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CVE-2019-1653highsob ataqueCWE-284

Cisco Small Business RV320 and RV325 Routers Information Disclosure Vulnerability

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 7.5epss 100%
da publicação à arma0 dias
Publicada no NVD24 de jan.
1ª PoC24 de jan.
metasploit9 de set.
CISA KEV+1014d
probabilidade de exploração
100%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
16 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2022-05-03

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha de controle de acesso na interface web de gerência dos roteadores Cisco RV320/RV325 permite que um atacante remoto, sem autenticação, baixe o arquivo de configuração completo do dispositivo ou um pacote de diagnóstico — ambos contendo hash de senha dos usuários administrativos e segredos de VPN/IPsec. Importa porque o hash exposto não precisa ser quebrado: ele funciona como credencial equivalente para logar na própria interface, e milhares desses roteadores ficaram expostos diretamente à Internet, o que tornou a falha alvo de scanning em massa e a colocou no catálogo KEV da CISA.

Detalhamento técnico

A interface de gerência é implementada por programas CGI no firmware. Dois endpoints concentram o problema: /cgi-bin/config.exp (exporta a configuração) e /cgi-bin/export_debug_msg.exp (exporta um pacote de diagnóstico). Ambos deveriam exigir sessão autenticada, mas checagens de controle de acesso incompletas nas URLs permitem chamá-los diretamente — falha classificável como CWE-284 (Improper Access Control) / CWE-200 (Exposure of Sensitive Information).

O ponto central da CVE-2019-1653, segundo a RedTeam Pentesting (que originalmente reportou uma vulnerabilidade irmã, corrigida por Cisco no firmware 1.4.2.19), é que a correção da Cisco foi incompleta: ela bloqueou apenas requisições HTTP GET e passou a rejeitar o User-Agent 'curl'. Uma requisição HTTP POST com um User-Agent diferente de 'curl' continua acessando os mesmos CGIs sem qualquer autenticação, tanto em 1.4.2.19 quanto em 1.4.2.20.

O conteúdo retornado por config.exp inclui seção [SYSTEM] com HOSTNAME, DOMAINNAME, USERNAME e PASSWD (hash MD5), além de parâmetros de VPN/IPsec. O endpoint export_debug_msg.exp entrega um blob cifrado com AES-128-CBC usando senha fixa embutida no firmware ('NKDebug12#$%'); ao decifrar com OpenSSL e extrair o tar resultante, o atacante obtém o mesmo nk_sysconfig com usuário e hash de senha, mais logs e demais arquivos de diagnóstico.

O atacante não controla nenhum parâmetro de exploração relevante além do corpo da requisição (submitbkconfig=0 ou submitdebugmsg=1) e do cabeçalho User-Agent — não há injeção de dados do usuário no processamento, é puramente ausência de autorização no CGI.

Como é explorada

O vetor é uma requisição HTTP ou HTTPS direta à interface de gerência do roteador — não exige conta, sessão prévia ou qualquer interação do usuário legítimo. O único pré-requisito real é alcançar a porta de administração do dispositivo na rede; como muitos RV320/RV325 têm a gerência remota habilitada por padrão ou por má configuração, isso frequentemente significa expor a falha à Internet pública. O badpackets.net registrou mais de 9.000 dispositivos RV320/RV325 alcançáveis e vulneráveis nessa condição em 2019.

A exploração é trivial: uma requisição POST malformada específica para /cgi-bin/config.exp ou /cgi-bin/export_debug_msg.exp, com um User-Agent qualquer diferente de 'curl', devolve a configuração ou o pacote de diagnóstico. Não há necessidade de força bruta, escalonamento ou timing — é acesso direto a dado sensível. O resultado final é a posse do hash de senha administrativa (que serve diretamente para autenticação na própria interface, sem quebra) e de segredos de VPN/IPsec, o que abre caminho para login administrativo completo e pivotagem para a rede interna atrás do roteador.

A presença no catálogo KEV da CISA, junto com módulo Metasploit e template Nuclei públicos, confirma exploração ativa e ferramentas de weaponização amplamente disponíveis. Há também um terceiro advisory relacionado (RV320/RV325 Unauthenticated Remote Code Execution) que documenta uma injeção de comando separada nos mesmos dispositivos; na prática, campanhas observadas em 2019 combinaram a divulgação de credenciais desta CVE com essa falha de RCE para comprometer o dispositivo por completo, não apenas ler sua configuração.

Versões

Afetadas
Cisco RV320 e RV325 (Dual Gigabit WAN VPN Router). Segundo testes da RedTeam Pentesting, o bypass afeta as versões de firmware 1.4.2.15 até 1.4.2.20, incluindo as versões que a Cisco já havia classificado como corrigidas para a falha original.
Corrigidas em
Nenhuma versão totalmente corrigida foi confirmada pela RedTeam Pentesting até a publicação de seu advisory em 27/03/2019 (o firmware 1.4.2.19, lançado pela Cisco em resposta a uma falha anterior relacionada, e o 1.4.2.20 continuaram vulneráveis ao bypass via POST). Consulte o advisory oficial da Cisco para a versão de firmware mais recente disponível antes de considerar o problema mitigado.

Como se proteger

O advisory oficial da Cisco (cisco-sa-20190123-rv-info) anunciou firmware corrigido para o vetor original via GET, mas a RedTeam Pentesting demonstrou em 27/03/2019 que o bypass via POST com User-Agent alterado continuava funcional nas versões 1.4.2.19 e 1.4.2.20, e listou 'Fixed Versions: none' até aquela data — ou seja, a correção da Cisco vigente na época era inadequada. Não temos confirmação, nas fontes disponíveis, de qual versão de firmware posterior corrige definitivamente o bypass por POST; antes de considerar o dispositivo corrigido, valide diretamente contra o advisory da Cisco a versão mais recente disponível e teste os dois endpoints.

O paliativo real, recomendado tanto pela Cisco quanto pela RedTeam, é impedir que clientes não confiáveis alcancem a interface web do dispositivo: desabilitar a gerência remota/WAN da interface administrativa e restringi-la a redes internas confiáveis via ACL/firewall. Esse controle tem custo baixo (perde-se apenas gerência remota) e neutraliza a exploração independente de a correção de firmware ser completa ou não.

O que não funciona: bloquear o User-Agent 'curl' — essa foi exatamente a mitigação insuficiente aplicada pela própria Cisco no firmware 1.4.2.19/1.4.2.20, e é trivialmente contornada trocando o cabeçalho User-Agent do cliente HTTP.

Como detectar

Nos logs de acesso HTTP/HTTPS do dispositivo (quando disponíveis), procure requisições POST para /cgi-bin/config.exp com corpo contendo 'submitbkconfig=0' ou para /cgi-bin/export_debug_msg.exp com 'submitdebugmsg=1', originadas de IPs externos e sem sessão autenticada prévia — especialmente com User-Agent atípico (o PoC público usa o valor 'kurl', uma variação deliberada para escapar do filtro de 'curl'). Como esses roteadores SOHO raramente exportam logs para um SIEM central, a ausência de sinal não indica ausência de exploração; monitoramento de rede perimetral (NetFlow/IDS observando tráfego HTTP para a porta de administração do dispositivo a partir da Internet) é o controle mais confiável quando o log local não existe.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
A vulnerability in the web-based management interface of Cisco Small Business RV320 and RV325 Dual Gigabit WAN VPN Routers could allow an unauthenticated, remote attacker to retrieve sensitive information. The vulnerability is due to improper access controls for URLs. An attacker could exploit this vulnerability by connecting to an affected device via HTTP or HTTPS and requesting specific URLs. A successful exploit could allow the attacker to download the router configuration or detailed diagnostic information. Cisco has released firmware updates that address this vulnerability.
CVSS:3.0/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:N/A:N
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