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CVE-2017-0146highsob ataqueransomware

CVE-2017-0146

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 8.8epss 90%
da publicação à arma31 dias
Publicada no NVD17 de mar.
1ª PoC+31d
metasploit14 de mar.
CISA KEV+1834d
probabilidade de exploração
90%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
9 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-04-15

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha de execução remota de código no servidor SMBv1 do Windows, corrigida pelo boletim MS17-010 em março de 2017. É uma das seis CVEs do mesmo pacote de correção (0143, 0144, 0145, 0146, 0147, 0148) explorado pelo EternalBlue, ferramenta atribuída ao Equation Group e vazada pelo grupo Shadow Brokers, que serviu de vetor de propagação para o WannaCry e o NotPetya em 2017. Importa porque não exige interação do usuário nem credenciais válidas na configuração padrão — só exige que o serviço SMBv1 esteja exposto na rede.

Detalhamento técnico

A CVE-2017-0146 está classificada como CWE-20 (validação de entrada inadequada) no driver srv.sys, componente kernel que implementa o servidor SMBv1 no Windows. O boletim MS17-010 agrupa múltiplos bugs de processamento de pacotes SMB_COM_TRANSACTION e estruturas relacionadas (FEA, transações secundárias, respostas multiplexadas) onde o kernel confia em campos de tamanho ou offset controlados pelo cliente sem validá-los contra os limites reais do buffer alocado, permitindo leitura ou escrita fora dos limites em memória de kernel.

A Microsoft optou por não publicar detalhamento técnico próprio distinguindo o mecanismo exato de cada CVE do grupo além de afirmar que são vulnerabilidades distintas entre si — a atribuição pública de qual função específica do driver corresponde a qual CVE veio majoritariamente de pesquisadores (RiskSense, Sean Dillon/zerosum0x0, entre outros) que fizeram engenharia reversa dos patches e do exploit EternalBlue após o vazamento do Shadow Brokers. Não há, nas fontes disponíveis, uma descrição técnica isolada e verificada especificamente para CVE-2017-0146 separada das demais; ela é tratada operacionalmente como parte do mesmo conjunto de falhas de corrupção de memória em kernel no path SMBv1.

O atacante controla o conteúdo e os campos de tamanho/offset de pacotes SMB enviados ao servidor, o que no conjunto de bugs do MS17-010 permite sobrescrever memória de kernel e, em última instância, executar código com privilégios de SYSTEM.

Como é explorada

O vetor é rede: TCP/445 (e, em cenários legados, NetBIOS sobre TCP/139) com o serviço de servidor SMBv1 habilitado e acessível ao atacante. Em muitas variantes de exploração associadas ao grupo MS17-010, incluindo o EternalBlue, não é necessária autenticação prévia — o exploit abre uma sessão SMB nula ou anônima, negocia SMBv1 e envia pacotes de transação malformados para corromper a memória do kernel antes de qualquer verificação de credenciais completa.

Há exploração ativa confirmada e generalizada: o CVE está no catálogo KEV da CISA, tem módulo de exploração e de detecção no Metasploit (o scanner auxiliar smb_ms_17_010 identifica hosts vulneráveis via erro STATUS_INSUFF_SERVER_RESOURCES em uma transação sobre IPC$) e existe PoC pública no Exploit-DB. O uso mais notório foi como payload de propagação do worm WannaCry (maio de 2017) e do NotPetya (junho de 2017), ambos usando o exploit EternalBlue para comprometer hosts sem qualquer ação do usuário, e frequentemente encadeado com o implante DoublePulsar para persistência.

A exploração completa (execução de código, não só negação de serviço) tem complexidade não trivial de engenharia — exige alinhamento de memória de kernel específico por versão/arquitetura de Windows — mas essa complexidade já foi resolvida e automatizada em ferramentas públicas amplamente distribuídas, o que elimina a barreira prática para quem só precisa executar, não desenvolver, o exploit.

Versões

Afetadas
Windows Vista SP2; Windows Server 2008 SP2 e R2 SP1; Windows 7 SP1; Windows 8.1; Windows Server 2012 Gold e R2; Windows RT 8.1; Windows 10 Gold, 1511 e 1607; Windows Server 2016 — conforme descrição oficial da Microsoft.
Corrigidas em
Corrigido pelo boletim de segurança MS17-010, publicado pela Microsoft em 14 de março de 2017, com atualizações específicas por versão/edição listada. As fontes disponíveis não trazem os números de KB individuais por versão; consultar o portal MSRC/Microsoft Update Catalog para o KB correspondente à build exata em uso.

Como se proteger

A correção oficial é o boletim MS17-010, lançado pela Microsoft em 14 de março de 2017, cobrindo as versões listadas (Windows Vista SP2, Windows Server 2008 SP2/R2 SP1, Windows 7 SP1, Windows 8.1, Windows Server 2012 Gold/R2, Windows RT 8.1, Windows 10 Gold/1511/1607 e Windows Server 2016). Aplicar as atualizações de segurança correspondentes à versão e branch de cada sistema é a mitigação definitiva; a CISA, no catálogo KEV, também recomenda apenas 'aplicar atualizações conforme instruções do fornecedor'.

Se a atualização não puder ser aplicada imediatamente, o paliativo real é desabilitar o protocolo SMBv1 por completo (via recurso opcional do Windows ou GPO) — SMBv1 é obsoleto e substituível por SMBv2/v3 na quase totalidade dos ambientes modernos; o custo é quebrar compatibilidade com dispositivos ou softwares legados que ainda dependam exclusivamente de SMBv1. Como controle compensatório de rede, bloquear ou restringir as portas 445/139 na borda e entre segmentos internos reduz a superfície de ataque, mas não neutraliza o risco em movimento lateral dentro da mesma rede.

Não funciona como mitigação: apenas manter antivírus atualizado ou confiar em firewall pessoal do host sem desabilitar SMBv1 ou aplicar o patch — o WannaCry demonstrou que hosts internos sem exposição direta à internet, mas com SMBv1 ativo e acessível lateralmente, foram comprometidos em massa mesmo com essas defesas de perímetro.

Como detectar

O sinal mais direto de tentativa de exploração é tráfego SMBv1 anômalo na porta 445 (ou 139) com pacotes de transação malformados — o próprio módulo Metasploit de detecção (smb_ms_17_010) usa a resposta STATUS_INSUFF_SERVER_RESOURCES a uma transação PeekNamedPipe sobre IPC$ como indicador de sistema não corrigido, o que também pode aparecer em logs de IDS/IPS como assinatura de varredura MS17-010. Presença do implante DoublePulsar (comumente instalado após exploração bem-sucedida via EternalBlue) é outro indicador forte de comprometimento pós-exploração; ferramentas específicas de detecção e neutralização de DoublePulsar foram publicadas por pesquisadores. Não há assinatura única e confiável que distinga uma tentativa de exploração de CVE-2017-0146 especificamente das demais CVEs do MS17-010 — na prática, o tráfego de ataque costuma testar ou explorar o conjunto inteiro de falhas SMBv1 de forma indistinta.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
The SMBv1 server in Microsoft Windows Vista SP2; Windows Server 2008 SP2 and R2 SP1; Windows 7 SP1; Windows 8.1; Windows Server 2012 Gold and R2; Windows RT 8.1; and Windows 10 Gold, 1511, and 1607; and Windows Server 2016 allows remote attackers to execute arbitrary code via crafted packets, aka "Windows SMB Remote Code Execution Vulnerability." This vulnerability is different from those described in CVE-2017-0143, CVE-2017-0144, CVE-2017-0145, and CVE-2017-0148.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:L/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
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