.4.10; 6.2.0–6.2.11; 6.0.0–6.0.15; 5.6, 5.4, 5.2 e 5.0 (todas as versões); FortiOS-6K7K 7.0.0–7.0.8, 6.4.0–6.4.9, 6.2.0–6.2.11, 6.0.0–6.0.14; FortiProxy 7.2.0–7.2.1; 7.0.0–7.0.7; 2.0.0–2.0.11; 1.2, 1.1 e 1.0 (todas as versões).
Fixed in
FortiOS: 7.2.3+, 7.0.9+, 6.4.11+, 6.2.12+, 6.0.16+ (branches 5.x precisam migrar para uma versão suportada, sem patch retroativo). FortiOS-6K7K: 7.0.8+ (nota: mesmo limite de versão afetada e corrigida no advisory), 6.4.10+, 6.2.12+, 6.0.15+. FortiProxy: 7.2.2+, 7.0.8+, 2.0.12+ (branches 1.x precisam migrar para versão suportada).

How to protect

A correção definitiva é atualizar para as versões corrigidas por branch (ver versions_fixed). Não há patch parcial ou flag de mitigação que neutralize a falha sem atualizar o firmware — o único paliativo real, segundo o próprio fornecedor, é desabilitar o SSL-VPN completamente até a atualização, o que interrompe o serviço para todos os usuários remotos que dependem dele.

Após atualizar (ou mesmo antes, como triagem), é obrigatório verificar indicadores de comprometimento: a atualização de versão não remove backdoors ou implantes deixados por uma exploração anterior. A Fortinet publicou IOCs específicos (arquivos no filesystem, entradas de log de crash, IPs de C2) — presença de qualquer um deles indica que o sistema já foi comprometido e precisa de resposta a incidente, não apenas patch.

Mito a descartar: apenas restringir o SSL-VPN a IPs de confiança reduz a superfície, mas não elimina o risco se esses IPs também puderem ser abusados ou se a política de acesso não for estritamente enforced — o advisory recomenda desabilitar o serviço como workaround, não apenas filtrar origem.

How to detect

A Fortinet publicou IOCs concretos: múltiplas entradas de log com 'Application crashed', msg citando 'application:sslvpnd' e 'Signal 11 received' com backtrace — sinal de tentativa de exploração que crashou o processo antes de obter execução estável. No filesystem, presença de artefatos como /data/lib/libips.bak, /data/lib/libgif.so, /data/lib/libiptcp.so, /data/lib/libipudp.so, /data/lib/libjepg.so, /var/.sslvpnconfigbk, /data/etc/wxd.conf ou a pasta /flash indica comprometimento já efetivado, não apenas tentativa. Conexões de saída do FortiGate para os IPs listados no advisory (ex.: 188.34.130.40, 103.131.189.143, 193.36.119.61, entre outros) são indicativos de C2 pós-exploração.

Não há assinatura de rede genérica publicada para detectar a requisição de exploração em si antes do crash — a detecção prática depende dos IOCs pós-comprometimento acima, o que significa que ambientes sem esses artefatos não têm garantia de que não foram alvo de tentativa, apenas de que não há evidência de sucesso.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
A heap-based buffer overflow vulnerability [CWE-122] in FortiOS SSL-VPN 7.2.0 through 7.2.2, 7.0.0 through 7.0.8, 6.4.0 through 6.4.10, 6.2.0 through 6.2.11, 6.0.15 and earlier and FortiProxy SSL-VPN 7.2.0 through 7.2.1, 7.0.7 and earlier may allow a remote unauthenticated attacker to execute arbitrary code or commands via specifically crafted requests.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H/E:P/RL:U/RC:C
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