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CVE-2019-11510criticalsob ataqueransomwareCWE-22

CVE-2019-11510

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA, tem exploit funcional público e 1 grupo(s) de ameaça a utilizam.

ssvc Actcvss 9.9epss 100%
da publicação à arma105 dias
Publicada no NVD8 de mai.
1ª PoC+105d
metasploit24 de abr.
CISA KEV+910d
probabilidade de exploração
100%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
1 grupo(s)26 exploit(s) público(s)
Quem explora1

Grupos conhecidos por explorar esta vulnerabilidade (atribuição MITRE ATT&CK).

Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-05-03

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha de leitura arbitrária de arquivos (CWE-22, path traversal) no portal web pré-autenticação do Pulse Connect Secure (SSL VPN), hoje sob a marca Ivanti. Um atacante sem credenciais e apenas com acesso HTTPS ao appliance consegue ler arquivos sensíveis do sistema, incluindo bancos de dados de sessão ativa — o que na prática permite sequestrar sessões de usuários autenticados e, em muitos casos, escalar até acesso administrativo. É uma das vulnerabilidades mais exploradas da história recente de VPNs corporativas, usada por grupos APT e ransomware, e consta no catálogo KEV da CISA.

Detalhamento técnico

A vulnerabilidade foi descoberta por Orange Tsai e Meh Chang (DEVCORE), que a classificam como 'Pre-auth Arbitrary File Reading'. O appliance expõe componentes web escritos em Perl com extensões C++; uma rota do portal aceita uma URI especialmente montada que não sanitiza corretamente sequências de path traversal antes de resolver o caminho no sistema de arquivos, permitindo escapar do diretório esperado e acessar arquivos arbitrários no appliance — sem necessidade de sessão ou credencial prévia.

Como é explorada

O vetor é uma requisição HTTPS única, sem autenticação, contra o portal web do Pulse Connect Secure — não exige configuração não padrão nem interação do usuário, o que explica o CVSS 9.9 e a exploração massiva registrada por pesquisadores (Bad Packets identificou mais de 14.500 endpoints vulneráveis expostos em agosto de 2019). O impacto documentado vai além de 'ler um arquivo': o CERT/CC confirmou que a falha permite extrair o arquivo de sessões ativas do appliance (data.mdb, no diretório de runtime), contendo IDs de sessão válidos, inclusive de administradores logados. Com esse ID de sessão, o atacante impersona o usuário ou o admin sem precisar da senha, e a partir daí pode encadear outras falhas pós-autenticação (como CVE-2019-11539, injeção de comando via interface admin) para obter execução remota de código completa no appliance — essa cadeia foi demonstrada publicamente pelos pesquisadores e depois usada por atores de ameaça reais, incluindo grupos ligados a APT chinês, conforme mencionado pelos próprios descobridores, e citada em advisory da NSA sobre exploração ativa de VPNs por atores estatais.

Versões

Afetadas
Pulse Connect Secure (PCS) 8.2 antes de 8.2R12.1; 8.3 antes de 8.3R7.1; 9.0 antes de 9.0R3.4. A DEVCORE também lista como afetadas as faixas 9.0R1–9.0R3.3, 8.3R1–8.3R7 e 8.2R1–8.2R12 (e versões correlatas do Pulse Policy Secure, embora este produto não seja o alvo direto desta CVE específica).
Corrigidas em
8.2R12.1, 8.3R7.1 e 9.0R3.4, conforme a descrição oficial do fornecedor. Não há informação apurada sobre backport para a linha 8.1.x nesta CVE específica (a linha 8.1R15.1 aparece associada a outras CVEs do mesmo advisory, não a esta).

Como se proteger

A única correção real é atualizar o Pulse Connect Secure para as versões corrigidas pelo fornecedor. O CERT/CC declara explicitamente que não existe workaround viável para esta CVE — em particular, exigir certificado de cliente ou autenticação multifator (2FA) NÃO mitiga o ataque, porque a falha ocorre antes de qualquer autenticação e o roubo de sessão via arquivo de runtime contorna esses controles. Esse é o mito mais recorrente em torno da falha: administradores assumiram que 2FA/client cert bastava, e isso foi desmentido formalmente pelo fornecedor via CERT/CC.

Como detectar

Em logs do appliance, tentativas de exploração aparecem como requisições HTTP/HTTPS com sequências de path traversal na URI direcionadas a componentes do portal web pré-autenticação; scanners em massa (associados a Bad Packets e a botnets subsequentes) geraram picos de requisições desse padrão contra a porta HTTPS do appliance a partir de 2019. Como o acesso inicial é pré-autenticado e não gera evento de login, a ausência de entradas de autenticação correspondentes a uma sessão observada é um indicador de possível sequestro de sessão; a presença de módulo Metasploit, template Nuclei e PoCs públicas amplamente disponíveis desde 2019 tornou o tráfego de exploração automatizada bastante padronizado e detectável por assinatura, mas não há um único log 'infalível' — appliances comprometidos antes da atualização podem não deixar rastro claro se o atacante limpou artefatos após obter acesso administrativo.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
In Pulse Secure Pulse Connect Secure (PCS) 8.2 before 8.2R12.1, 8.3 before 8.3R7.1, and 9.0 before 9.0R3.4, an unauthenticated remote attacker can send a specially crafted URI to perform an arbitrary file reading vulnerability .
CVSS:3.0/AC:L/AV:N/A:H/C:H/I:H/PR:L/S:C/UI:N
Produtos afetados
n/a · n/a
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