← back
CVE-2025-47729lowunder attackCWE-912

CVE-2025-47729

38Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA.

ssvc Attendcvss 1.9epss 0.4%
from disclosure to weapon
Published on NVDMay 8
CISA KEV+4d
exploitation probability
0.4%top 66% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
Action required by CISAfederal deadline: 2025-06-02

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Summary

O backend de arquivamento da TeleMessage (usado no app TM SGNL, um clone modificado do Signal para vigilância corporativa/governamental) armazena cópias em texto claro das mensagens dos usuários, contradizendo a documentação do fornecedor que promete criptografia ponta a ponta do celular até o arquivo corporativo. A falha foi descoberta porque um invasor conseguiu acessar esses dados em texto claro em cerca de 15 a 20 minutos, expondo comunicações ligadas a CBP, Coinbase e outras instituições financeiras. O CVSS de 1,9 não reflete o impacto real do incidente — a nota é baixa porque o NVD pontuou a falha como um problema de design local de baixa complexidade de exploração inversa, não o vazamento massivo de dados que efetivamente ocorreu.

Technical detail

A CWE associada (CWE-912, Hidden Functionality) descreve o núcleo do problema: o app TM SGNL apresenta-se como uma versão do Signal com criptografia ponta a ponta preservada, mas o pipeline de arquivamento decodifica as mensagens antes de armazená-las no backend da TeleMessage, guardando-as em texto claro (ou em formato equivalente a texto claro) em vez de mantê-las cifradas até o destino final controlado pelo cliente corporativo. Isso é uma funcionalidade oculta/não documentada em relação ao que o material de marketing da TeleMessage descrevia ('End-to-End encryption from the mobile phone through to the corporate archive').

O app é uma modificação do código-fonte aberto do Signal, adaptada também para clonar WhatsApp, Telegram e WeChat, distribuída via MDM (Mobile Device Management) vinculado a contas empresariais Apple ou Google — não está disponível em lojas de apps públicas. O pesquisador Micah Lee, analisando o código-fonte Android (e posteriormente iOS) obtido de uma URL hospedada pela TeleMessage, confirmou que a empresa 'pode acessar logs de chat em texto claro dos seus clientes' e encontrou credenciais hardcoded no código, agravando o cenário além da falha de design em si.

O vetor CVSS oficial (AV:L/AC:H/PR:H/UI:N) sugere acesso local com privilégios altos e alta complexidade de ataque — uma descrição que não corresponde ao relato do hacker que obteve os dados, o que indica desalinhamento entre a pontuação formal atribuída no NVD e a realidade da exploração relatada pela imprensa e confirmada pela CISA no KEV.

How it’s exploited

O vetor relatado publicamente não foi uma exploração de código contra um servidor exposto à internet de forma convencional, mas o acesso ao backend/infraestrutura da TeleMessage que armazenava as mensagens decodificadas. O hacker anônimo entrevistado pela 404 Media descreveu o processo como rápido e de baixo esforço ('não foi muito esforço'), levando de 15 a 20 minutos para obter dados de arquivamento incluindo mensagens diretas e de grupo de clientes que usavam os clones de Signal, WhatsApp, Telegram e WeChat da empresa.

Paralelamente, o pesquisador Micah Lee obteve uma URL hospedada pela TeleMessage que expunha o código-fonte Android do app (posteriormente também o iOS foi identificado por outros pesquisadores), permitindo confirmar tecnicamente que o backend tinha acesso a texto claro — essa URL foi corrigida para exigir autenticação depois da divulgação. Não há indicação nas fontes de que a exploração exigisse autenticação prévia como usuário legítimo do serviço, nem de uma vulnerabilidade de rede clássica (RCE, SQLi); o problema central é arquitetural: o dado sensível simplesmente existia sem a proteção que o fornecedor afirmava oferecer.

Os dados obtidos e divulgados por jornalistas envolviam comunicações ligadas à Customs and Border Protection (CBP) dos EUA, à Coinbase e a outras instituições financeiras. Mensagens do ex-assessor de segurança nacional Mike Waltz — que foi fotografado usando o app durante uma reunião do gabinete da Casa Branca — não foram encontradas entre os dados obtidos, mas o incidente evidenciou o risco de qualquer cliente corporativo do serviço.

Versions

Affected
TeleMessage TM SGNL (archiving backend) — todas as versões/operação do serviço até 2025-05-05, conforme descrição oficial ('through 2025-05-05').
Fixed in
Não há versão corrigida documentada nas fontes consultadas. O fornecedor suspendeu todos os serviços TeleMessage em maio de 2025; nenhuma atualização de versão que resolva a falha foi identificada nas fontes.

How to protect

A TeleMessage/Smarsh suspendeu todos os serviços da TeleMessage 'por precaução' em maio de 2025 enquanto investigava o incidente, sem anunciar publicamente (nas fontes disponíveis) uma versão corrigida ou uma correção arquitetural que restabeleça a garantia de criptografia ponta a ponta até o arquivo. A CISA, ao incluir a falha no catálogo KEV com prazo de 2025-06-02, orienta explicitamente: 'aplicar mitigações conforme instrução do fornecedor; na ausência de instruções de mitigação, descontinuar o uso do produto.' Não há, nas fontes levantadas, uma versão numerada 'corrigida' à qual se possa atualizar — o problema é de design do serviço de arquivamento, não um patch pontual em uma versão de software.

Na prática, para quem usava TM SGNL (ou os clones de WhatsApp/Telegram/WeChat da TeleMessage) para arquivar comunicações sensíveis, a única mitigação real documentada é interromper o uso do produto e reavaliar qualquer suposição de que as mensagens arquivadas estavam protegidas por criptografia ponta a ponta — elas não estavam, segundo a análise técnica de Micah Lee. Confiar apenas na marca 'Signal' do app clonado como garantia de segurança é o mito que este caso desfaz: o clone modifica o comportamento de arquivamento de forma que rompe a garantia original de ponta a ponta do Signal genuíno.

Controles compensatórios genéricos (segmentação de rede, MDM restritivo, monitoramento de acesso ao backend de arquivamento) não resolvem a causa raiz, que é a retenção de texto claro no servidor do fornecedor — a exposição de dados já ocorrida não é revertida por controles de rede subsequentes.

How to detect

Não há sinal confiável de detecção do lado do cliente/usuário final, já que a exposição ocorre no backend de arquivamento controlado pelo fornecedor, fora da visibilidade do usuário do app. Organizações que usaram o serviço podem tentar auditar logs de acesso ao backend da TeleMessage (se tiverem tal acesso) e revisar se receberam notificação de incidente da TeleMessage/Smarsh; a existência de código-fonte e credenciais hardcoded expostas publicamente (identificadas por pesquisadores em URLs hospedadas pela TeleMessage) é outro indício indireto de exposição, mas não constitui detecção de exploração específica contra um cliente individual.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
The TeleMessage archiving backend through 2025-05-05 holds cleartext copies of messages from TM SGNL (aka Archive Signal) app users, which is different functionality than described in the TeleMessage "End-to-End encryption from the mobile phone through to the corporate archive" documentation, as exploited in the wild in May 2025.
CVSS:3.1/AV:L/AC:H/PR:H/UI:N/S:U/C:L/I:N/A:N