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CVE-2010-3962highsob ataqueCWE-416

CVE-2010-3962

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 8.1epss 96%
da publicação à arma0 dias
Publicada no NVD5 de nov.
1ª PoC4 de nov.
metasploit3 de nov.
CISA KEV+5449d
probabilidade de exploração
96%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
5 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2025-10-27

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Vulnerabilidade de use-after-free no mecanismo de parsing de CSS do Internet Explorer 6, 7 e 8, explorada ativamente em ataques direcionados (in the wild) já em novembro de 2010, antes da correção oficial. Basta a vítima visitar uma página HTML maliciosa (ou abrir um e-mail/anexo HTML) no IE vulnerável para permitir execução remota de código com os privilégios do usuário — não há necessidade de autenticação ou configuração especial, o que torna o CVSS alto coerente com o risco real.

Detalhamento técnico

A falha, batizada pela Microsoft de 'invalid flag reference' (também descrita como 'Uninitialized Memory Corruption Vulnerability'), ocorre porque o IE sub-aloca memória ao processar certas combinações de tags/tokens CSS durante o parsing de HTML, incluindo cenários envolvendo o atributo 'clip'. O resultado é a sobrescrita do byte menos significativo de um vtable pointer de um objeto. Em termos de CWE, trata-se de um use-after-free (CWE-416): uma referência a um objeto CSS continua acessível depois que o objeto já foi liberado (deletado) da memória.

O atacante controla o conteúdo da página HTML/CSS servida à vítima — a sequência específica de tokens CSS e a manipulação do atributo 'clip' que dispara a alocação incorreta. Ao forçar o navegador a reutilizar a região de memória liberada com dados controlados pelo atacante, e em seguida invocar um método através do vtable corrompido, é possível desviar o fluxo de execução.

O vetor CVSS informado (AC:H) reflete a dificuldade de construir de forma confiável um exploit que produza um layout de heap explorável — historicamente esse tipo de use-after-free em IE exigia técnicas de heap grooming para tornar a exploração determinística, o que eleva a complexidade de ataque mesmo sem exigir privilégios ou autenticação.

Como é explorada

O vetor primário é a Web: o atacante hospeda ou injeta em uma página (ou em um e-mail HTML) o CSS malicioso e induz a vítima a abri-lo no Internet Explorer 6, 7 ou 8. Não há pré-requisito de autenticação, rede interna ou configuração não padrão — qualquer usuário navegando com um desses IEs está exposto, o único pré-requisito real é interação do usuário (visitar a página ou abrir o conteúdo), o que a descrição oficial resume como vetor 'remote'.

A Microsoft confirmou exploração ativa em novembro de 2010, atribuída pela Symantec, antes da disponibilização do patch definitivo — foi tratada inicialmente como 0-day via a Advisory 2458511. Existem provas de conceito públicas (Exploit-DB 15418 e 15421) e módulo Metasploit, o que reduz a barreira para reprodução do ataque hoje, embora o valor prático contra sistemas atuais seja nulo dado que IE6/7/8 estão fora de suporte há anos.

O resultado final da exploração bem-sucedida é execução arbitrária de código no contexto do usuário que executa o IE — se a vítima operar com privilégios administrativos, o impacto é comprometimento total da máquina; contas com privilégios reduzidos limitam (mas não eliminam) o dano.

Versões

Afetadas
Internet Explorer 6, 7 e 8, nas plataformas Windows suportadas na época (Windows XP SP3, XP Professional x64 SP2, Windows Server 2003 SP2/x64/Itanium, Windows Vista SP1/SP2 e x64, Windows Server 2008 e Server 2008 R2, Windows 7 32-bit e x64). Instalações Server Core do Windows Server 2008/2008 R2 não são afetadas.
Corrigidas em
Corrigida pela atualização cumulativa do MS10-090 (KB2416400), publicada em 14/12/2010, que substitui o boletim anterior MS10-071 para todas as combinações de IE6/7/8 e sistema operacional listadas no bulletin.

Como se proteger

A correção definitiva veio pelo boletim MS10-090 (KB2416400), publicado em 14 de dezembro de 2010, uma atualização cumulativa para o Internet Explorer que endereça a falha originalmente descrita na Advisory 2458511 junto com outras vulnerabilidades de memória do navegador. É classificada como Crítica para IE 6, 7 e 8 em todas as versões de Windows suportadas na época (XP SP3, XP x64 SP2, Server 2003 SP2/x64/Itanium, Vista SP1/SP2 e x64, Server 2008 e R2, Windows 7).

Antes do patch estar disponível, a Microsoft publicou workarounds na Advisory 2458511, incluindo mitigação via DEP/EMET, que reduziam mas não eliminavam a explorabilidade — eram medidas paliativas para o período de exposição de 0-day, não substitutos do patch.

Hoje a mitigação prática é irrelevante como 'correção de configuração': IE6, 7 e 8 estão descontinuados e sem suporte de segurança há anos. O controle real é não haver mais nenhum desses navegadores em uso — qualquer ambiente que ainda dependa de IE6/7/8 para aplicações legadas deve isolar essas máquinas de rede/Internet geral e migrar a aplicação legada, pois não existe mitigação de rede (WAF, IPS) capaz de neutralizar de forma confiável a exploração client-side de parsing de CSS.

Como detectar

As fontes consultadas não trazem uma assinatura de rede ou de log específica e confiável para detecção de exploração desta falha — o CERT/CC e a Microsoft apontam apenas para a existência de exploit público e para a mitigação via patch/DEP/EMET, sem IOCs publicados. Na prática, o que se pode inspecionar é conteúdo HTML/CSS anômalo contendo sequências de tokens CSS incomuns combinadas com manipulação do atributo 'clip' em requisições servidas a clientes IE6/7/8, mas não há padrão documentado publicamente que sirva de assinatura confiável; a ausência de suporte a esses navegadores torna a detecção retroativa de baixo valor operacional hoje.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Use-after-free vulnerability in Microsoft Internet Explorer 6, 7, and 8 allows remote attackers to execute arbitrary code via vectors related to Cascading Style Sheets (CSS) token sequences and the clip attribute, aka an "invalid flag reference" issue or "Uninitialized Memory Corruption Vulnerability," as exploited in the wild in November 2010.
CVSS:3.1/AV:N/AC:H/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
n/a · n/a
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