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CVE-2019-1652highsob ataqueCWE-20

Cisco Small Business RV320 and RV325 Routers Command Injection Vulnerability

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 7.2epss 96%
da publicação à arma0 dias
Publicada no NVD24 de jan.
1ª PoC24 de jan.
metasploit9 de set.
CISA KEV+1134d
probabilidade de exploração
96%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
8 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-03-17

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha de injeção de comandos no gerador de certificados X.509 da interface web dos roteadores Cisco RV320/RV325, que permite executar comandos arbitrários como root no Linux subjacente. O CVSS 7.2 exige credenciais administrativas válidas — não é pré-autenticação, apesar de exploits públicos e módulos Metasploit tratarem o cenário como trivial de escalar depois de obter acesso ao painel. Está no catálogo KEV da CISA porque o próprio PSIRT da Cisco confirmou scanning ativo e exploit público circulando desde a divulgação inicial em janeiro de 2019.

Detalhamento técnico

O componente vulnerável é o gerador de certificados do painel administrativo (endpoint self_generator.htm / certificate_handle2.htm). O firmware monta um comando de shell usando o campo common_name informado pelo usuário sem sanitização adequada — classificado pela Cisco como CWE-20 (Improper Input Validation). O primeiro patch da Cisco (firmware 1.4.2.19/1.4.2.20) tentou bloquear a injeção filtrando aspas simples no input, mas o filtro era contornável: a RedTeam Pentesting demonstrou que uma string como 'a$(ping -c 4 )'b ainda escapa da sanitização e é interpretada pelo shell, disparando o comando ping injetado dentro da própria construção do certificado.

O problema de fundo é que o valor do campo é concatenado diretamente em uma chamada de shell no lado do dispositivo (provavelmente via um binário CGI que monta comandos openssl com os parâmetros do formulário), sem escapar corretamente meta-caracteres de shell como $() . O atacante controla integralmente o conteúdo de common_name e de outros campos do formulário de geração de certificado, o que dá controle total sobre o comando final.

A CVE-2019-1652, como publicada pela Cisco, cobre a vulnerabilidade original e seu primeiro patch incompleto. A RedTeam identificou que mesmo depois do fix parcial (1.4.2.19/1.4.2.20) a mesma classe de bug persistia — o que levou a Cisco a revisar o advisory e liberar a correção completa apenas na versão 1.4.2.22, em abril de 2019, dois meses e meio após a publicação inicial.

Como é explorada

A exploração requer uma sessão autenticada válida no painel administrativo (cookie de sessão obtido com credenciais de admin) — é isso que justifica PR:H no vetor CVSS, mesmo com AC:L e UI:N. O ataque consiste em uma requisição HTTP POST para o endpoint do gerador de certificados, com o campo common_name (ou outro campo do formulário, urlencoded) contendo a string que engana o filtro de aspas simples e injeta o comando desejado dentro da subshell usada para gerar o certificado. O firmware bloqueia o User-Agent 'curl' por padrão, então ferramentas de exploração precisam trocar o User-Agent para evadir esse filtro cosmético.

Na prática, isso não é tão restritivo quanto parece: RV320/RV325 têm histórico de credenciais padrão fracas, painéis expostos na WAN quando o Remote Management está ativado, e falhas correlatas de divulgação de informação (como a CVE-2019-1653, que expõe configuração e hashes sem autenticação) que servem de trampolim para obter credenciais administrativas antes de disparar esta injeção. É esse encadeamento — vazamento de credenciais seguido de RCE via certificado — que motivou scanning massivo documentado pelo próprio PSIRT da Cisco já na semana da divulgação.

Existe exploração ativa confirmada: a CVE está no catálogo KEV da CISA, há módulo Metasploit publicado e múltiplos PoCs no Exploit-DB e Packet Storm. O EPSS de 0.959 reflete essa realidade — é uma das CVEs com maior probabilidade histórica de exploração observada no conjunto de dados do EPSS.

Versões

Afetadas
Cisco RV320 e RV325 Dual Gigabit WAN VPN Routers, Firmware Release 1.4.2.15 até 1.4.2.20 (conforme advisory revisado da Cisco). RedTeam Pentesting confirmou a mesma faixa, 1.4.2.15 a 1.4.2.20, como vulnerável ao bypass do filtro de aspas simples introduzido no patch inicial.
Corrigidas em
Firmware Release 1.4.2.22 e posteriores (correção completa, publicada em 4 de abril de 2019). As versões 1.4.2.19 e 1.4.2.20 contêm apenas uma correção parcial/incompleta e não devem ser consideradas seguras.

Como se proteger

A correção completa está na Firmware Release 1.4.2.22 e posteriores. As versões 1.4.2.19 e 1.4.2.20 continham apenas uma correção parcial (bloqueio de aspas simples), que a RedTeam Pentesting demonstrou ser contornável — administradores que atualizaram apenas até a 1.4.2.20 seguem vulneráveis à mesma classe de bug, mesmo achando que corrigiram.

A Cisco afirma explicitamente que não há workaround que elimine a vulnerabilidade. A única mitigação real é reduzir a superfície de exposição: desabilitar o recurso Remote Management (em Firewall > General, desabilitado por padrão) impede que a interface de gerenciamento web fique acessível pela porta WAN, deixando-a disponível apenas na LAN. Isso não corrige a falha, apenas remove o vetor remoto pela internet — quem tem acesso à LAN ou VPN interna ainda pode explorar.

Restringir o painel administrativo por ACL de rede, exigir MFA/VPN para acesso administrativo, e monitorar tentativas de login administrativo são controles compensatórios, não substitutos do patch. Vale notar que RV320 e RV325 estão em fim de vida útil dentro do ciclo de produtos Cisco Small Business — convém verificar se o hardware ainda recebe suporte de firmware antes de depender de atualizações futuras.

Como detectar

A Cisco publicou três regras Snort específicas para esta vulnerabilidade (SIDs 48946, 48947, 48948), que podem ser usadas em IDS/IPS para detectar tentativas de exploração no tráfego HTTP. Em logs do próprio dispositivo ou de proxy/gateway, sinais de interesse são requisições POST para os endpoints self_generator.htm ou certificate_handle2.htm contendo meta-caracteres de shell (aspas simples, $(), backticks) no campo common_name ou em outros campos do formulário de geração de certificado, especialmente combinados com User-Agent não padrão (evadindo o bloqueio de 'curl'). A ausência de log correlato não descarta exploração: o PSIRT da Cisco já havia identificado scanning ativo em escala antes mesmo da confirmação pública do bypass, então dispositivos expostos à internet sem evidência de log específico ainda podem ter sido alvo de tentativas anteriores à ativação de qualquer regra de detecção.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
A vulnerability in the web-based management interface of Cisco Small Business RV320 and RV325 Dual Gigabit WAN VPN Routers could allow an authenticated, remote attacker with administrative privileges on an affected device to execute arbitrary commands. The vulnerability is due to improper validation of user-supplied input. An attacker could exploit this vulnerability by sending malicious HTTP POST requests to the web-based management interface of an affected device. A successful exploit could allow the attacker to execute arbitrary commands on the underlying Linux shell as root. Cisco has released firmware updates that address this vulnerability.
CVSS:3.0/AV:N/AC:L/PR:H/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
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