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CVE-2020-14644criticalbajo ataque

CVE-2020-14644

100Vexday Risk Score

Corrige ahora. Ella está bajo explotación confirmada por CISA y tiene exploit funcional público.

ssvc Actcvss 9.8epss 94%
de la publicación al arma97 días
Publicada en NVD15 jul
1ª PoC+97d
CISA KEV+1526d
probabilidad de explotación
94%top 1% de las CVE
explotación observada
CISA + VulnCheck
1 exploit(s) público(s)
Acción exigida por CISAplazo federal: 2024-10-09

Apply mitigations per vendor instructions or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumen

Falha de desserialização insegura (CWE-502) no componente Core do Oracle WebLogic Server, explorável sem autenticação através dos protocolos T3 e IIOP. Um atacante com acesso de rede à porta do WebLogic pode enviar um objeto serializado malicioso que, ao ser desserializado pelo servidor, executa código arbitrário — resultado prático: takeover completo do servidor de aplicação. Está no catálogo KEV da CISA como exploração confirmada em campo, apesar de ter sido corrigida em 2020; isso indica que instâncias não corrigidas continuam sendo alvo até hoje.

Detalle técnico

O WebLogic Server troca objetos Java serializados durante o handshake dos protocolos T3 (RMI proprietário da Oracle) e IIOP (CORBA), inclusive antes de qualquer autenticação de sessão. Desde 2015 esses protocolos são um vetor recorrente de RCE em WebLogic porque o servidor desserializa dados de entrada usando classes presentes no classpath (incluindo bibliotecas de terceiros como Commons Collections, Coherence, Groovy, etc.), permitindo que gadget chains construam efeitos colaterais arbitrários — de escrita em disco a execução de comando.

A partir de 2018 a Oracle passou a mitigar esse padrão com uma blacklist de classes proibidas na desserialização (filtro estilo JEP 290, implementado em weblogic.rjvm/weblogic.iiop). CVE-2020-14644 pertence à mesma família de CVEs do CPU de julho de 2020 (junto a diversas outras do mesmo boletim) que corrigem novos bypasses dessa blacklist: pesquisadores encontraram classes ainda presentes no classpath do WebLogic que não estavam cobertas pelo filtro e que, encadeadas, reproduzem o efeito das cadeias já bloqueadas anteriormente.

O advisory da Oracle não detalha a gadget chain específica corrigida, e não há um write-up técnico oficial público e definitivo associado apenas a este CVE — ele aparece agrupado com outras correções de desserialização T3/IIOP no mesmo CPU. O ponto central e confirmado é: pré-autenticação, via rede, atingindo o componente Core que processa handshake dos dois protocolos.

O CVSS 3.1 de 9.8 reflete justamente isso: AV:N (rede), AC:L (baixa complexidade), PR:N (sem privilégio), UI:N (sem interação do usuário), com impacto total em confidencialidade, integridade e disponibilidade — porque o resultado é execução de código no contexto do processo WebLogic, geralmente rodando com privilégios elevados no host.

Cómo se explota

O vetor é rede pura: o atacante só precisa alcançar a porta de listener do WebLogic (T3 tipicamente na porta configurada para o canal, comumente 7001, e IIOP na porta configurada para esse protocolo) e enviar um payload de desserialização durante o handshake do protocolo. Não é necessária autenticação, conta de usuário válida, nem interação de vítima — é isso que torna o CVSS 9.8 realista e não inflado, ao contrário de muitas CVEs 'críticas' que exigem pré-condições incomuns.

A exploração é considerada de baixa complexidade porque a mecânica geral (handshake T3/IIOP + payload serializado) é bem documentada publicamente desde CVEs anteriores da mesma família, existem PoCs públicos circulando e template Nuclei disponível, o que reduz drasticamente a barreira técnica para tentativa de exploração em massa — inclusive por scanners automatizados que testam lotes de IPs expostos.

A presença no catálogo KEV da CISA (adicionada em setembro de 2024, com prazo de correção em outubro de 2024) confirma exploração ativa observada, mesmo a CVE tendo 4 anos na data da inclusão — típico de vulnerabilidades WebLogic antigas que continuam sendo escaneadas e exploradas porque instâncias legadas expostas à internet raramente são atualizadas. O resultado final de um ataque bem-sucedido é execução de código no processo do WebLogic, geralmente usada para implantar webshell, minerador, ransomware ou pivô para a rede interna.

Versiones

Afectadas
Oracle WebLogic Server 12.2.1.3.0, 12.2.1.4.0 e 14.1.1.0.0 (versões suportadas listadas pela Oracle como afetadas).
Corregidas en
Correção distribuída via patch do Critical Patch Update de julho de 2020 da Oracle para os ramos 12.2.1.3.0, 12.2.1.4.0 e 14.1.1.0.0, aplicado via My Oracle Support. As fontes consultadas não especificam um Patch ID exato nem uma versão de release separada — confirme o número do patch no advisory oficial (cpujul2020) antes de aplicar.

Cómo protegerse

A correção definitiva é aplicar o patch do Critical Patch Update (CPU) de julho de 2020 da Oracle para o ramo afetado (12.2.1.3.0, 12.2.1.4.0 ou 14.1.1.0.0). A Oracle não distribui esse tipo de correção como um novo número de versão simples — o patch é obtido via My Oracle Support como Patch/PSU aplicado sobre a instalação existente do ramo correspondente; não há uma versão '12.2.1.4.x corrigida' isolada divulgada nas fontes consultadas, então confirme o Patch ID correto no CPU de julho/2020 antes de aplicar.

Se não for possível patchear imediatamente, o paliativo historicamente eficaz contra toda a família de CVEs de desserialização T3/IIOP do WebLogic é bloquear o acesso de rede a essas portas: desabilitar o protocolo IIOP no console de administração quando não usado, restringir T3 a hosts confiáveis via connection filters (weblogic.security.net.ConnectionFilterImpl) ou firewall/ACL, e nunca expor a porta do listener administrativo à internet. Esse controle reduz a superfície mas não corrige a causa raiz — qualquer host com acesso à porta ainda está vulnerável.

Não funciona como mitigação: apenas trocar a porta padrão do WebLogic, ou confiar em WAF genérico de camada HTTP — o vetor é o protocolo binário T3/IIOP na camada de socket, não uma requisição HTTP interceptável por regras web comuns. Também não basta atualizar bibliotecas de terceiros isoladamente (ex.: Commons Collections) sem o patch da Oracle, pois o bypass está na cobertura da blacklist do próprio WebLogic, não apenas na presença de uma lib vulnerável específica.

Cómo detectar

Não há assinatura confiável e única para esta CVE especificamente, porque o payload de exploração varia conforme a gadget chain usada e não há um PoC canônico documentado nas fontes revisadas. Sinais úteis e mais gerais para toda a família T3/IIOP: conexões TCP à porta do WebLogic iniciando com o magic bytes 't3 ' seguido de handshake anômalo vindo de IPs não esperados, processos java do WebLogic gerando processos filhos inesperados (cmd.exe, powershell.exe, sh, bash), gravação de arquivos .jsp/.class em diretórios de deploy fora do fluxo normal de administração, e picos de conexões IIOP/T3 de origem externa quando esses protocolos deveriam estar restritos a hosts internos. Presença de template Nuclei público para esta CVE indica que scanners automatizados a testam ativamente — tráfego correspondente ao padrão do template é um indício direto de tentativa.

Investigado y redactado con IA a partir del advisory del fabricante y análisis públicos, con las fuentes citadas. Verifica siempre la versión corregida en el advisory oficial antes de actuar.
Vulnerability in the Oracle WebLogic Server product of Oracle Fusion Middleware (component: Core). Supported versions that are affected are 12.2.1.3.0, 12.2.1.4.0 and 14.1.1.0.0. Easily exploitable vulnerability allows unauthenticated attacker with network access via IIOP, T3 to compromise Oracle WebLogic Server. Successful attacks of this vulnerability can result in takeover of Oracle WebLogic Server. CVSS 3.1 Base Score 9.8 (Confidentiality, Integrity and Availability impacts). CVSS Vector: (CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H).
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
PoCs públicas encontradas1
githubgithub.com/0xkami/cve-2020-146442
⚠ Recursos públicos, para evaluar la exposición de sistemas que controlas o estás autorizado a probar. Prueba solo con autorización.