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CVE-2017-3506highbajo ataqueCWE-78

CVE-2017-3506

100Vexday Risk Score

Corrige ahora. Ella está bajo explotación confirmada por CISA y tiene exploit funcional público.

ssvc Actcvss 7.4epss 96%
de la publicación al arma925 días
Publicada en NVD24 abr
1ª PoC+925d
CISA KEV+2597d
probabilidad de explotación
96%top 1% de las CVE
explotación observada
CISA + VulnCheck
3 exploit(s) público(s)
Acción exigida por CISAplazo federal: 2024-06-24

Apply mitigations per vendor instructions or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumen

Falha de deserialização insegura no componente WLS Web Services (Web Services Atomic Transactions, pacote wls-wsat) do Oracle WebLogic Server, que permite a um atacante não autenticado enviar um documento XML malicioso via HTTP e obter execução de comandos no sistema operacional do servidor. Está no catálogo KEV da CISA com exploração confirmada e histórico extenso de uso em campanhas de cryptomining desde 2017-2018, apesar do CVSS classificar a exploração como "difícil" (AC:H).

Detalle técnico

A falha reside no processamento de cabeçalhos de contexto de trabalho (WorkContext) usados pelo subsistema WLS Web Services Atomic Transactions, exposto por padrão na aplicação wls-wsat.war em endpoints como /wls-wsat/CoordinatorPortType e variantes (CoordinatorPortType11, ParticipantPortType, RegistrationPortTypeRPC, RegistrationRequesterPortType). O servidor desserializa dados XML recebidos no corpo da requisição SOAP usando XMLDecoder, uma classe da própria plataforma Java capaz de instanciar objetos arbitrários e invocar métodos a partir de tags XML controladas pelo remetente.

Como o XMLDecoder não restringe quais classes podem ser instanciadas nem quais métodos podem ser chamados, um atacante que controle o corpo XML consegue montar uma sequência de instâncias (por exemplo, encadeando construtores e chamadas de método de classes utilitárias do próprio JDK) que resulta na execução de um processo do sistema operacional — daí a classificação da CISA como CWE-78 (OS Command Injection), embora o vetor primário seja deserialização insegura (CWE-502) e não injeção de comando em um campo de entrada tradicional.

O CVSS classifica a complexidade de ataque como alta (AC:H), o que reflete a necessidade de conhecer a estrutura interna do protocolo SOAP e montar corretamente o payload de deserialização — não há um único campo de formulário vulnerável, é preciso reproduzir a gramática XML que o XMLDecoder aceita. Não há exigência de autenticação nem de configuração não padrão: a aplicação wls-wsat vem habilitada por padrão nas instalações afetadas do WebLogic.

É importante notar que o patch de abril de 2017 (que corrigiu esta CVE) tratou apenas parte da superfície de ataque. Pesquisadores demonstraram meses depois um bypass do filtro aplicado, catalogado separadamente como CVE-2017-10271 e corrigido no Critical Patch Update de outubro de 2017 — ambas as CVEs compartilham o mesmo componente e mecanismo de exploração.

Cómo se explota

O vetor é uma requisição HTTP POST não autenticada para um dos endpoints do wls-wsat, com Content-Type text/xml e um corpo contendo tags de WorkContext manipuladas para acionar o XMLDecoder. Basta acesso de rede à porta HTTP/HTTPS do WebLogic (tipicamente 7001) onde o serviço estiver exposto; não há necessidade de credenciais, interação do usuário ou configuração especial além de o serviço wls-wsat estar implantado, o que é o padrão de fábrica.

Após exploração bem-sucedida, o atacante executa comandos com os privilégios do processo WebLogic, o que na prática costuma significar controle total do host (leitura/gravação de arquivos, pivotamento na rede interna, exfiltração de dados de aplicações acessíveis pelo servidor). PoCs públicas para esta CVE circulam desde 2017 e templates de scanners (incluindo Nuclei) automatizam a detecção do endpoint vulnerável.

A CISA confirma exploração ativa no mundo real (entrada no catálogo KEV). Historicamente essa família de vulnerabilidades no wls-wsat (CVE-2017-3506 e a irmã CVE-2017-10271) foi amplamente usada em campanhas massivas de varredura da internet para instalar mineradores de criptomoeda em servidores WebLogic expostos, e continua sendo testada por scanners automatizados anos depois, o que motivou sua inclusão tardia no KEV em 2024.

Versiones

Afectadas
Oracle WebLogic Server 10.3.6.0, 12.1.3.0, 12.2.1.0, 12.2.1.1 e 12.2.1.2 (conforme publicado pela Oracle no CPU de abril de 2017).
Corregidas en
Correção disponibilizada no Critical Patch Update de abril de 2017 para as versões afetadas; recomenda-se também aplicar o Critical Patch Update de outubro de 2017 (que trata o bypass documentado como CVE-2017-10271) sobre o mesmo componente wls-wsat.

Cómo protegerse

A correção oficial veio no Critical Patch Update (CPU) de abril de 2017 da Oracle, que corrige as versões 10.3.6.0, 12.1.3.0, 12.2.1.0, 12.2.1.1 e 12.2.1.2. Como o patch de abril foi posteriormente contornado (bypass documentado como CVE-2017-10271), aplicar apenas essa correção não elimina todo o risco da família de vulnerabilidades no wls-wsat: é necessário também aplicar o CPU de outubro de 2017 ou patches posteriores que fecham o bypass.

Se a aplicação do patch não for imediatamente viável, o paliativo real é remover ou desabilitar a aplicação Web Services Atomic Transactions (wls-wsat.war) do domínio WebLogic, já que ela não é necessária na maioria dos deployments que não usam transações atômicas distribuídas entre serviços web. Alternativamente, bloquear o acesso aos caminhos /wls-wsat/* na camada de proxy reverso ou balanceador antes que a requisição chegue ao WebLogic reduz a exposição, mas não corrige a causa raiz caso o endpoint seja acessível por outras rotas internas.

Não funciona como mitigação apenas restringir métodos HTTP ou aplicar autenticação genérica na frente do WebLogic sem tratar especificamente os caminhos do wls-wsat, pois o endpoint frequentemente responde independentemente de outras camadas de controle de acesso configuradas para a aplicação principal. Sistemas ainda em versões não corrigidas expostos à internet devem ser considerados comprometidos até prova em contrário, dado o histórico de exploração massiva desde 2017.

Cómo detectar

Procurar por requisições HTTP POST direcionadas aos caminhos /wls-wsat/CoordinatorPortType, /wls-wsat/CoordinatorPortType11, /wls-wsat/ParticipantPortType, /wls-wsat/RegistrationPortTypeRPC ou /wls-wsat/RegistrationRequesterPortType, com Content-Type text/xml e corpo contendo tags de WorkContext ou estruturas XMLDecoder (tags como , , , referências a java.lang.ProcessBuilder ou java.lang.Runtime). Presença desses padrões em logs de acesso ou tráfego capturado indica tentativa de exploração, ainda que não confirme sucesso — para confirmar impacto real é preciso correlacionar com criação inesperada de processos no host WebLogic.

Investigado y redactado con IA a partir del advisory del fabricante y análisis públicos, con las fuentes citadas. Verifica siempre la versión corregida en el advisory oficial antes de actuar.
Vulnerability in the Oracle WebLogic Server component of Oracle Fusion Middleware (subcomponent: Web Services). Supported versions that are affected are 10.3.6.0, 12.1.3.0, 12.2.1.0, 12.2.1.1 and 12.2.1.2. Difficult to exploit vulnerability allows unauthenticated attacker with network access via HTTP to compromise Oracle WebLogic Server. Successful attacks of this vulnerability can result in unauthorized creation, deletion or modification access to critical data or all Oracle WebLogic Server accessible data as well as unauthorized access to critical data or complete access to all Oracle WebLogic Server accessible data. CVSS 3.0 Base Score 7.4 (Confidentiality and Integrity impacts). CVSS Vector: (CVSS:3.0/AV:N/AC:H/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:N).
CVSS:3.1/AV:N/AC:H/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:N
⚠ Recursos públicos, para evaluar la exposición de sistemas que controlas o estás autorizado a probar. Prueba solo con autorización.