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CVE-2024-1709criticalsob ataqueransomwareCWE-288

Authentication bypass using an alternate path or channel

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA, tem exploit funcional público e 1 grupo(s) de ameaça a utilizam.

ssvc Actcvss 10epss 100%
da publicação à arma0 dias
Publicada no NVD21 de fev.
1ª PoC21 de fev.
metasploit19 de fev.
CISA KEV+1d
probabilidade de exploração
100%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
1 grupo(s)12 exploit(s) público(s)
Quem explora1

Grupos conhecidos por explorar esta vulnerabilidade (atribuição MITRE ATT&CK).

Ação exigida pela CISAprazo federal: 2024-02-29

Apply mitigations per vendor instructions or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Falha de bypass de autenticação no ScreenConnect (antigo ConnectWise Control) on-premises que permite a um atacante não autenticado alcançar funcionalidade equivalente à do assistente de configuração inicial do servidor, criando uma conta de administrador do zero. Com essa conta, o atacante sobe um plugin/extensão maliciosa e executa código arbitrário no processo do ScreenConnect.Service.exe, obtendo controle total do servidor — que, por natureza, já tem acesso remoto a todos os endpoints gerenciados por ele. É o tipo raro de CVSS 10.0 que corresponde à realidade: sem autenticação, sem interação do usuário, ataque de baixa complexidade, e com exploração massiva confirmada em produção dias após a divulgação.

Detalhamento técnico

A falha é classificada como CWE-288 (Authentication Bypass Using an Alternate Path or Channel): existe um caminho de acesso — associado à lógica de setup/configuração inicial do ScreenConnect — que permanece alcançável mesmo após a instalação já estar configurada, sem exigir credenciais. Um atacante que acessa esse caminho alternativo consegue executar ações reservadas ao fluxo de first-run, entre elas a criação de uma nova conta administrativa no servidor.

A partir da conta admin recém-criada, o encadeamento para execução de código é direto e documentado publicamente: o ScreenConnect permite que administradores instalem 'extensions' (plugins) no servidor. O atacante faz upload de uma extensão maliciosa contendo um payload, que é carregada e executada dentro do processo ScreenConnect.Service.exe — em Windows, com privilégios de SYSTEM, segundo demonstrações públicas do módulo Metasploit.

O atacante não precisa controlar nenhum parâmetro complexo de aplicação: o vetor é HTTP simples contra o servidor web do ScreenConnect, sem interação de usuário e sem necessidade de acesso prévio à rede interna — apenas alcançar a porta HTTP/HTTPS do serviço, tipicamente exposta na internet em instalações on-premise para permitir sessões remotas.

A ConnectWise corrigiu, na mesma atualização, uma segunda falha (path traversal) que exige privilégios elevados para ser explorada — essa é bem menos crítica e não deve ser confundida com o bypass de autenticação tratado aqui.

Como é explorada

Pré-requisito real: instância ScreenConnect self-hosted (on-premise) exposta na rede, rodando 23.9.7 ou anterior, com o serviço web acessível ao atacante — não há necessidade de conta, token ou configuração não padrão. Servidores hospedados na nuvem da própria ConnectWise (screenconnect.com/hostedrmm.com) já estavam protegidos antes da divulgação pública, segundo a fornecedora.

Na prática, a cadeia de exploração documentada (PoC pública da watchTowr e módulo Metasploit) é: (1) acionar o caminho de bypass para criar uma conta administrativa nova no servidor; (2) autenticar com essa conta; (3) fazer upload de uma extensão maliciosa que hospeda um payload; (4) a extensão é carregada pelo processo do serviço, entregando execução de comando ou shell. O próprio autor do módulo Metasploit descreveu o processo como direto o suficiente para automação completa, e pesquisadores classificaram publicamente a exploração como 'trivial e embaraçosamente fácil'.

Exploração ativa foi confirmada pela ConnectWise dias após a divulgação (fevereiro de 2024), inicialmente negada e depois admitida após relatos de contas comprometidas; a companhia chegou a publicar IPs usados por atacantes. A Huntress documentou instalação de beacons Cobalt Strike e até a instalação de um segundo cliente ScreenConnect na própria máquina comprometida como mecanismo de persistência, além de relatar visibilidade sobre milhares de servidores vulneráveis expostos (números públicos variam entre ~1.600 via telemetria da Huntress e ~7.600–8.800 via Shodan/Censys logo após a divulgação).

Versões

Afetadas
ConnectWise ScreenConnect (on-premise/self-hosted) versão 23.9.7 e anteriores. Instâncias em nuvem operadas diretamente pela ConnectWise (screenconnect.com e hostedrmm.com) foram protegidas pelo fornecedor antes da divulgação pública.
Corrigidas em
ScreenConnect 23.9.8 (e versões posteriores).

Como se proteger

A correção do fornecedor é a atualização para ScreenConnect 23.9.8 ou versão posterior — não há flag de configuração, WAF rule oficial ou desativação de módulo que substitua o patch, porque a falha está no próprio fluxo de autenticação/setup da aplicação, não em uma feature opcional. Instâncias hospedadas na nuvem oficial da ConnectWise já estavam protegidas antes da divulgação, segundo a fornecedora; o risco recai inteiramente sobre instalações self-hosted (on-premise).

Se a atualização imediata não for possível, o controle compensatório real é isolar o servidor: remover a exposição direta à internet (colocar detrás de VPN ou allowlist de IPs), já que o vetor exige apenas alcançar a porta web do serviço. Isso reduz a superfície mas não elimina o risco para quem já tem acesso à rede interna — não é substituto do patch.

Após comprometimento suspeito, atualizar a versão não desfaz uma exploração já ocorrida: contas administrativas criadas indevidamente, extensões instaladas e clientes ScreenConnect adicionais precisam ser auditados e removidos manualmente, e credenciais de todos os usuários administrativos devem ser rotacionadas. Assumir que 'só atualizar' resolve um ambiente já comprometido é o erro mais comum reportado nos primeiros dias do incidente.

Como detectar

Sinais reportados por pesquisadores durante a exploração ativa incluem: contas de usuário administrativas criadas sem correspondência a uma ação legítima de onboarding; extensões/plugins instalados no servidor que não foram provisionados pela equipe (o Metasploit chega a removê-los após uso, então ausência de extensão não indica ausência de comprometimento); tráfego de saída consistente com beacons Cobalt Strike a partir do host ScreenConnect; e a presença de um segundo cliente ScreenConnect instalado na própria máquina do servidor como mecanismo de persistência. A ConnectWise divulgou IPs específicos usados por atacantes nos primeiros dias da campanha, úteis como IOC pontual mas de vida curta.

Não há uma assinatura única e confiável de rede para a exploração em si, porque o vetor abusa de um caminho legítimo da aplicação (não uma injeção com payload distintivo); a detecção depende mais de auditoria de contas/extensões no próprio ScreenConnect e de monitoramento de comportamento pós-exploração do que de inspeção de payload na borda.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
ConnectWise ScreenConnect 23.9.7 and prior are affected by an Authentication Bypass Using an Alternate Path or Channel vulnerability, which may allow an attacker direct access to confidential information or critical systems.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:C/C:H/I:H/A:H
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