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CVE-2023-0669highsob ataqueransomwareCWE-502

Fortra GoAnywhere MFT License Response Servlet Command Injection

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 7.2epss 100%
da publicação à arma4 dias
Publicada no NVD6 de fev.
1ª PoC+4d
metasploit1 de fev.
CISA KEV+4d
probabilidade de exploração
100%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
11 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2023-03-03

Apply updates per vendor instructions.

Resumo

Falha de deserialização insegura no License Response Servlet do Fortra GoAnywhere MFT (CWE-502) que permite execução remota de comandos no sistema operacional subjacente. Foi explorada como zero-day antes da divulgação pública — está no catálogo KEV da CISA e tem módulo Metasploit funcional para Linux e Windows —, mas o CVSS com PR:H revela uma pré-condição que a descrição oficial de 'pré-autenticação' obscurece: o vetor documentado pelo próprio fornecedor exige acesso ao console administrativo, não ao Web Client de usuários finais.

Detalhamento técnico

A vulnerabilidade está na classe com.linoma.ga.ui.admin.servlet.LicenseResponseServlet, mapeada na URL /lic/accept (path completo típico: /goanywhere/lic/accept). Esse endpoint recebe uma 'resposta de licença' que é decriptada (o módulo Metasploit usa parâmetros de cifra AES/CBC com IV configurável) e então deserializada em objeto Java sem qualquer validação de tipo ou origem. Como o conteúdo deserializado é controlado pelo atacante, é possível construir uma gadget chain que, ao ser reconstruída pela JVM, dispara execução de comando arbitrário no sistema operacional — o clássico padrão de RCE via deserialização insegura em Java.

Como é explorada

O vetor prático documentado pelo advisory da Fortra (repassado por Brian Krebs, já que o advisory original ficou atrás de login) exige acesso ao console administrativo do GoAnywhere MFT — não ao Web Client de transferência de arquivos, que a Fortra afirma explicitamente não ser explorável por essa falha. Isso contradiz a leitura mais simples da descrição do CVE ('pre-authentication'), e o próprio vetor CVSS (PR:H) reflete essa exigência de privilégio administrativo prévio para o exploit funcional documentado. Pesquisador Kevin Beaumont identificou mais de 1.000 instâncias com o console administrativo exposto diretamente à internet — o que, combinado a credenciais padrão, reaproveitadas ou fracas, torna o pré-requisito de 'acesso ao console' bem menos restritivo na prática do que parece. O módulo Metasploit (exploit/multi/http/fortra_goanywhere_rce_cve_2023_0669) demonstra o ataque completo contra o endpoint /goanywhere/lic/accept em Linux e Windows, entregando shell com privilégios do processo do GoAnywhere (observado como root em Linux e NT AUTHORITY\SYSTEM em Windows nos testes dos desenvolvedores). A Fortra recomendou revisar usuários administrativos por indícios de contas criadas por 'system' — sinal de que atacantes usaram o RCE inicial para criar novos usuários admin como persistência.

Versões

Afetadas
Fortra não publicou o piso exato de versões afetadas nas fontes disponíveis; o exploit e o PoC público referenciam a build 7.1.1 como vulnerável, e o fornecedor confirma que todas as versões anteriores à 7.1.2 são afetadas.
Corrigidas em
7.1.2, lançada em 7 de fevereiro de 2023.

Como se proteger

A correção definitiva é atualizar para a versão 7.1.2 ou posterior, lançada pela Fortra em 7 de fevereiro de 2023. Antes de existir patch, a Fortra publicou um paliativo: editar o arquivo [install_dir]/adminroot/WEB-INF/web.xml e remover (ou comentar) o bloco e do 'License Response Servlet' (classe com.linoma.ga.ui.admin.servlet.LicenseResponseServlet, mapeado em /lic/accept), seguido de reinício da aplicação — em ambiente clusterizado, isso precisa ser replicado em todos os nós, não só num deles. Esse paliativo desativa a licença de resposta e reduz superfície de ataque, mas é edição manual de configuração de produção com risco de erro humano e precisa ser revertido/validado após a atualização.

Como detectar

Requisições HTTP(S) para o endpoint /goanywhere/lic/accept (ou /lic/accept) partindo de origens que não são o processo legítimo de ativação de licença — especialmente se o console administrativo estiver exposto à internet — são o principal indicador de tentativa de exploração. Pós-exploração, a Fortra recomenda auditar contas administrativas por usuários novos e não reconhecidos, em particular criados pelo próprio 'system', o que indica criação automatizada de conta de persistência via o RCE. Não há assinatura de payload universal confiável, já que o objeto deserializado varia por gadget chain e é encriptado antes do envio; a ausência de logs de acesso ao console administrativo de fontes externas é, por si, um sinal relevante de exposição a esse vetor.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Fortra (formerly, HelpSystems) GoAnywhere MFT suffers from a pre-authentication command injection vulnerability in the License Response Servlet due to deserializing an arbitrary attacker-controlled object. This issue was patched in version 7.1.2.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:H/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
Fortra · Goanywhere MFT
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