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CVE-2018-0798highsob ataqueCWE-787

CVE-2018-0798

93Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA, tem prova de conceito pública e 5 grupo(s) de ameaça a utilizam.

ssvc Actcvss 8.8epss 91%
da publicação à arma1682 dias
Publicada no NVD10 de jan.
1ª PoC+1682d
CISA KEV+1393d
probabilidade de exploração
91%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
5 grupo(s)1 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-05-03

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha de corrupção de memória no Equation Editor (EQNEDT32.EXE), o componente do Microsoft Office usado para renderizar fórmulas matemáticas, presente sem alterações desde o Office 2007 até o Office 2016. Um documento malicioso com um objeto OLE de equação manipulado pode corromper memória e executar código arbitrário no contexto do usuário que abre o arquivo. Está no catálogo KEV da CISA por exploração confirmada e costuma aparecer encadeada com a CVE-2018-0802, outra falha no mesmo binário corrigida no mesmo lote.

Detalhamento técnico

O Equation Editor é um executável separado (EQNEDT32.EXE) que o Office invoca via OLE quando um documento contém um objeto de equação. A Microsoft manteve esse binário compilado há décadas, sem recompilação com as proteções modernas de mitigação de exploração (ASLR, entre outras) que o resto do Office já usava. A CVE-2018-0798 é catalogada pela CISA como CWE-787 (out-of-bounds write): o parser do formato de equação escreve dados fora dos limites de uma estrutura na memória ao processar um objeto malformado, corrompendo o heap ou a pilha do processo.

Como é explorada

O vetor é um documento do Office (doc, docx, rtf ou similar) contendo um objeto OLE de equação construído para acionar a escrita fora dos limites. A exploração exige que a vítima abra o arquivo — CVSS marca UI:R (interação do usuário) — mas não exige autenticação nem configuração não padrão: qualquer instalação das versões afetadas do Office com o Equation Editor habilitado (que era o padrão) está exposta. Não é necessário duplo clique no objeto de equação em si; a simples renderização do documento já invoca o EQNEDT32.EXE e processa a estrutura maligna.

A CISA registra exploração ativa confirmada e nota explicitamente que a falha é conhecida por ser encadeada com a CVE-2018-0802, outra vulnerabilidade de memória no mesmo componente — ou seja, campanhas reais frequentemente combinam as duas para aumentar a confiabilidade do RCE. Como o EQNEDT32.EXE não tinha ASLR, a exploração de memória corrompida é significativamente mais previsível do que em componentes modernos do Office, o que explica a popularidade dessa família de vulnerabilidades em campanhas de phishing com documentos anexados, sobretudo entre 2017 e 2019.

Versões

Afetadas
Microsoft Office 2007 (Service Pack 3), Microsoft Office 2010 (Service Pack 2), Microsoft Office 2013 (Service Pack 1) e Microsoft Office 2016, no componente Equation Editor (EQNEDT32.EXE).
Corrigidas em
Atualizações de segurança da Microsoft lançadas no boletim de janeiro de 2018 para as edições listadas do Office 2007, 2010, 2013 e 2016. Números de KB específicos não foram confirmados nas fontes consultadas; verificar o advisory oficial do MSRC para a atualização exata aplicável a cada build.

Como se proteger

A correção oficial veio via atualização de segurança da Microsoft no ciclo de patches de janeiro de 2018, aplicável a Office 2007 (SP3), Office 2010 (SP2), Office 2013 (SP1) e Office 2016. Manter o Office atualizado com os patches desse período e posteriores resolve a falha. Como paliativo mais amplo — e é o que a própria Microsoft passou a recomendar dado o histórico de falhas recorrentes nesse binário legado — é possível desabilitar o registro do Equation Editor no sistema, impedindo que o COM instancie o EQNEDT32.EXE mesmo que um documento malicioso tente invocá-lo; isso quebra a renderização de equações antigas em documentos legítimos, então tem custo funcional real para quem depende desse recurso.

O projeto 0patch documentou e ofereceu microcorreções extraoficiais para binários fora de suporte (referenciado no blog citado), útil como paliativo em ambientes que não podem aplicar o patch oficial da Microsoft, mas trata-se de correção de terceiros, não do fornecedor. Não funciona como mitigação: apenas desabilitar a pré-visualização de anexos de e-mail — o objeto OLE é processado na abertura completa do documento, não só na prévia, então esse controle reduz mas não elimina a superfície de exploração.

Como detectar

Em nível de host, o sinal mais confiável é o processo EQNEDT32.EXE gerando processos filho inesperados (cmd.exe, powershell.exe, mshta.exe, ou binários fora do diretório do Office) imediatamente após a abertura de um documento — esse padrão é característico de exploração do Equation Editor nessa geração de CVEs relacionadas. Em nível de e-mail/gateway, procurar anexos Office/RTF com objetos OLE de equação incomuns ou estruturas malformadas que fogem do padrão de documentos legítimos. Não há assinatura de rede confiável, já que a exploração ocorre inteiramente no processamento local do arquivo após entrega por e-mail, download ou mídia removível.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Equation Editor in Microsoft Office 2007, Microsoft Office 2010, Microsoft Office 2013, and Microsoft Office 2016 allows a remote code execution vulnerability due to the way objects are handled in memory, aka "Microsoft Office Memory Corruption Vulnerability".
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
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