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CVE-2025-54253criticalunder attackCWE-863

Adobe Experience Manager | Incorrect Authorization (CWE-863)

100Vexday Risk Score

Prioritize patching. It under exploitation confirmed by CISA and has a public proof of concept.

ssvc Actcvss 10epss 88%
from disclosure to weapon1 days
Published on NVDAug 5
1st PoC+1d
CISA KEV+71d
exploitation probability
88%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
3 public exploit(s)
Action required by CISAfederal deadline: 2025-11-05

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Summary

CVE-2025-54253 é uma falha de RCE pré-autenticação em Adobe Experience Manager Forms quando implantado de forma standalone sobre um servidor J2EE (ex.: JBoss), não no AEM Sites/Assets padrão. O problema foi descoberto pela Searchlight Cyber (parte de uma cadeia de três bugs críticos reportados à Adobe em abril de 2025) e envolve o modo devMode do Struts2 exposto em produção, permitindo bypass de autorização e execução de código sem qualquer interação do usuário. Está no catálogo KEV da CISA com exploração confirmada e PoC pública circulando, o que torna o CVSS 10.0 realista — mas o impacto real depende de a instância AEM Forms estar exposta à internet como aplicação standalone.

Technical detail

A CVE é classificada como CWE-863 (Incorrect Authorization) e o próprio Adobe a descreve como 'misconfiguration'. O mecanismo, segundo a pesquisa da Searchlight Cyber, está ligado ao devMode do Apache Struts2 embarcado na aplicação AEM Forms: esse modo de depuração do framework permite que parâmetros especiais de debug sejam processados antes ou fora do fluxo normal de autenticação/autorização da aplicação, abrindo caminho para avaliação de expressões OGNL controladas pelo atacante — o clássico vetor de RCE que o Struts2 já apresentou em outras CVEs históricas quando devMode fica acessível em ambiente de produção.

O detalhe exato do endpoint/parâmetro explorado em CVE-2025-54253 não está descrito no material que revisamos (a Searchlight documentou em detalhe apenas a vulnerabilidade correlata de desserialização, CVE-2025-49533, via GetDocumentServlet, e citou a falha de devMode apenas nominalmente como 'SL-AEM-FORMS-1'). O que se sabe com segurança: a falha afeta a implantação standalone de AEM Forms em servidor J2EE-compatível, é diferente da falha de desserialização já corrigida separadamente, e resulta em execução de código no contexto do servidor de aplicação.

Essa CVE faz parte de um lote de três falhas críticas na mesma superfície (AEM Forms): CVE-2025-49533 (desserialização insegura via GetDocumentServlet, corrigida antes), CVE-2025-54253 (RCE via devMode do Struts2, este registro) e CVE-2025-54254 (XXE nos web services do AEM Forms). As duas últimas foram corrigidas juntas no boletim APSB25-82, cerca de três meses após a divulgação inicial à Adobe.

How it’s exploited

Pré-requisito real: a instância vulnerável precisa ser um deployment standalone de AEM Forms sobre servidor J2EE (JBoss ou equivalente) acessível pela rede — não é a instalação padrão de AEM Sites/Assets que a maioria dos ambientes corporativos roda. Não há necessidade de autenticação (PR:N) nem de interação do usuário (UI:N), e a complexidade de ataque é baixa (AC:L), consistente com o CVSS 10.0 e o Scope Changed do vetor.

A presença do produto costuma ser identificável remotamente por endpoints característicos, como `/lc/libs/livecycle/core/content/login.html` (tela de login do AEM Forms) e `/edcws/` (web services expostos). A partir daí, o atacante interage com a funcionalidade de devMode do Struts2 para contornar os controles de autorização e fazer o servidor avaliar código/expressões controladas por ele, obtendo execução arbitrária no processo da aplicação — o que normalmente equivale a controle total do host, dado o privilégio típico do processo de aplicação J2EE.

A CVE está no catálogo KEV da CISA desde 15/10/2025, com prazo de correção em 05/11/2025, confirmando exploração ativa observada — a CISA classifica o uso em campanhas de ransomware como 'desconhecido'. Existe PoC pública, o que reduz a barreira para exploração em massa contra instâncias expostas à internet.

Versions

Affected
Adobe Experience Manager (Forms, em implantação standalone/JEE) versões 6.5.23 e anteriores, conforme descrição oficial da Adobe.

How to protect

A correção definitiva é aplicar o boletim de segurança da Adobe APSB25-82, que trata CVE-2025-54253 junto com CVE-2025-54254 (XXE). Não conseguimos confirmar nas fontes lidas o número exato da build/patch corrigida (o conteúdo do advisory da Adobe não foi capturado no material fornecido) — consulte o boletim oficial para a versão específica de AEM Forms/JEE que resolve o problema antes de considerar o ambiente corrigido.

Enquanto o patch não é aplicado, a própria Searchlight Cyber recomendou como controle compensatório real: restringir o acesso externo (internet) a implantações standalone de AEM Forms, mantendo-as acessíveis apenas em rede interna/VPN. Esse controle não corrige a falha, mas elimina o vetor pré-autenticado remoto que a torna crítica — o custo é operacional, exigindo reconfiguração de rede/firewall e possivelmente afetando integrações externas que dependem do serviço.

O que não resolve: aplicar apenas o patch de CVE-2025-49533 (desserialização) não cobre esta CVE — são vulnerabilidades distintas, corrigidas em momentos diferentes. Também não há mitigação por WAF documentada nas fontes revisadas; dado que o mecanismo exato do devMode explorado não foi publicado em detalhe, regras de assinatura específicas têm eficácia incerta.

How to detect

Sinal de exposição/risco (não necessariamente de exploração): resposta positiva em endpoints característicos do AEM Forms, como `/lc/libs/livecycle/core/content/login.html` e `/edcws/`, indicando presença do componente vulnerável acessível pela rede. Para tentativas de exploração propriamente ditas, procure por requisições HTTP a ações do Struts2 dentro do contexto do AEM Forms contendo parâmetros de depuração ou expressões OGNL (padrões como `%{` em parâmetros de requisição), especialmente originadas de IPs externos sem sessão autenticada prévia.

As fontes revisadas não detalham o endpoint ou parâmetro exato usado no exploit público desta CVE, então não há assinatura de detecção confirmada e específica disponível — trate qualquer tráfego anômalo dirigido às rotas do AEM Forms/Struts como suspeito até que o advisory ou análises adicionais especifiquem o indicador exato.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
Adobe Experience Manager versions 6.5.23 and earlier are affected by a Misconfiguration vulnerability that could result in arbitrary code execution. An attacker could leverage this vulnerability to bypass security mechanisms and execute code. Exploitation of this issue does not require user interaction and scope is changed.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:C/C:H/I:H/A:H
⚠ Public resources, to assess the exposure of systems you control or are authorized to test. Test only with authorization.