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CVE-2018-13382criticalsob ataqueransomwareCWE-863

CVE-2018-13382

100Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 9.1epss 82%
da publicação à arma68 dias
Publicada no NVD4 de jun.
1ª PoC+68d
CISA KEV+951d
probabilidade de exploração
82%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
7 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-07-10

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Resumo

Falha de controle de acesso (CWE-285, Improper Authorization) no portal web SSL VPN do FortiOS e do FortiProxy que permite a um atacante sem autenticação alterar a senha de um usuário local do SSL VPN enviando requisições HTTP manipuladas ao portal. O impacto é sequestro de conta: quem descobre ou adivinha um nome de usuário válido pode assumir o acesso VPN dessa conta sem nunca ter tido credencial. Está no catálogo KEV da CISA desde janeiro de 2022, com exploração confirmada em ambiente real, e costuma aparecer junto com outras falhas da mesma geração de VPN SSL Fortinet (2018-2019) em campanhas de comprometimento de rede.

Detalhamento técnico

A falha está no endpoint do portal web SSL VPN responsável pela funcionalidade de troca de senha de usuários locais. O fornecedor classifica como Improper Authorization (CWE-285): o processo que atende a requisição de mudança de senha não valida corretamente se quem está fazendo o pedido tem autorização sobre a conta-alvo — ou seja, não amarra a operação a uma sessão autenticada pertencente ao mesmo usuário cuja senha está sendo alterada.

Isso permite que um atacante, sem nenhuma sessão válida, monte uma requisição HTTP direcionada a esse endpoint especificando um usuário arbitrário e uma nova senha, e o serviço processa a troca como se fosse legítima. O atacante controla o identificador do usuário-alvo e o valor da nova senha; não precisa conhecer a senha antiga nem ter qualquer token de sessão válido.

O CVSS 9.1 (AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/C:H/I:H/A:N) reflete exatamente esse perfil: rede, sem complexidade de ataque, sem privilégio, sem interação do usuário, com impacto alto em confidencialidade e integridade (a senha da vítima é substituída) e nenhum impacto direto em disponibilidade.

A descoberta é atribuída à equipe DEVCORE Security Research (Meh Chang e Orange Tsai), que também identificou outras falhas na mesma cadeia de SSL VPN da Fortinet daquele período — a mais conhecida sendo o path traversal que expõe credenciais (CVE-2018-13379). As duas costumam ser tratadas em conjunto por analistas porque, em muitos incidentes documentados publicamente, atacantes usaram uma para reconhecimento/coleta de nomes de usuário e a outra para tomada de conta.

Como é explorada

Pré-requisito real é apenas acesso de rede à interface do portal web SSL VPN exposta (tipicamente HTTPS na porta de administração/VPN do equipamento) — nenhuma credencial, nenhuma configuração não padrão é necessária. O atacante não precisa de acesso autenticado nem de interação da vítima; a exploração é uma única requisição HTTP crafted contra o endpoint de troca de senha, o que torna a complexidade de ataque baixa e viável de automação/varredura em massa.

O efeito final é a substituição da senha de uma conta SSL VPN local escolhida pelo atacante. Como o serviço SSL VPN normalmente é o ponto de entrada remoto para a rede interna, esse account takeover costuma ser o primeiro passo de uma intrusão maior: o atacante troca a senha, autentica-se com a nova credencial no túnel VPN e ganha posição dentro da rede corporativa.

A CVE está no catálogo KEV da CISA desde 10/01/2022, o que confirma exploração ativa documentada por evidência governamental, e ela integra o conjunto de vulnerabilidades Fortinet SSL VPN de 2018-2019 que foi amplamente varrido e explorado por diversos atores após a divulgação pública — inclusive depois que listas de dispositivos vulneráveis vazaram publicamente. Não há confirmação, nas fontes consultadas aqui, de que esta CVE especificamente (isolada das demais da cadeia) tenha sido atribuída a campanhas de ransomware nomeadas; o campo correspondente no registro KEV não trouxe essa confirmação.

Versões

Afetadas
FortiOS 6.0.0 a 6.0.4; 5.6.0 a 5.6.8; 5.4.1 a 5.4.10. FortiProxy 2.0.0; 1.2.0 a 1.2.8; 1.1.0 a 1.1.6; 1.0.0 a 1.0.7.
Corrigidas em
FortiProxy: 1.2.9 ou superior corrige a linha 1.2.x; 2.0.1 ou superior corrige a 2.0.0 (confirmado no advisory FG-IR-20-231). Para as linhas FortiProxy 1.1.x e 1.0.x, e para todas as linhas de FortiOS (6.0.x, 5.6.x, 5.4.x), a versão exata de correção não foi confirmada nas fontes lidas nesta pesquisa — consultar diretamente o advisory FG-IR-18-389 do fornecedor antes de considerar um ambiente corrigido.

Como se proteger

A correção do fornecedor é atualizar para uma versão do FortiOS ou FortiProxy fora da faixa afetada. Para FortiProxy, o advisory FG-IR-20-231 confirma: atualizar para 1.2.9 ou superior (corrige a linha 1.2.x), e para 2.0.1 ou superior (corrige a 2.0.0); a mesma lógica de branch se aplica às linhas 1.1.x e 1.0.x, mas o número exato do build de correção para essas linhas não foi confirmado nas fontes lidas neste levantamento — verificar a advisory oficial FG-IR-18-389 diretamente no fornecedor para o build exato antes de assumir que uma versão está corrigida.

Para FortiOS, a descrição oficial delimita a faixa vulnerável em 6.0.0–6.0.4, 5.6.0–5.6.8 e 5.4.1–5.4.10, o que indica que builds posteriores a cada uma dessas faixas endereçam a falha; no entanto, o número de build exato de correção não estava disponível no conteúdo da advisory que conseguimos ler nesta pesquisa — não deve ser inferido, deve ser confirmado na página FG-IR-18-389 do fornecedor.

Como controle compensatório quando a atualização não é imediata: restringir o acesso ao portal web SSL VPN a origens de rede confiáveis (não expor a interface de gerência/VPN irrestritamente à internet), monitorar e revisar contas com mudança de senha recente sem correlação a atividade legítima de suporte, e forçar re-autenticação/MFA em cima da camada VPN quando suportado, o que reduz o valor de uma senha comprometida isoladamente. Restringir por IP ou desativar temporariamente o portal web (mantendo apenas o cliente pesado, se aplicável) reduz a superfície, mas não corrige a falha subjacente — não substitui a atualização de versão.

Como detectar

Não há assinatura pública amplamente documentada e confirmada nas fontes consultadas para identificar tentativas de exploração desta CVE especificamente. Como indício indireto, vale revisar logs do portal web SSL VPN por requisições HTTP não autenticadas dirigidas a endpoints de troca de senha, e auditar mudanças de senha em contas SSL VPN locais que não correspondam a uma ação legítima do usuário ou do suporte — trocas de senha fora de padrão de uso, seguidas de login bem-sucedido a partir de IP não usual, são o sinal mais concreto de comprometimento via esta falha.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
An Improper Authorization vulnerability in Fortinet FortiOS 6.0.0 to 6.0.4, 5.6.0 to 5.6.8 and 5.4.1 to 5.4.10 and FortiProxy 2.0.0, 1.2.0 to 1.2.8, 1.1.0 to 1.1.6, 1.0.0 to 1.0.7 under SSL VPN web portal allows an unauthenticated attacker to modify the password of an SSL VPN web portal user via specially crafted HTTP requests
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:N
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