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CVE-2017-11826highsob ataqueCWE-119

CVE-2017-11826

93Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 7.8epss 81%
da publicação à arma119 dias
Publicada no NVD13 de out.
1ª PoC+119d
CISA KEV+1602d
probabilidade de exploração
81%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
3 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-03-24

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha de corrupção de memória (CWE-119) no motor de renderização de objetos do Microsoft Word/Office que permite execução remota de código quando a vítima abre um documento (RTF ou DOC) malicioso. A CVE foi corrigida em outubro de 2017, mas pesquisadores da Qihoo 360 já haviam identificado malware explorando-a como 0-day antes do patch, e a CISA só a incluiu no catálogo KEV em março de 2022 — evidência de que exploits para essa falha continuaram circulando e sendo usados anos depois da correção estar disponível.

Detalhamento técnico

A falha está classificada pela CISA sob CWE-119 (restrição inadequada de operações dentro dos limites de um buffer de memória): o parser de objetos do Word falha ao validar corretamente estruturas em memória ao processar determinados objetos incorporados em documentos, o que leva à corrupção de heap/memória e, em última instância, à execução de código no contexto do usuário atual.

A análise da Tarlogic sobre amostras reais do exploit mostra que o vetor de entrega é um arquivo RTF contendo três objetos OLE: um objeto "Linked" que referencia o CLSID {D5DE8D20-5BB8-11D1-A1E3-00A0C90F2731} — que no registro do Windows resolve para a classe VBPropertyBag, implementada em msvbvm60.dll — e dois objetos "Embedded" do tipo Word.Document.12 contendo os documentos .doc que efetivamente disparam a corrupção de memória exploitável.

O papel do primeiro objeto não é a vulnerabilidade em si, mas um facilitador de exploração: forçar o Word a carregar msvbvm60.dll faz com que esse módulo — que não é compilado com ASLR — fique mapeado em endereço fixo e conhecido na memória do processo, dando ao atacante um bypass de ASLR necessário para tornar a exploração da corrupção de memória confiável. Os dois objetos Word.Document.12 embutidos são os componentes que efetivamente acionam a falha de manipulação de objetos descrita pela Microsoft.

O CVSS 3.1 (AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H) reflete que o vetor de ataque é local (o processo é explorado localmente na máquina da vítima, não pela rede) e que exige interação do usuário — abrir o arquivo malicioso —, mas não exige privilégios nem autenticação prévios.

Como é explorada

O vetor prático é phishing com anexo: um documento RTF ou DOC malicioso enviado por e-mail, que a vítima precisa abrir no Word (ou em qualquer componente afetado — Word Viewer, Office Web Apps, Office Online Server, SharePoint via Word Automation Services). Não há necessidade de macros habilitadas nem de configuração não padrão; a exploração ocorre no próprio parsing do objeto pelo Word.

Segundo a Tarlogic, o Qihoo 360 Core Security reportou ter encontrado malware explorando essa vulnerabilidade cerca de um mês antes do patch de outubro de 2017 ser publicado — ou seja, houve exploração como 0-day em campanhas reais antes da correção existir. Após o patch, amostras e PoCs públicos ficaram disponíveis e times de red team (como a própria Tarlogic) documentaram como adaptar o exploit original para payloads customizados, o que baixou a barreira técnica para reuso da falha.

A presença no catálogo KEV da CISA (adicionada em março de 2022, prazo de correção 24/03/2022) indica exploração ativa continuada muito depois da correção original — típico de ambientes que nunca aplicaram os patches de 2017, frequentemente via kits de exploração de documentos Office reciclados em campanhas de malware genérico, não necessariamente ligadas ao ator original.

Versões

Afetadas
Conforme a descrição oficial da Microsoft: Office 2010; SharePoint Enterprise Server 2010; SharePoint Server 2010; SharePoint Web Applications; Office Web Apps Server 2010 e 2013; Word Viewer; Word 2007, 2010, 2013 e 2016; Word Automation Services; Office Online Server.
Corrigidas em
A Microsoft publicou atualizações de segurança para os produtos e versões listados no boletim de outubro de 2017. Números específicos de KB/build por produto não estão disponíveis nas fontes consultadas — consultar o advisory oficial do MSRC para o número de atualização aplicável à versão exata em uso.

Como se proteger

A mitigação definitiva é aplicar as atualizações de segurança da Microsoft de outubro de 2017 para o produto e versão específicos em uso (Office 2010, Word 2007/2010/2013/2016, Word Viewer, SharePoint Server/Enterprise Server 2010, Office Web Apps Server 2010/2013, Office Online Server, Word Automation Services). O advisory oficial do MSRC (referenciado abaixo) lista os boletins e atualizações por produto; como não dispomos aqui dos números exatos de KB por build, a orientação prática é confirmar no MSRC/Windows Update que o sistema não está mais entre as versões vulneráveis listadas.

Como paliativo quando a atualização não pode ser aplicada imediatamente, existiu um micropatch de terceiros (0patch) cobrindo especificamente essa falha — útil como controle temporário em sistemas legados sem suporte, mas é um substituto de terceiros para o patch oficial, não uma correção do fornecedor, e deve ser tratado como medida de curto prazo até a atualização real ser aplicada. Bloquear ou colocar em quarentena anexos RTF/DOC de origem externa, e desabilitar a renderização automática de preview de documentos Office no cliente de e-mail, reduz a superfície de entrega, mas não elimina o risco caso o usuário abra o arquivo manualmente.

Não funciona como mitigação: desabilitar macros, já que essa exploração não depende de VBA/macros — ela ocorre no parsing de objetos OLE embutidos independentemente de macros estarem habilitadas ou não.

Como detectar

Um indicador de comprometimento documentado é a presença, dentro de um arquivo RTF, de um objeto OLE do tipo "Linked" referenciando o CLSID {D5DE8D20-5BB8-11D1-A1E3-00A0C90F2731} (classe VBPropertyBag, resolvida para msvbvm60.dll) combinado com objetos "Embedded" da classe Word.Document.12 — esse padrão foi identificado em amostras reais do exploit e pode ser buscado com ferramentas de análise de RTF/OLE como o rtfobj (oletools). Fora esse padrão específico de amostra pública, não há um sinal de rede confiável, já que a exploração ocorre inteiramente no processo local do Word/Office após a abertura do arquivo — monitoramento deve focar em EDR para comportamento pós-exploração (spawning de processos anômalos a partir de WINWORD.EXE) e em gateways de e-mail para anexos RTF/DOC suspeitos.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Microsoft Office 2010, SharePoint Enterprise Server 2010, SharePoint Server 2010, Web Applications, Office Web Apps Server 2010 and 2013, Word Viewer, Word 2007, 2010, 2013 and 2016, Word Automation Services, and Office Online Server allow remote code execution when the software fails to properly handle objects in memory.
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
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