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CVE-2025-31201criticalsob ataqueCWE-1220

CVE-2025-31201

63Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA.

ssvc Actcvss 9.8epss 15%
da publicação à arma
Publicada no NVD16 de abr.
CISA KEV+1d
probabilidade de exploração
15%top 4% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2025-05-08

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

CVE-2025-31201 é uma falha no componente RPAC (Pointer Authentication) da Apple que permite a um atacante que já possua capacidade de leitura e escrita arbitrária de memória contornar a verificação criptográfica de ponteiros do ARM64e. Não é uma vulnerabilidade explorável isoladamente: é o elo que transforma um bug de corrupção de memória em execução de código confiável, pulando uma das principais mitigações de exploração do hardware Apple. A Apple confirma que foi usada em um ataque 'extremamente sofisticado' contra indivíduos específicos — padrão típico de spyware comercial/estatal, não de campanhas em massa — e o item está no catálogo KEV da CISA com exploração ativa confirmada.

Detalhamento técnico

A Apple descreve a correção apenas como 'remoção do código vulnerável' em RPAC, sem detalhar o mecanismo interno nem atribuir um CWE. Pointer Authentication Codes (PAC) é um recurso de hardware do ARM64e que assina criptograficamente ponteiros (endereços de retorno, ponteiros de dados/função) para impedir que um atacante com controle de memória construa cadeias ROP/JOP válidas. A falha em RPAC permitia contornar essa assinatura, dado um pré-requisito explícito na própria descrição do fornecedor: o atacante precisa já ter 'arbitrary read and write capability' — ou seja, precisa de outra primitiva de memória corrompida como ponto de partida.

Isso classifica CVE-2025-31201 como uma peça de cadeia de exploração, não como vetor de entrada. A gravidade do CVSS 9.8 (AV:N/AC:L/PR:N/UI:N) reflete a falha isolada assumindo que a primitiva de leitura/escrita já existe — ela não descreve um ataque de rede direto e independente.

Existe uma reconstrução técnica publicada por um pesquisador (Joseph Goydish II, via Full Disclosure e repositório no GitHub) associando esta CVE a uma cadeia zero-click via iMessage: um payload AAC malformado corrompendo o CoreAudio (CVE-2025-31200, creditado pela Apple a 'Apple and Google Threat Analysis Group') forneceria a primitiva de memória, e estatísticas AMPDU malformadas no stack IO80211/BCMWLAN (tipos 'kAMPDUStat_' 13/14 não tratados) seriam o gatilho para o bypass de PAC. Essa reconstrução não foi confirmada pela Apple nem por análise técnica independente publicada — trata-se de alegação de um único autor, com narrativa de descoberta e supressão que contradiz o próprio crédito oficial da Apple (que atribui a descoberta de CVE-2025-31200 ao Google TAG e de CVE-2025-31201 à própria Apple, sem menção a esse pesquisador). Deve ser lida como hipótese não verificada, não como fato estabelecido.

Como é explorada

O vetor real depende de uma cadeia: primeiro é preciso uma vulnerabilidade de corrupção de memória que dê ao atacante leitura/escrita arbitrária (o candidato mais citado é CVE-2025-31200, no decodificador AAC do CoreAudio, corrigido no mesmo conjunto de atualizações); só então o bypass de PAC em RPAC entra em jogo para transformar esse controle de memória em execução de código confiável no contexto protegido por PAC. Isoladamente, CVE-2025-31201 não gera comprometimento — ela remove uma barreira que dificultaria a exploração de outra falha.

A Apple afirma estar ciente de um relato de exploração 'extremamente sofisticada contra indivíduos específicos' em iOS, o que é linguagem consistente com spyware mercenário direcionado a jornalistas, ativistas ou dissidentes, e não com ataques automatizados de massa. A presença no catálogo KEV da CISA confirma exploração real, mas nem a Apple nem a CISA publicaram detalhes técnicos do exploit usado in-the-wild.

Alegações adicionais e mais extensas — roubo de chaves do Secure Enclave, forjadura de sessões de identidade via identityservicesd, exfiltração de carteiras de criptomoeda, propagação 'wormable' via MultipeerConnectivity — aparecem apenas nas publicações do pesquisador citado acima, sem corroboração independente. Não há confirmação pública de que a exploração observada pela Apple/Google TAG tenha atingido esse escopo; trate essas alegações com ceticismo até validação por terceiros.

Versões

Afetadas
Apple não publicou faixa numérica de builds afetados; a correção foi aplicada a iOS/iPadOS, macOS Sequoia, tvOS e visionOS nas versões imediatamente anteriores às listadas como corrigidas. Uma fonte de terceiros (relato de pesquisador, não confirmado pela Apple) cita iOS/iPadOS 18.0 a 18.4 como afetados — trate como não oficial.
Corrigidas em
iOS 18.4.1, iPadOS 18.4.1, macOS Sequoia 15.4.1, tvOS 18.4.1, visionOS 2.4.1.

Como se proteger

A correção é atualizar para iOS 18.4.1 / iPadOS 18.4.1, macOS Sequoia 15.4.1, tvOS 18.4.1 ou visionOS 2.4.1. A Apple não publicou flag, configuração ou controle compensatório para esta falha — a correção consistiu em remover o código vulnerável em RPAC, o que só é alcançável via atualização de sistema; não há mitigação parcial documentada.

Como a exploração relatada segue padrão de spyware direcionado, o Modo de Isolamento (Lockdown Mode) da Apple é uma medida geral de redução de superfície de ataque para usuários de alto risco — reduz o processamento automático de anexos e conteúdo de mensagens recebidas de contatos desconhecidos — mas não corrige a vulnerabilidade nem substitui a atualização; é controle compensatório, não patch.

Não funciona como mitigação: restringir apenas o app Mensagens/iMessage a nível de configuração de privacidade, já que a falha reside no framework de mídia (CoreAudio) e no subsistema de kernel/PAC, exigindo atualização do sistema operacional completo.

Como detectar

Não há assinatura pública de detecção confirmada por Apple, Google TAG ou CISA para esta CVE isoladamente. A CISA a lista no KEV por exploração ativa, mas sem publicar indicadores de comprometimento. O único conjunto de 'evidências' com entradas de log detalhadas (mensagens de identityservicesd, AudioConverterService com inMagicCookie=0x0, e IO80211ControllerMonitor::setAMPDUstat reportando tipos 13/14 não tratados) vem de uma fonte não verificada e auto-publicada, sem validação forense independente — não deve ser tratado como IOC confiável sem confirmação adicional.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
This issue was addressed by removing the vulnerable code. This issue is fixed in iOS 18.4.1 and iPadOS 18.4.1, macOS Sequoia 15.4.1, tvOS 18.4.1, visionOS 2.4.1. An attacker with arbitrary read and write capability may be able to bypass Pointer Authentication. Apple is aware of a report that this issue may have been exploited in an extremely sophisticated attack against specific targeted individuals on iOS.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H