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CVE-2018-0296highsob ataqueCWE-20

CVE-2018-0296

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 7.5epss 100%
da publicação à arma14 dias
Publicada no NVD7 de jun.
1ª PoC+14d
metasploit6 de jun.
CISA KEV+1245d
probabilidade de exploração
100%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
12 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-05-03

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha de validação de entrada na interface web (servidor HTTP interno, processo 'Unicorn') do Cisco ASA e do Firepower Threat Defense (FTD) permite a um atacante remoto e não autenticado enviar uma URL manipulada e causar reload do dispositivo (DoS) ou, em algumas versões, ler arquivos e sessões internas via directory traversal sem autenticação. Importa porque o vetor é HTTP simples, sem necessidade de credenciais, contra equipamentos de borda (firewall/VPN) expostos à internet — e está confirmado no catálogo KEV da CISA com exploração ativa relatada pela própria Cisco.

Detalhamento técnico

A vulnerabilidade (CWE-20, validação de entrada imprópria) está no componente interno de servidor web do ASA/FTD, identificado no processo 'Unicorn Proxy Thread', que atende funcionalidades como ASDM, WebVPN/AnyConnect SSL, Clientless SSL VPN, REST API, Mobile Device Manager Proxy e Local CA. O parsing da URL HTTP não valida corretamente sequências de travessia de diretório nem o formato esperado do caminho antes de repassá-lo ao subsistema de arquivos interno.

O atacante controla o caminho da requisição HTTP enviada ao dispositivo. Dependendo da versão de software, esse caminho malformado pode: (a) desencadear uma condição de erro não tratada que provoca reload completo do ASA/FTD (impacto de disponibilidade, sem impacto em confidencialidade/integridade — refletido no vetor CVSS C:N/I:N/A:H); ou (b) em versões onde o processo não trava, permitir que o traversal escape do diretório esperado e liste/leia arquivos internos, incluindo diretórios como '+CSCOE+' e listas de sessões ativas.

A condição só existe se o dispositivo tiver algum recurso que ative esse servidor web interno — ASDM habilitado (http server enable), AnyConnect IKEv2, AnyConnect SSL VPN, Clientless SSL VPN, Cisco Security Manager, Cut-Through Proxy combinado com outro recurso vulnerável na mesma porta, Local CA, MDM Proxy, MUS, Proxy Bypass ou REST API. A Cisco documenta como verificar isso via CLI: 'show asp table socket | include SSL|DTLS' para achar socket de escuta SSL/DTLS numa porta TCP, e 'show processes | include Unicorn' para confirmar se a thread do servidor web está ativa.

O advisory da Cisco atribui score CVSS 8.6 (com Scope Changed, S:C), diferente do vetor 7.5 sem Scope Changed usado como referência nesta página — a divergência reflete visões diferentes sobre se o impacto ultrapassa o componente vulnerável.

Como é explorada

O vetor é uma requisição HTTP/HTTPS crafted enviada à interface web do ASA/FTD, sem necessidade de autenticação, credencial válida ou interação do usuário. O único pré-requisito real é que o dispositivo tenha um dos recursos web habilitados (listados na seção técnica) — ou seja, um ASA usado só como firewall de camada 3/4 sem ASDM, WebVPN, REST API etc. habilitado não expõe o servidor web vulnerável. Isso é o detalhe que a manchete 'unauthenticated remote DoS' esconde: exposição depende de configuração, não é universal a todo ASA.

Existe PoC pública (script Python de Yassine Aboukir, publicado no Exploit-DB e GitHub) que usa o caminho '/+CSCOU+/../+CSCOE+/files/file_list.json?path=...' para confirmar se o alvo é um ASA vulnerável (checando cookie 'webvpnLang' na página de logon '+CSCOE+/logon.html') e então tentar listar o diretório raiz, o conteúdo de '+CSCOE+' e sessões ativas — extraindo inclusive nomes de usuários de sessões VPN ativas. O próprio autor alerta que a mesma requisição pode causar DoS em vez de disclosure, dependendo da versão. Existe módulo Metasploit e template Nuclei que automatizam essa detecção/exploração, o que reduz a complexidade a praticamente zero para quem só quer causar reload em massa.

A Cisco confirmou 'tentativas contínuas de exploração in the wild' já no advisory original (2018), e a CISA formalizou a entrada no catálogo KEV em novembro de 2021, com prazo de correção definido para maio de 2022 — evidência de exploração persistente ao longo dos anos contra ASAs expostos à internet com ASDM/WebVPN ligado, tipicamente usados como scanner de reconhecimento (checagem de versão/diretórios) antes de ataques mais direcionados ou simplesmente para derrubar o dispositivo.

Versões

Afetadas
Cisco ASA Software e Cisco FTD Software em todas as versões, exceto FTD Release 6.2.0 (não vulnerável), executando em: 3000 Series Industrial Security Appliance (ISA), ASA 1000V Cloud Firewall, ASA 5500 Series, ASA 5500-X Series, ASA Services Module (Catalyst 6500 / 7600), Adaptive Security Virtual Appliance (ASAv), Firepower 2100 Series, Firepower 4100 Series, Firepower 9300 ASA Security Module, FTD Virtual (FTDv). Vulnerável apenas se um dos recursos web listados (ASDM, WebVPN, AnyConnect, REST API, MDM Proxy, Local CA, MUS, Proxy Bypass, Cisco Security Manager) estiver habilitado.
Corrigidas em
Cisco lançou atualizações de software que corrigem a falha (advisory cisco-sa-20180606-asaftd); os números exatos de release corrigida por branch constam na tabela 'Fixed Releases' do advisory oficial, não reproduzida nas fontes consultadas aqui — consultar diretamente o advisory da Cisco antes de confirmar remediação. FTD Release 6.2.0 já não é afetado.

Como se proteger

A Cisco declara explicitamente que não há workaround para esta CVE — a única mitigação é atualizar para uma versão corrigida do ASA Software ou do FTD Software. O advisory não lista, no conteúdo disponível aqui, a tabela completa de números de versão corrigida por branch; a orientação oficial é consultar a seção 'Fixed Releases' do advisory cisco-sa-20180606-asaftd diretamente na Cisco e confirmar a versão via 'show version | include Version' antes e depois do patch. Não informar aqui números de versão específicos por não termos essa tabela na fonte lida — evite se guiar por versões de terceiros sem checar o advisory original.

Uma redução de exposição possível, mesmo sem patch, é desabilitar os recursos que ativam o servidor web vulnerável quando não forem necessários (ASDM, WebVPN/AnyConnect SSL, Clientless SSL VPN, REST API, MDM Proxy, Local CA, MUS, Proxy Bypass) ou restringir o range de IPs permitido nesses comandos ('http' / 'aaa authentication listener'), já que ASDM e Cisco Security Manager só são vulneráveis a partir de IPs dentro do range configurado. Isso não corrige a falha, apenas reduz a superfície de ataque quando a atualização não é imediatamente viável.

A Cisco publicou a regra Snort 46897 para detecção/bloqueio de tentativas de exploração via IPS — útil como controle compensatório em ambientes com IDS/IPS Snort na frente do ASA, mas não substitui o patch. Não existe mitigação via firewall externo que elimine o risco por completo, pois o próprio tráfego HTTP/HTTPS legítimo para VPN/ASDM precisa alcançar o dispositivo.

Como detectar

Administradores podem verificar exposição local via CLI: 'show asp table socket | include SSL|DTLS' (presença de socket de escuta SSL/DTLS numa porta TCP) seguido de 'show processes | include Unicorn' — se a 'Unicorn Proxy Thread' estiver ativa junto com um dos recursos web habilitados, o dispositivo é considerado vulnerável independente do patch. Em logs de acesso web do ASA/FTD e em tráfego de rede, procurar requisições contendo sequências de travessia de diretório envolvendo os caminhos '+CSCOU+', '+CSCOE+' e parâmetros 'file_list.json?path=' — assinatura usada pela PoC pública e por scanners automatizados; a regra Snort 46897 da Cisco cobre esse padrão. Não há sinal confiável de exploração via DoS além do próprio reload inesperado do dispositivo, o que dificulta atribuição retroativa em ambientes sem logging externo detalhado do tráfego HTTP antes da falha.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
A vulnerability in the web interface of the Cisco Adaptive Security Appliance (ASA) could allow an unauthenticated, remote attacker to cause an affected device to reload unexpectedly, resulting in a denial of service (DoS) condition. It is also possible on certain software releases that the ASA will not reload, but an attacker could view sensitive system information without authentication by using directory traversal techniques. The vulnerability is due to lack of proper input validation of the HTTP URL. An attacker could exploit this vulnerability by sending a crafted HTTP request to an affected device. An exploit could allow the attacker to cause a DoS condition or unauthenticated disclosure of information. This vulnerability applies to IPv4 and IPv6 HTTP traffic. This vulnerability affects Cisco ASA Software and Cisco Firepower Threat Defense (FTD) Software that is running on the following Cisco products: 3000 Series Industrial Security Appliance (ISA), ASA 1000V Cloud Firewall, ASA 5500 Series Adaptive Security Appliances, ASA 5500-X Series Next-Generation Firewalls, ASA Services Module for Cisco Catalyst 6500 Series Switches and Cisco 7600 Series Routers, Adaptive Security Virtual Appliance (ASAv), Firepower 2100 Series Security Appliance, Firepower 4100 Series Security Appliance, Firepower 9300 ASA Security Module, FTD Virtual (FTDv). Cisco Bug IDs: CSCvi16029.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:N/I:N/A:H
⚠ Recursos públicos, para você avaliar a exposição de sistemas que controla ou está autorizado a testar. Teste apenas com autorização.