← volver
CVE-2016-4656highbajo ataqueCWE-787

CVE-2016-4656

91Vexday Risk Score

Corrige ahora. Ella está bajo explotación confirmada por CISA y tiene exploit funcional público.

ssvc Actcvss 7.8epss 21%
de la publicación al arma649 días
Publicada en NVD25 ago
1ª PoC+649d
metasploit25 ago
CISA KEV+2098d
probabilidad de explotación
21%top 3% de las CVE
explotación observada
CISA + VulnCheck
2 exploit(s) público(s)
Acción exigida por CISAplazo federal: 2022-06-14

Apply updates per vendor instructions.

Resumen

Falha de corrupção de memória no kernel do iOS (antes da versão 9.3.5) que permite escalonamento de privilégios: um app malicioso já em execução no dispositivo consegue executar código com privilégios de kernel ou causar negação de serviço. É a peça central da cadeia "Trident", usada pelo spyware Pegasus (NSO Group) para instalar vigilância persistente no iPhone do ativista Ahmed Mansoor em 2016 — não é uma falha teórica, foi explorada in-the-wild antes mesmo da divulgação pública.

Detalle técnico

A Apple descreve a causa como "memory corruption issue... addressed through improved memory handling", sem detalhar o subsistema exato do kernel afetado nem o tipo preciso de bug (uso após liberação, overflow, etc.). O CWE atribuído pela CISA no catálogo KEV é CWE-264 (controle de permissão/privilégio incorreto), consistente com uma falha que permite a um processo sem privilégios corromper estruturas de memória do kernel e ganhar execução em contexto privilegiado.

O vetor CVSS (AV:L, PR:N, UI:R) indica que o bug em si é local: o atacante precisa que código atacante (o "crafted app") já esteja rodando no dispositivo. Ele não é, isoladamente, um vetor remoto — é a segunda etapa de uma cadeia de exploração. Na campanha real documentada por Citizen Lab e Lookout, a entrega inicial acontecia via WebKit (CVE-2016-4657), explorado ao abrir um link malicioso no Safari; a partir da execução de código no contexto do navegador, os atacantes usavam CVE-2016-4655 (vazamento de informação de kernel, por validação insuficiente de entrada) para mapear o layout de memória e então CVE-2016-4656 para corromper memória do kernel e obter execução com privilégios totais, essencialmente um jailbreak silencioso usado para instalar o spyware.

As referências técnicas mais detalhadas (blog da sektioneins e writeup de jndok) fazem engenharia reversa da correção da Apple para reconstruir o bug, mas esse conteúdo não foi verificado diretamente aqui — o texto oficial da Apple permanece deliberadamente vago sobre o mecanismo exato.

Cómo se explota

Na prática documentada, a exploração começou com o envio de um SMS/iMessage contendo um link para o alvo (Ahmed Mansoor, defensor de direitos humanos nos Emirados Árabes Unidos). O clique abria o Safari, que disparava a falha WebKit (CVE-2016-4657) para execução de código no processo do navegador — esse é o único passo que exige interação do usuário e nenhuma outra pré-condição de configuração. A partir daí, a cadeia usava CVE-2016-4655 e CVE-2016-4656 sequencialmente, dentro do próprio dispositivo, para escapar do sandbox do WebKit e escalar para privilégios de kernel, sem exigir nenhuma ação adicional da vítima.

O módulo Metasploit público (webkit_trident) implementa a cadeia completa das três CVEs como exploit remoto contra iOS, incluindo um servidor HTTP que entrega a página com o exploit WebKit e, em seguida, os binários de escalonamento de privilégio. Isso reduz a barreira técnica de reprodução — qualquer pessoa com acesso ao módulo pode montar um ataque análogo contra versões não corrigidas, embora hardware/versão de iOS específicos afetem a confiabilidade do exploit binário.

O resultado final é execução de código arbitrário em contexto de kernel, equivalente a jailbreak, permitindo instalação de spyware persistente (leitura de mensagens, chamadas, GPS, microfone/câmera) sem sinal visível para o usuário. Está no catálogo KEV da CISA desde maio de 2022, retroativamente, reconhecendo a exploração ativa histórica — não há indício de campanhas novas contra a CVE isoladamente hoje, já que exige iOS não atualizado há quase uma década.

Versiones

Afectadas
iOS anterior à versão 9.3.5, em iPhone 4s e posteriores, iPad 2 e posteriores, iPod touch (5ª geração) e posteriores.
Corregidas en
iOS 9.3.5 (lançado em 25 de agosto de 2016), corrigido junto com CVE-2016-4655 e CVE-2016-4657.

Cómo protegerse

A correção definitiva é atualizar para iOS 9.3.5 ou qualquer versão posterior — a Apple corrigiu as três vulnerabilidades da cadeia Trident (CVE-2016-4655, 4656, 4657) nesse release, em 25 de agosto de 2016. Dispositivos suportados pelo iOS 9.3.5 (iPhone 4s e posterior, iPad 2 e posterior, iPod touch 5ª geração e posterior) devem estar nessa versão ou mais recente; todo o ecossistema de dispositivos foi migrado para versões muito mais novas do iOS há anos, então na prática qualquer aparelho em uso ativo e com atualizações automáticas habilitadas já está fora de risco.

Não existe paliativo de configuração para esta falha específica — é um bug de kernel corrigido via patch binário, não uma opção que pode ser desligada. Para hardware legado que não recebe mais atualizações (ex.: iPhone 4 ou anterior, não listados no boletim), a única mitigação real é a substituição do dispositivo; jailbreak ou apps de terceiros não corrigem a falha e frequentemente ampliam a superfície de ataque.

O mito a descartar: acreditar que evitar "apps desconhecidos" da App Store é suficiente. Nesta cadeia, o vetor de entrega foi um link no navegador, não um app instalado via loja — o "crafted app" da descrição oficial se refere ao código explorado em runtime, não a um aplicativo publicado.

Cómo detectar

Não há assinatura de rede confiável para a exploração do bug de kernel isoladamente, já que a corrupção de memória ocorre localmente no dispositivo após a etapa inicial via WebKit. Os indicadores publicados por Citizen Lab e Lookout na época (domínios e infraestrutura ligados ao NSO Group usados para entrega do link malicioso) são o sinal mais próximo de detecção retroativa, mas são específicos daquela campanha e datam de 2016 — não servem como detecção genérica da vulnerabilidade em si.

Investigado y redactado con IA a partir del advisory del fabricante y análisis públicos, con las fuentes citadas. Verifica siempre la versión corregida en el advisory oficial antes de actuar.
The kernel in Apple iOS before 9.3.5 allows attackers to execute arbitrary code in a privileged context or cause a denial of service (memory corruption) via a crafted app.
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Productos afectados
n/a · n/a
⚠ Recursos públicos, para evaluar la exposición de sistemas que controlas o estás autorizado a probar. Prueba solo con autorización.