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CVE-2015-2546highsob ataqueransomwareCWE-119

CVE-2015-2546

78Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 8.2epss 11%
da publicação à arma624 dias
Publicada no NVD9 de set.
1ª PoC+624d
CISA KEV+2379d
probabilidade de exploração
11%top 5% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
3 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-04-05

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha de corrupção de memória no driver em modo kernel win32k.sys do Windows, que permite a um usuário local autenticado escalar privilégios executando uma aplicação especialmente criada. Não é uma RCE remota — exige que o atacante já tenha uma sessão local na máquina —, mas está no catálogo KEV da CISA com exploração confirmada em campo, o que a torna relevante em cenários de pós-exploração e movimento lateral.

Detalhamento técnico

A falha reside no driver em modo kernel do Windows (win32k.sys), componente responsável por parte do subsistema gráfico e de gerenciamento de janelas/objetos GDI que roda com privilégios de kernel (ring 0). O CISA classifica a falha como CWE-119 (operação de leitura/escrita fora dos limites de um buffer), descrita como 'Win32k Memory Corruption Elevation of Privilege Vulnerability'. O boletim MS15-097 da Microsoft resume a correção como 'the Windows kernel-mode driver handles objects in memory' — ou seja, o driver processa incorretamente algum tipo de objeto controlado pelo usuário, resultando em corrupção de memória no espaço de kernel.

O atacante controla o conteúdo da 'crafted application' que dispara o bug; não há detalhe público, nas fontes disponíveis, sobre qual objeto específico (janela, menu, callback, handle GDI) é manipulado. A Microsoft trata CVE-2015-2546 como distinta de outras três CVEs do mesmo lote (2015-2511, 2015-2517, 2015-2518), indicando que múltiplas falhas similares de manipulação de objetos em win32k foram corrigidas na mesma janela de patches, mas cada uma com trigger próprio.

O impacto é elevação de privilégio local: um processo de baixo privilégio consegue corromper estruturas de kernel e, a partir daí, executar código com privilégios de SYSTEM. O CVSS 3.1 (AV:L/AC:L/PR:L/UI:R/S:C/C:H/I:H/A:H) reflete exatamente isso: vetor local, baixa complexidade de ataque, privilégio baixo já necessário, interação do usuário exigida, e mudança de escopo de segurança (de usuário limitado para kernel/SYSTEM) com impacto total em confidencialidade, integridade e disponibilidade.

Como é explorada

O vetor de exploração exige acesso local à máquina — via sessão de usuário, RDP, ou execução de código já obtida por outro meio (phishing, exploit de aplicativo, etc.) — e a execução de um binário ou aplicação malformada projetada para acionar o bug de corrupção de memória no win32k. Não há componente de rede direto: a CVE não é explorável remotamente por si só, o que reduz seu escopo a cenários onde o atacante já tem um ponto de apoio no sistema.

Na prática, esse tipo de falha é usado como segundo estágio de um ataque: o atacante compromete a máquina com privilégio de usuário padrão (via outro exploit, credencial roubada ou engenharia social) e então usa CVE-2015-2546 para elevar a SYSTEM, contornando controles de UAC e obtendo controle total do host. O EPSS baixo (~0,11) é compatível com esse padrão: não é uma vulnerabilidade wormable ou de exploração massiva automatizada, mas de uso direcionado em cadeias de ataque e kits de pós-exploração.

A presença no catálogo KEV da CISA confirma exploração ativa documentada, e a existência de PoC pública amplia o risco de reuso por atores menos sofisticados. Não há informação nas fontes consultadas sobre campanhas específicas, grupos de ameaça ou uso em ransomware — o próprio registro do CISA marca 'Known To Be Used in Ransomware Campaigns' como não confirmado.

Versões

Afetadas
Windows Vista SP2; Windows Server 2008 SP2 e R2 SP1; Windows 7 SP1; Windows 8; Windows 8.1; Windows Server 2012 (Gold) e R2; Windows RT (Gold) e 8.1; Windows 10 — conforme descrição oficial da CVE.
Corrigidas em
Corrigida pela atualização cumulativa do boletim MS15-097 / KB3089656 (publicado em 8 de setembro de 2015), aplicável a cada uma das versões e edições listadas em 'versions_affected'. As fontes consultadas não detalham números de build pós-patch por edição.

Como se proteger

A correção oficial veio no boletim MS15-097 (KB3089656), publicado em 8 de setembro de 2015, que também trata outras vulnerabilidades no Adobe Type Manager Library, no Windows kernel e em componentes de validação de integridade. Aplicar essa atualização cumulativa nas versões afetadas — Windows Vista SP2, Windows Server 2008 SP2/R2 SP1, Windows 7 SP1, Windows 8, Windows 8.1, Windows Server 2012 (Gold e R2), Windows RT (Gold e 8.1) e Windows 10 — resolve a falha.

Todas essas versões estão fora do ciclo de suporte padrão da Microsoft há anos; para ambientes legados que ainda rodam Vista, Server 2008 ou versões antigas de Windows 7/8 sem suporte estendido pago, a atualização de setembro de 2015 pode não estar disponível sem contrato de suporte estendido. Nesse caso, o controle compensatório real é isolamento e redução de superfície: eliminar acesso de usuários não confiáveis a essas máquinas, restringir execução de binários não assinados (AppLocker/WDAC) e segmentar a rede para impedir que uma escalação local se traduza em movimento lateral.

Como a exploração exige código já em execução na máquina, controles de prevenção de execução (antivírus/EDR com detecção comportamental, restrição de privilégios de aplicação) reduzem a chance de o payload inicial rodar — mas não substituem o patch, porque agem antes do exploit e não corrigem a falha no win32k. Não há mitigação de rede (firewall, WAF) eficaz, já que não é uma vulnerabilidade explorável remotamente por protocolo de rede.

Como detectar

Não há assinatura de rede a monitorar, já que a exploração ocorre inteiramente em modo local/kernel. Em nível de host, sinais possíveis incluem: crashes ou eventos de erro do subsistema win32k.sys registrados no Event Viewer (Application/System logs) coincidindo com execução de processos incomuns por usuários de baixo privilégio; criação inesperada de processos SYSTEM a partir de processos de usuário padrão (via EDR ou Sysmon, eventos de criação de processo com salto de integridade); e presença de binários ou scripts não assinados executados pouco antes de uma elevação de token. Nenhuma dessas fontes fornece um indicador de comprometimento específico e confiável para esta CVE isoladamente — a detecção depende de telemetria comportamental de EDR e correlação com escalonamento de privilégio local, não de uma assinatura conhecida.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
The kernel-mode driver in Microsoft Windows Vista SP2, Windows Server 2008 SP2 and R2 SP1, Windows 7 SP1, Windows 8, Windows 8.1, Windows Server 2012 Gold and R2, Windows RT Gold and 8.1, and Windows 10 allows local users to gain privileges via a crafted application, aka "Win32k Memory Corruption Elevation of Privilege Vulnerability," a different vulnerability than CVE-2015-2511, CVE-2015-2517, and CVE-2015-2518.
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:L/UI:R/S:C/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
n/a · n/a
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