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CVE-2023-20273highsob ataqueCWE-78

CVE-2023-20273

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 7.2epss 90%
da publicação à arma46 dias
Publicada no NVD24 de out.
1ª PoC+46d
metasploit16 de out.
CISA KEV23 de out.
probabilidade de exploração
90%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
2 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2023-10-27

Verify that instances of Cisco IOS XE Web UI are in compliance with BOD 23-02 and apply mitigations per vendor instructions. For affected products (Cisco IOS XE Web UI exposed to the internet or to untrusted networks), follow vendor instructions to determine if a system may have been compromised and immediately report positive findings to CISA.

Resumo

Falha de injeção de comandos na interface web (Web UI) do Cisco IOS XE que permite a um atacante já autenticado executar comandos no sistema operacional subjacente com privilégios de root. Isoladamente exige autenticação, mas ganhou notoriedade por ser a segunda etapa de uma cadeia de ataque real: combinada com o bypass de autenticação CVE-2023-20198, permitiu a implantação de um backdoor persistente em milhares de dispositivos Cisco IOS XE expostos à internet em outubro de 2023.

Detalhamento técnico

A vulnerabilidade está classificada como CWE-78 (OS Command Injection) e reside em outro componente da própria funcionalidade Web UI do IOS XE — distinto do endpoint usado no CVE-2023-20198. Segundo a Cisco, o problema é validação de entrada insuficiente: dados enviados pelo usuário autenticado à Web UI não são adequadamente sanitizados antes de serem processados, permitindo que caracteres ou sequências de shell sejam interpretados como comandos pelo sistema operacional subjacente (que no IOS XE é baseado em Linux).

O vetor de ataque exige acesso com privilégios de usuário local (PR:H no vetor CVSS), mas uma vez autenticado — mesmo com um usuário de nível baixo — o atacante consegue escalar para root através da falha. Isso é o que torna a CVE-2023-20273 crítica em cadeia: ela não é o ponto de entrada, é o mecanismo de elevação de privilégio e persistência.

A Cisco não publicou o Bug ID CSCwh87343 com detalhes de código, e não há CWE mais granular além do CWE-78 e CWE-420 (Falha em Proteger Funcionalidade Alternativa) atribuído ao conjunto de vulnerabilidades cobertas pelo mesmo advisory. Não há detalhamento técnico do fornecedor sobre qual endpoint específico da Web UI carrega a falha de sanitização — a Cisco optou por descrição funcional, não código-fonte ou payload.

Como é explorada

Na exploração observada in-the-wild e documentada pela Cisco e pela CISA, a CVE-2023-20273 nunca foi usada isoladamente. O ataque real seguiu duas etapas: primeiro o atacante explorava o CVE-2023-20198 (bypass de autenticação na Web UI, CVSS 10.0) para obter acesso inicial e criar, via comando de privilégio 15, um usuário e senha locais arbitrários. Com esse usuário recém-criado — que tem apenas acesso de nível normal — o atacante então explorava a CVE-2023-20273 para elevar privilégio a root e escrever um implante no sistema de arquivos do dispositivo.

O pré-requisito real da CVE-2023-20273 é ter a Web UI acessível na rede (habilitada via ip http server ou ip http secure-server) e possuir credenciais válidas de algum usuário — que na cadeia de ataque documentada foram obtidas explorando a outra falha, não adivinhadas ou roubadas. Isso significa que, sem a Web UI exposta a redes não confiáveis, ou sem já ter comprometido a autenticação por outro meio, a exploração desta CVE isolada não tem vetor prático.

Há exploração ativa confirmada, catalogada no KEV da CISA, com módulo Metasploit e PoC pública disponíveis. A campanha de outubro de 2023 comprometeu, segundo estimativas de pesquisadores independentes na época, decenas de milhares de dispositivos expostos à internet, com implante persistente que sobrevivia a reinicializações em alguns casos e permitia execução arbitrária de comandos subsequentes.

Versões

Afetadas
Cisco IOS XE Software a partir da Release 16 (inclusive) com a funcionalidade Web UI habilitada (comando ip http server ou ip http secure-server presente na configuração, sem ip http active-session-modules none / ip http secure-active-session-modules none). Versões de IOS XE anteriores à Release 16 não são afetadas.
Corrigidas em
A Cisco publicou a lista de releases corrigidas na seção 'Fixed Software' do advisory oficial (cisco-sa-iosxe-webui-privesc-j22SaA4z), a ser verificada via Cisco Software Checker para cada trem de release específico. O conteúdo lido não traz os números de versão exatos por trem — não reproduzimos números para evitar erro; consulte a fonte primária antes de decidir sobre atualização.

Como se proteger

A Cisco afirma explicitamente que não há workaround que corrija a vulnerabilidade em si — a única solução real é atualizar para uma versão corrigida do IOS XE, cuja lista completa está na seção 'Fixed Software' do advisory oficial e deve ser verificada pelo Cisco Software Checker (não reproduzida aqui por não constar no conteúdo lido; consulte o advisory para a versão exata do seu trem de release).

O paliativo eficaz enquanto não é possível atualizar é desabilitar completamente o recurso HTTP Server com os comandos 'no ip http server' e 'no ip http secure-server' em modo de configuração global — se ambos os comandos (http e https) estiverem em uso, é necessário desabilitar os dois. Isso elimina o vetor de ataque por completo, ao custo de perder a gestão via Web UI. Como controle intermediário, caso a Web UI precise permanecer ativa, restringir o acesso a redes confiáveis via 'ip http access-class' com uma access-list reduz a exposição, mas não elimina o risco de um atacante já dentro da rede confiável.

Não funciona como mitigação apenas trocar senhas ou remover usuários suspeitos sem também aplicar a correção ou desabilitar a Web UI — como a cadeia de ataque cria novos usuários locais e escreve um implante persistente, a limpeza de indicadores sem corrigir a causa raiz permite reinfecção imediata.

Como detectar

A Cisco e o Cisco Talos publicaram indicadores de comprometimento específicos: mensagens de log %SYS-5-CONFIG_P referenciando o processo SEP_webui_wsma_http com usuários desconhecidos (como cisco_tac_admin, cisco_support ou qualquer usuário local não reconhecido pelo administrador), mensagens %SEC_LOGIN-5-WEBLOGIN_SUCCESS com IPs de origem suspeitos, e mensagens %WEBUI-6-INSTALL_OPERATION_INFO referenciando arquivos de instalação não esperados. Um comando curl específico contra o endpoint /webui/logoutconfirm.html com um header de Authorization fixo (documentado pela Cisco Talos) permite verificar remotamente a presença do implante, retornando uma string hexadecimal se o sistema estiver comprometido. Também existem regras Snort da Cisco (IDs 3:50118 para injeção inicial do implante ligada a esta CVE, e 3:62527-62529 para interação com o implante, além de 3:62541-62542 para a exploração de acesso inicial via CVE-2023-20198) que podem ser usadas em sensores de rede para detectar tentativas de exploração da cadeia completa.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
A vulnerability in the web UI feature of Cisco IOS XE Software could allow an authenticated, remote attacker to inject commands with the privileges of root. This vulnerability is due to insufficient input validation. An attacker could exploit this vulnerability by sending crafted input to the web UI. A successful exploit could allow the attacker to inject commands to the underlying operating system with root privileges.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:H/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
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