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CVE-2026-50751criticalunder attackransomwareCWE-287

User Authentication Bypass in VPN Remote Access and Mobile Access

100Vexday Risk Score

Patch now. It under exploitation confirmed by CISA and has a working public exploit.

ssvc Actcvss 9.3epss 83%
from disclosure to weapon0 days
Published on NVDJun 8
1st PoCJun 8
CISA KEVJun 8
exploitation probability
83%top 1% of all CVEs
observed exploitation
yesCISA + VulnCheck
11 public exploit(s)
Action required by CISAfederal deadline: 2026-06-11

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Summary

Falha de autenticação em Check Point Security Gateway e Spark Firewall permite que um atacante remoto não autenticado estabeleça uma sessão de VPN de acesso remoto (Remote Access / Mobile Access) sem senha válida, explorando um defeito na lógica de validação de certificado usada pelo protocolo IKEv1, já obsoleto. A falha está sob exploração ativa confirmada pela Check Point, incluindo pelo menos um caso com atividade pós-comprometimento associada a afiliado do ransomware Qilin, o que justifica a inclusão imediata no catálogo KEV da CISA com prazo de correção de apenas três dias.

Technical detail

A vulnerabilidade (CWE-287, Improper Authentication) reside na validação de certificado do fluxo de negociação IKEv1 usado pelos gateways Check Point para VPN de Remote Access e Mobile Access/SSL VPN. Segundo a Check Point, existe uma "logic flow weakness" nessa validação: o gateway aceita a negociação e estabelece a conexão VPN sem exigir uma senha de usuário válida, efetivamente pulando a etapa de autenticação do usuário mesmo quando o mecanismo de acesso remoto exige credenciais.

O vetor CVSS (AV:N/AC:L/PR:N/UI:N) indica que a exploração é puramente de rede, sem necessidade de privilégios prévios ou interação do usuário, e com baixa complexidade de ataque — condições consistentes com uma falha de lógica de autenticação e não com um bug de corrupção de memória. O impacto formal é limitado a confidencialidade alta e integridade baixa (sem impacto de disponibilidade no CVSS), refletindo que a falha em si concede acesso à sessão VPN, não execução de código arbitrária.

Durante a investigação desta CVE, pesquisadores da Check Point usando a plataforma BLAST identificaram uma segunda falha relacionada, CVE-2026-50752, também na validação de certificado do IKEv1, mas que afeta a autenticação de túneis site-to-site e permite condições de man-in-the-middle sob circunstâncias específicas. É uma falha distinta, com CVSS 7.4, sem exploração confirmada, mas compartilha a mesma raiz de código (lógica de validação de certificado do IKEv1) e o mesmo conjunto de versões afetadas.

O fator determinante de exposição é o protocolo de troca de chaves usado pela configuração de VPN: a falha só se manifesta em deployments de Remote Access/Mobile Access configurados para usar IKEv1, protocolo que o próprio fornecedor já classifica como obsoleto (deprecated) há anos em favor do IKEv2.

How it’s exploited

A exploração observada não exige credenciais, acesso prévio à rede interna nem interação de usuário: basta alcançar a porta do gateway de VPN configurada para IKEv1 e enviar uma negociação manipulada que engana a validação de certificado, resultando em uma sessão de acesso remoto estabelecida sem senha de usuário. A Check Point classifica isso como bypass de autenticação, não como execução de código — o atacante obtém a sessão de rede da VPN, mas ainda precisa de atividade pós-exploração (movimento lateral, uso de credenciais capturadas, exploração de serviços internos) para acessar recursos ou escalar privilégios dentro do ambiente da vítima.

A Check Point relata exploração ativa desde pelo menos 7 de maio de 2026, com aumento de tentativas no início de junho de 2026, atingindo "algumas dezenas" de organizações no mundo até a divulgação. Com confiança média, atribuem a atividade a um ator financeiramente motivado ligado a um afiliado do ransomware Qilin, que também estaria explorando vulnerabilidades de VPN de outros fornecedores (Palo Alto, Fortinet, F5) e usa infraestrutura VPS dedicada (Vultr, Shock Hosting, Kaupo Cloud HK) — em alguns casos geolocalizada próxima à vítima. Um caso documentado envolveu atividade pós-comprometimento correlacionada a binários de ransomware Qilin para Linux e tentativas de baixar arquivos ELF maliciosos de infraestrutura do atacante.

A CISA adicionou a CVE ao catálogo KEV em 08/06/2026 com prazo de correção de 11/06/2026 (três dias), o menor tipo de janela reservada a falhas com exploração confirmada e uso associado a ransomware. Existem template Nuclei e PoC pública circulando, o que reduz a barreira técnica para replicação por outros atores além do grupo original observado.

Versions

Affected
Remote Access VPN, Mobile Access/SSL VPN e Spark Firewall nas versões R80.20.X (EOS), R80.40 (EOS), R81 (EOS), R81.10 (EOS), R81.10.X, R81.20, R82, R82.00.X e R82.10, quando configurados para usar o protocolo de troca de chaves IKEv1 (deprecated).
Fixed in
Hotfix de segurança disponibilizado pela Check Point para os branches afetados, conforme sk185033 (CVE-2026-50751) e sk185035 (CVE-2026-50752). As fontes consultadas não especificam números de build/versão corrigidos; consultar o SK oficial para o procedimento e a versão exata de upgrade por branch.

How to protect

A correção primária é aplicar o hotfix de segurança liberado pela Check Point para os gateways afetados, conforme detalhado no advisory sk185033 (Remote Access/Mobile Access — CVE-2026-50751) e sk185035 (site-to-site — CVE-2026-50752). As fontes consultadas não trazem números de versão/build específicos do hotfix; o procedimento exato de upgrade, builds corrigidos e configurações alternativas de mitigação (via configurações do serviço de acesso remoto) estão documentados nesses SKs, que devem ser consultados diretamente para a versão exata aplicável a cada branch.

As versões/branches listadas como afetadas por ambas as CVEs são: R80.20.X (EOS), R80.40 (EOS), R81 (EOS), R81.10 (EOS), R81.10.X, R81.20, R82, R82.00.X e R82.10 — note que vários desses branches já estão em End of Support (EOS), o que significa que hotfix pode não estar disponível ou ser a última atualização de segurança para essas linhas.

Como a falha só se manifesta em deployments configurados para IKEv1, um controle compensatório coerente com a própria descrição da vulnerabilidade é migrar a configuração de Remote Access/Mobile Access para IKEv2, eliminando a superfície de ataque — mas isso é inferência a partir da natureza da falha, não uma orientação literal encontrada nas fontes lidas; a mitigação alternativa oficial documentada no sk185033 deve ser conferida antes de decidir não aplicar o hotfix. Reiniciar sessões de VPN ou apenas trocar senhas de usuários não corrige a falha, já que o bypass ocorre antes da verificação de senha ser efetivamente exigida.

How to detect

A Check Point publicou uma lista de IOCs associados à campanha observada: endereços IP de infraestrutura VPS atacante (incluindo 45.77.149.152, 209.182.225.136, 38.60.157.139, 162.33.177.101, 45.76.26.42, 144.208.127.155, 38.54.88.201, 38.54.107.167, 66.42.99.200, com adições posteriores em 45.63.104.106, 45.61.136.173, 146.71.81.184, 208.123.119.167, 64.176.228.109, 158.247.195.147 e 144.208.127.134) e dois hashes de arquivo. Equipes de resposta a incidentes devem priorizar auditoria forense de logs e revisão de configuração a partir de 7 de maio de 2026, data da exploração mais antiga observada, com atenção a sessões de Remote Access/Mobile Access via IKEv1 estabelecidas sem correlação de autenticação de usuário válida, e a atividade pós-acesso ligada a binários ELF de ransomware Qilin para Linux baixados de infraestrutura externa. Fora desses IOCs pontuais, as fontes não descrevem uma assinatura de log genérica e confiável para tentativas de exploração — a ausência de tais IOCs na rede não garante que o ambiente não tenha sido alvo.

Researched and written with AI from the vendor advisory and public analysis, with the sources above. Always confirm the fixed version in the official advisory before acting.
A logic flow weakness in Remote Access and Mobile Access certificate validation in deprecated IKEv1 key exchange allows an unauthenticated remote attacker to bypass user authentication and establish a remote access VPN connection without a valid user password.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:C/C:H/I:L/A:N
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