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CVE-2014-100005highsob ataqueCWE-352

CVE-2014-100005

78Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 8epss 42%
da publicação à arma0 dias
Publicada no NVD13 de jan.
metasploit5 de mar.
CISA KEV+3411d
probabilidade de exploração
42%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2024-06-06

This vulnerability affects legacy D-Link products. All associated hardware revisions have reached their end-of-life (EOL) or end-of-service (EOS) life cycle and should be retired and replaced per vendor instructions.

Resumo

O roteador doméstico D-Link DIR-600 (revisão de hardware Bx), com firmware 2.16WW ou anterior, tem quatro falhas de CSRF em páginas de configuração web que permitem a um atacante forjar requisições executadas pelo navegador de um administrador já autenticado. O impacto real depende de o administrador estar logado no painel do roteador — não é uma falha remota anônima, mas o CVSS alto reflete o que se consegue depois: criar conta de admin, ativar gerência remota e virar o controle total do dispositivo. Está no catálogo KEV da CISA desde maio de 2024, mas a ação recomendada não é patch: é aposentar o equipamento, porque a linha inteira já é EOL/EOS.

Detalhamento técnico

A causa é CWE-352 (Cross-Site Request Forgery) clássica: as páginas de configuração do DIR-600 aceitam requisições GET/POST que alteram estado do dispositivo sem qualquer token anti-CSRF, validação de origem ou checagem de referer. Como a autenticação do painel roda sobre sessão (cookie ou HTTP Basic mantido pelo navegador), qualquer requisição que chegue com essa sessão ativa é tratada como legítima, independente de quem a originou.

Quatro endpoints/ações são citados pelo fornecedor e pelo divulgador original (Dawid Czagan): (1) hedwig.cgi aceitando um 'módulo de configuração' forjado para criar uma conta de administrador nova; (2) o mesmo hedwig.cgi usado para habilitar gerência remota (que por padrão vem desativada); (3) pigwidgeon.cgi processando uma ação SETCFG,SAVE,ACTIVATE que persiste e ativa qualquer configuração enviada; e (4) diagnostic.php aceitando uma ação de ping, que serve tanto para sabotagem quanto para reconhecimento — força o roteador a pingar um host controlado pelo atacante, revelando o IP WAN do dispositivo.

O vetor CVSS reportado (AV:A/AC:L/PR:L/UI:N) é atípico para CSRF — normalmente se esperaria AV:N (a página maliciosa pode estar em qualquer lugar da internet) e UI:R (a vítima precisa carregar a página/forma forjada). A pontuação AV:A sugere que o scorer considerou a entrega efetiva do ataque como dependente de proximidade de rede com o painel administrativo, algo defensável já que o painel do DIR-600 normalmente só é acessível pela LAN quando a gerência remota está desligada (configuração padrão).

Como é explorada

Pré-condição real: a vítima (administrador) precisa ter uma sessão ativa no painel web do roteador — logada, mesmo que a aba não esteja em foco — no momento em que visita uma página maliciosa contendo os formulários/requisições forjadas para hedwig.cgi, pigwidgeon.cgi ou diagnostic.php. Como o remote management vem desabilitado por padrão (o próprio advisory da D-Link reforça isso), na maioria dos casos o atacante precisa que a vítima esteja na mesma rede local do roteador (ou que a gerência remota já tenha sido ativada por algum motivo), o que reduz bastante a superfície real de exploração pela internet aberta.

A cadeia de exploração típica: o atacante hospeda uma página com tags de imagem/formulários auto-submissores apontando para o IP do roteador (frequentemente um IP padrão de fábrica, facilmente adivinhável) e induz a vítima a visitá-la enquanto está logada no painel. O navegador injeta a sessão autenticada automaticamente. A ação (1) cria uma conta de admin persistente controlada pelo atacante; a (2) habilita gerência remota, transformando um acesso restrito à LAN em acesso permanente pela WAN; a (3) força a persistência de qualquer configuração enviada; a (4) usa o ping para descobrir o IP público do roteador, útil como reconhecimento para ataques subsequentes diretos.

Existe módulo Metasploit público para esta CVE e ela está no catálogo KEV da CISA (confirmação de exploração em ambiente real, embora a CISA não detalhe campanha específica nem uso em ransomware — marcado como 'Unknown' nesse quesito).

Versões

Afetadas
D-Link DIR-600, revisão de hardware Bx, firmware 2.16WW e versões anteriores.
Corrigidas em
2.17b02 (aplicável somente à revisão de hardware Bx; outras revisões de hardware do DIR-600 não são cobertas por esta correção).

Como se proteger

O fornecedor corrigiu na versão de firmware 2.17b02, exclusivamente para a revisão de hardware Bx do DIR-600. Atualizar é a única correção real: aplicar via Maintenance → System → Upgrade Firmware no painel do dispositivo, confirmando antes a revisão de hardware impressa na etiqueta (produto/serial) — firmware de uma revisão não se aplica a outra.

A linha DIR-600 já atingiu fim de vida e fim de suporte (EOL/EOS) segundo a própria D-Link e a nota da CISA no KEV; não há atualização de segurança adicional planejada. A recomendação oficial no KEV é aposentar e substituir o equipamento — não existe mitigação de longo prazo suportada pelo fornecedor. Como controle compensatório imediato e limitado: manter a gerência remota desativada (padrão de fábrica), evitar navegar em outras páginas enquanto logado no painel administrativo do roteador, encerrar a sessão do painel após uso, e isolar a interface de gerência em uma VLAN/segmento sem acesso a navegação geral — isso reduz a superfície de CSRF mas não corrige a falta de proteção anti-forgery no firmware.

O que não funciona: um WAF ou proxy reverso não protege, porque o alvo é o próprio roteador na rede do usuário, não um serviço exposto atrás de infraestrutura corporativa. Trocar apenas a senha de admin também não mitiga — a falha não depende de credencial fraca, e sim da ausência de token CSRF em requisições que usam a sessão já autenticada.

Como detectar

Como o dispositivo é um roteador doméstico sem log centralizado robusto, sinais confiáveis são escassos. No próprio painel, indicadores de comprometimento incluem: contas de administrador que o operador não criou, gerência remota habilitada sem ação intencional do usuário, ou mudanças de configuração persistidas sem correlação com uso legítimo do painel. Em nível de rede, requisições GET/POST para hedwig.cgi, pigwidgeon.cgi ou diagnostic.php originadas por navegação cruzada (referer de domínio externo, ausência de referer, ou padrões de requisição automatizada/oculta em página web) são suspeitas, mas o DIR-600 não oferece logging detalhado o suficiente para reconstrução forense confiável — a ausência de evidência não indica ausência de exploração.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Multiple cross-site request forgery (CSRF) vulnerabilities in D-Link DIR-600 router (rev. Bx) with firmware before 2.17b02 allow remote attackers to hijack the authentication of administrators for requests that (1) create an administrator account or (2) enable remote management via a crafted configuration module to hedwig.cgi, (3) activate new configuration settings via a SETCFG,SAVE,ACTIVATE action to pigwidgeon.cgi, or (4) send a ping via a ping action to diagnostic.php.
CVSS:3.1/AV:A/AC:L/PR:L/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
n/a · n/a