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CVE-2025-26399criticalsob ataqueransomwareCWE-502

SolarWinds Web Help Desk Deserialization of Untrusted Data Privilege Escalation Vulnerability

100Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 9.8epss 88%
da publicação à arma0 dias
Publicada no NVD23 de set.
1ª PoC23 de set.
CISA KEV+167d
probabilidade de exploração
88%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
1 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2026-03-12

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

CVE-2025-26399 é uma falha de deserialização não autenticada no componente AjaxProxy do SolarWinds Web Help Desk (WHD), que permite execução remota de comandos no host sem qualquer credencial. É o terceiro bypass da mesma cadeia de patches: CVE-2024-28986 foi corrigida por CVE-2024-28988, que foi contornada por esta CVE — ou seja, o fornecedor tentou fechar o mesmo buraco três vezes. Está no catálogo KEV da CISA com evidência de exploração ativa em campanhas que comprometeram ambientes corporativos completos a partir de instâncias WHD expostas à internet.

Detalhamento técnico

A falha reside no AjaxProxy do WHD, um componente que processa requisições e desserializa objetos Java recebidos do cliente sem validação adequada de tipo ou origem — um CWE-502 (Deserialization of Untrusted Data) clássico. O atacante controla o payload serializado enviado ao endpoint, e a desserialização insegura permite instanciar objetos que, encadeados via gadgets disponíveis no classpath da aplicação, resultam em execução arbitrária de comandos no contexto do processo WHD.

O histórico da falha é o dado mais relevante para quem já aplicou patches anteriores: CVE-2024-28986 foi a vulnerabilidade original no AjaxProxy; a correção da SolarWinds foi insuficiente e CVE-2024-28988 documentou o primeiro bypass; a correção dessa segunda rodada também não fechou todos os caminhos de desserialização, e CVE-2025-26399 é o resultado. Isso indica que o problema estrutural — uso de desserialização Java insegura em um endpoint acessível sem autenticação — não foi eliminado nas duas tentativas anteriores, apenas os vetores específicos então conhecidos.

O advisory da SolarWinds lista o vetor como CVSS:3.0/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H (a entrada de referência usa notação 3.1 com os mesmos componentes), refletindo rede como vetor de ataque, baixa complexidade, sem privilégio nem interação do usuário, e impacto total em confidencialidade, integridade e disponibilidade — coerente com RCE não autenticado.

Como é explorada

O vetor é rede direta contra o endpoint AjaxProxy do WHD, sem necessidade de autenticação, conta válida ou configuração não padrão — qualquer instância exposta à internet com a versão vulnerável é alvo potencial. A complexidade de exploração é baixa (AC:L) e não exige interação do usuário, o que explica o CVSS 9.8 e o EPSS elevado (0.88).

A Microsoft documentou intrusões multi-estágio observadas em dezembro de 2025 contra instâncias WHD expostas: exploração resultou em RCE não autenticado, seguido de PowerShell abusando de BITS para baixar e executar payloads, instalação de um agente RMM (Zoho ManageEngine) para controle interativo, enumeração de contas de domínio incluindo Domain Admins, persistência via reverse SSH/RDP, uma técnica notável de esconder acesso SSH dentro de uma VM QEMU lançada como tarefa agendada no boot, DLL sideloading via wab.exe carregando uma sspicli.dll maliciosa para acesso a LSASS, e em pelo menos um caso escalada até DCSync contra um controlador de domínio.

Importante: a própria Microsoft afirma não conseguir confirmar com certeza se essas intrusões usaram CVE-2025-26399 ou as vulnerabilidades mais recentes divulgadas em 28/01/2026 (CVE-2025-40551 e CVE-2025-40536), porque as máquinas comprometidas estavam vulneráveis a ambos os conjuntos simultaneamente. Trate a atribuição exata do vetor de entrada com essa ressalva — o padrão pós-exploração (RMM, QEMU, DCSync) é o dado mais confiável da campanha, não o CVE de entrada específico.

Versões

Afetadas
SolarWinds Web Help Desk 12.8.7 e todas as versões anteriores.
Corrigidas em
SolarWinds Web Help Desk 12.8.7 Hotfix 1 (WHD 12.8.7 HF1).

Como se proteger

Atualizar para WHD 12.8.7 Hotfix 1, que substitui whd-core.jar, whd-web.jar e adiciona HikariCP.jar, além de remover c3p0.jar do diretório de libs — a SolarWinds trata isso como correção completa da cadeia de bypass do AjaxProxy. Quem já está em 12.8.7 sem o hotfix permanece vulnerável; a nota do fornecedor exige aplicar o hotfix mesmo sobre instalações recentes de 12.8.7.

Se a atualização imediata não for viável, o paliativo real é reduzir a exposição: remover o acesso público a caminhos administrativos e ao endpoint AjaxProxy, restringindo-o à rede interna ou VPN, e aumentar o logging sobre esse componente — recomendação explícita da Microsoft dado que instâncias internet-facing foram o vetor de comprometimento observado. Isso não corrige a falha, apenas reduz a superfície de ataque enquanto o patch não é aplicado.

Dado o histórico de três bypasses sucessivos no mesmo componente, não trate patches anteriores (CVE-2024-28986/CVE-2024-28988) como garantia de que o AjaxProxy está seguro — a lição da própria cadeia é que a superfície de desserialização exigiu mais de uma rodada de correção. Após qualquer suspeita de comprometimento, o guia da Microsoft recomenda também localizar e remover artefatos de RMM não autorizado (por exemplo, ToolsIQ.exe) instalados após exploração, e rotacionar credenciais de contas de serviço e administrativas alcançáveis pelo WHD.

Como detectar

Não há assinatura pública de exploração publicada nas fontes revisadas; a Microsoft recomenda monitorar o WHD para processos anômalos derivados do processo da aplicação, especialmente spawn de PowerShell usando BITS para download e execução de payloads — esse foi o padrão pós-exploração observado nas intrusões de dezembro de 2025. Outros sinais de comprometimento pós-exploração incluem instalação inesperada de componentes Zoho ManageEngine RMM, tarefas agendadas suspeitas executando binários QEMU sob a conta SYSTEM no boot (nome observado em campo: "TPMProfiler"), carregamento de sspicli.dll via wab.exe fora do padrão esperado, e atividade de DCSync partindo do host de acesso original.

Como a própria Microsoft não conseguiu atribuir com certeza as intrusões observadas a esta CVE especificamente — versus CVE-2025-40551/CVE-2025-40536 — não existe indicador de rede confiável e específico para exploração desta falha isoladamente; o aumento de logging sobre o AjaxProxy, recomendado pelo fornecedor e pela Microsoft, é o caminho mais direto para detectar tentativas de desserialização anômala nesse endpoint.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
SolarWinds Web Help Desk was found to be susceptible to an unauthenticated AjaxProxy deserialization remote code execution vulnerability that, if exploited, would allow an attacker to run commands on the host machine. This vulnerability is a patch bypass of CVE-2024-28988, which in turn is a patch bypass of CVE-2024-28986.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
PoCs públicas encontradas1
githubgithub.com/rxerium/CVE-2025-263992
⚠ Recursos públicos, para você avaliar a exposição de sistemas que controla ou está autorizado a testar. Teste apenas com autorização.