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CVE-2019-0797highsob ataque

CVE-2019-0797

51Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA.

ssvc Actcvss 7.8epss 1.9%
da publicação à arma
Publicada no NVD9 de abr.
CISA KEV+939d
probabilidade de exploração
1.9%top 23% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-05-03

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha de elevação de privilégio no componente Win32k do kernel do Windows, que permite a um processo já em execução com baixo privilégio escalar para execução de código em modo kernel. A CISA confirma exploração ativa (KEV), o que eleva sua prioridade de correção mesmo com CVSS moderado (7.8) — o vetor é local e exige que o atacante já tenha uma sessão no sistema.

Detalhamento técnico

A descrição oficial da Microsoft é deliberadamente vaga: 'o componente Win32k falha em tratar corretamente objetos na memória'. Essa é a formulação padrão que a Microsoft usa para uma classe recorrente de falhas em win32k.sys — corrupção de memória envolvendo objetos do kernel gráfico/janela (handles de janela, menus, cursores, callbacks) que, quando manipulados em sequência específica por um processo em modo usuário, levam a um estado inconsistente explorável no contexto do kernel.

As fontes disponíveis (advisory MSRC e catálogo KEV da CISA) não detalham o CWE exato, nem apontam se é use-after-free, type confusion ou double-free — apenas confirmam a categoria (corrupção de memória em objetos do kernel) e a consequência (execução em modo kernel). Não há, nas fontes lidas, análise técnica publicada de terceiros que dissecasse o bug com nomes de função ou fluxo de exploração.

O vetor CVSS (AV:L/AC:L/PR:L/UI:N) confirma que a exploração é local, não exige interação do usuário e a complexidade de ataque é baixa uma vez que o atacante já tem privilégio baixo na máquina. Isso é típico de bugs de win32k: eles não são a porta de entrada, são a etapa de escalada depois de um acesso inicial (execução de código com privilégio de usuário padrão, ex.: via phishing, exploit de aplicação, ou acesso de baixo privilégio já concedido).

Como é explorada

Pré-requisito real: o atacante precisa de capacidade de executar código arbitrário no sistema alvo, mesmo que com privilégios baixos (PR:L). Isso normalmente vem de outra etapa da cadeia de ataque — um exploit de aplicação, um documento malicioso que já obteve execução de código, ou uma sessão de usuário comum. CVE-2019-0797 não é explorável remotamente por si só; ela converte 'já tenho um shell/processo rodando' em 'agora tenho SYSTEM/kernel'.

A CISA lista a falha no catálogo KEV com a nota 'exploração conhecida in-the-wild', confirmando uso ofensivo real, historicamente associado a cadeias de escalada de privilégio local combinadas com exploits de outros componentes (o vínculo entre esta CVE e campanhas específicas de APT circulou publicamente na época, mas essa atribuição não está nas fontes catalogadas aqui e não deve ser tratada como confirmada por este texto).

O resultado da exploração bem-sucedida é execução de código em modo kernel — controle total do sistema, bypass de qualquer restrição de sandbox ou de privilégio de usuário que dependesse do isolamento do kernel.

Versões

Afetadas
Múltiplas versões do Windows e Windows Server suportadas em abril de 2019 (a lista exata de edições e builds consta no advisory MSRC oficial, não reproduzida aqui por não estar detalhada nas fontes lidas para esta página).
Corrigidas em
Atualização de segurança da Microsoft distribuída no Patch Tuesday de abril de 2019, referenciada no boletim MSRC para CVE-2019-0797. KBs específicos por versão não constam nas fontes consultadas — verificar diretamente no advisory MSRC.

Como se proteger

A correção é aplicar a atualização de segurança da Microsoft referente a esta CVE, publicada no ciclo de abril de 2019 (Patch Tuesday). O advisory oficial da Microsoft (MSRC) lista as versões e KBs específicos por linha de produto (Windows 7/Server 2008 R2 até as versões então suportadas de Windows 10/Server); como as fontes lidas para esta página não trazem a tabela completa de builds/KB, não reproduzimos números aqui — confirme o KB exato no portal MSRC para a build específica em uso antes de considerar o sistema corrigido.

Não existe paliativo de configuração que neutralize uma falha de corrupção de memória no kernel gráfico — reduzir a superfície de win32k (ex.: com políticas de isolamento de sessão ou removendo acesso à interface gráfica em servidores headless/Server Core, onde aplicável) reduz o risco mas não é substituto do patch. Ferramentas de EDR que monitoram elevação de privilégio anômala ajudam a detectar exploração, não a impedir.

Dado que a falha está no catálogo KEV da CISA, sistemas Windows sem a atualização de abril de 2019 (ou posterior) devem ser tratados como prioridade de patch imediata, independente do CVSS moderado — a combinação de exploração confirmada com pré-requisito de acesso local já satisfeito em muitos ambientes (usuários padrão, contas de serviço) torna essa CVE relevante para escalada pós-comprometimento.

Como detectar

As fontes disponíveis não trazem assinaturas, IOCs ou indicadores de rede/log específicos para esta CVE. Como se trata de exploração local pós-comprometimento em modo kernel, o sinal mais relevante costuma ser comportamental: criação de processo com token elevado a partir de um processo que não deveria ter esse privilégio, crashes inesperados de win32k.sys/csrss.exe, ou alertas de EDR para técnicas de elevação de privilégio via kernel exploit — nenhum desses é específico a esta CVE isoladamente sem telemetria de kernel mais profunda.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
An elevation of privilege vulnerability exists in Windows when the Win32k component fails to properly handle objects in memory, aka 'Win32k Elevation of Privilege Vulnerability'. This CVE ID is unique from CVE-2019-0808.
CVSS:3.1/AV:L/AC:L/PR:L/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H