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CVE-2008-2992highsob ataqueransomwareCWE-787

CVE-2008-2992

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 7.8epss 98%
da publicação à arma545 dias
Publicada no NVD4 de nov.
1ª PoC+545d
metasploit8 de fev.
CISA KEV+4867d
probabilidade de exploração
98%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
5 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-03-24

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Resumo

Buffer overflow baseado em pilha no Adobe Reader e Acrobat, disparado pela função JavaScript util.printf() quando processa uma PDF com string de formato manipulada. Basta o usuário abrir um PDF malicioso — não há autenticação nem configuração especial — para permitir execução de código arbitrário com os privilégios do usuário logado. Está no catálogo KEV da CISA com exploração confirmada em campo, PoC pública e módulo Metasploit, então o risco é real e não apenas teórico.

Detalhamento técnico

A falha (CWE-121, stack-based buffer overflow) está na implementação nativa da função util.printf(), parte do conjunto de funções JavaScript proprietárias que a Adobe expõe dentro do motor de scripts embutido em PDFs. Segundo a especificação do Acrobat Forms JavaScript Object, util.printf() formata valores como string de acordo com uma string de formato, de forma análoga à função printf() da linguagem C.

O parser dessa função falha em validar adequadamente o argumento de formato fornecido pelo script embutido no PDF. Um atacante controla integralmente esse argumento — incluindo especificadores de formato malformados ou excessivos — e consegue sobrescrever memória na pilha além dos limites do buffer alocado, corrompendo o fluxo de controle do processo.

A vulnerabilidade é descrita pela Adobe/MITRE como relacionada à CVE-2008-1104, uma falha anterior na mesma família de funções util.* — indício de que o problema de fundo (validação insuficiente de parâmetros nas funções JavaScript nativas do Acrobat) não foi completamente sanado na correção anterior.

Como o JavaScript é interpretado no momento em que o documento é renderizado, nenhuma ação além de abrir o arquivo é necessária para que o código do PDF chegue à função vulnerável.

Como é explorada

O vetor é um arquivo PDF especialmente criado contendo um bloco de JavaScript que invoca util.printf() com uma string de formato malformada. A exploração exige apenas que a vítima abra o arquivo — como anexo de e-mail, download, ou PDF renderizado automaticamente dentro do navegador via plugin — e que o JavaScript do Acrobat/Reader esteja habilitado (comportamento padrão na época). Não há necessidade de autenticação nem de acesso de rede privilegiado; o atacante é remoto e não autenticado do ponto de vista da entrega do arquivo, embora a exploração em si ocorra localmente na máquina da vítima, o que explica o AV:L do vetor CVSS.

A falha resulta em corrupção de pilha explorável para redirecionamento de fluxo de execução, permitindo execução de código arbitrário com as permissões do usuário que abriu o documento — tipicamente suficiente para instalação de malware, backdoors ou pivotamento inicial em campanhas de phishing direcionado.

Houve ampla exploração documentada em 2008-2009: código de exploração público circulou (referenciado como exploit no milw0rm), a vulnerabilidade foi incorporada a kits de exploração e é um dos casos clássicos de weaponização de PDF malicioso da era pré-sandbox do Reader. A presença no catálogo KEV da CISA confirma exploração ativa observada, e a existência de módulo Metasploit facilita replicação em testes de intrusão — mas não deve ser usada contra sistemas de produção sem autorização.

Versões

Afetadas
Adobe Reader e Acrobat 8.1.2 e versões anteriores, incluindo a linha 7.0.x até 7.0.9 e 8.0 até 8.1.2, segundo o Oracle/Sun Alert que replica o boletim Adobe.
Corrigidas em
Adobe Reader e Acrobat 8.1.3, conforme boletim Adobe APSB08-19.

Como se proteger

A correção definitiva é atualizar para Adobe Reader/Acrobat 8.1.3 ou posterior, conforme o boletim de segurança APSB08-19 da Adobe. Como esta é uma falha antiga (2008) em produtos com décadas de ciclos de atualização desde então, qualquer instalação moderna já deve estar corrigida; a relevância prática hoje está em ambientes legados, sistemas industriais ou embarcados que ainda rodam versões antigas do Acrobat/Reader sem atualização.

Se a atualização não for imediatamente viável, os paliativos reais documentados pelo CERT/CC são: desabilitar JavaScript no Acrobat/Reader (Edit > Preferences > JavaScript > desmarcar 'Enable Acrobat JavaScript'), o que neutraliza esta classe de vulnerabilidade e várias outras baseadas em util.*; impedir que PDFs sejam abertos automaticamente dentro do navegador (removendo a associação de plugin ou ajustando o registro do Internet Explorer para 'prompt' em vez de abertura automática); e não abrir PDFs de origem não confiável, convertendo-os para texto quando possível como alternativa de visualização segura.

Não funciona como mitigação: confiar apenas em antivírus de borda para detectar o PDF malicioso, já que a string de formato manipulada não segue um padrão de assinatura estável e pode ser trivialmente reempacotada. Filtro de anexos por extensão .pdf também não resolve, pois a carga maliciosa está no JavaScript interno do documento, não no formato do arquivo em si.

Como detectar

Segundo o próprio Oracle Sun Alert que replica a orientação da Adobe: 'não há sintomas previsíveis que indiquem que essas questões foram exploradas para executar código arbitrário' — ou seja, não há um sinal de log confiável e nativo do Acrobat/Reader para detecção pós-fato. Em ambientes com EDR ou sandboxing de documentos, o indicador prático é comportamento anômalo do processo AcroRd32.exe/Acrobat.exe após abertura de PDF (spawn de processos filhos inesperados, conexões de rede saindo do processo do leitor, escrita em diretórios de sistema), já que a exploração se manifesta como corrupção de memória seguida de execução de payload, não como uma assinatura de rede ou string de log específica.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Stack-based buffer overflow in Adobe Acrobat and Reader 8.1.2 and earlier allows remote attackers to execute arbitrary code via a PDF file that calls the util.printf JavaScript function with a crafted format string argument, a related issue to CVE-2008-1104.
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
n/a · n/a
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