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CVE-2025-4008highsob ataqueCWE-306CWE-77

Arbitrary Command Injection in Smartbedded MeteoBridge

88Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 8.7epss 95%
da publicação à arma
Publicada no NVD21 de mai.
CISA KEV+134d
probabilidade de exploração
95%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2025-10-23

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

O Meteobridge, dispositivo que conecta estações meteorológicas domésticas a redes como Weather Underground, tem um endpoint CGI (template.cgi) vulnerável a command injection que pode ser explorado sem autenticação, resultando em execução de comandos como root. A gravidade real depende de exposição à internet: o próprio fabricante afirma que o produto não deveria estar acessível publicamente, mas o pesquisador que descobriu a falha encontrou entre 70 e 130 dispositivos expostos no Shodan em determinado momento — pequeno em número absoluto, mas suficiente para exploração em massa automatizada, o que já ocorre segundo o KEV da CISA.

Detalhamento técnico

A falha está em /cgi-bin/template.cgi, um script CGI escrito em shell que faz parte da interface web do Meteobridge (que mistura shell scripts e C). O script usa a variável QUERY_STRING — controlada inteiramente pelo atacante via parâmetros GET — e a passa, sem sanitização, para uma chamada eval dentro do shell. Isso é injeção de comando clássica (CWE-77): qualquer metacaractere de shell no parâmetro templatefile é interpretado e executado pelo interpretador, não apenas tratado como dado.

O parâmetro identificado pelo pesquisador é templatefile, injetável na forma templatefile=$(comando). Como o eval roda no contexto do processo CGI, que herda privilégios elevados no firmware embarcado, o comando injetado executa como root — não há isolamento de privilégio entre o processo web e o sistema operacional do dispositivo.

Há um segundo problema, catalogado como CWE-306 (ausência de autenticação em função crítica), que é o que transforma a falha em 'não autenticada' apesar de o painel principal exigir login. O servidor uhttpd aplica autenticação básica com credenciais do Meteobridge apenas aos diretórios /cgi-bin, /exports, /charts e /backup, conforme configurado em /etc/httpd.conf. O mesmo script template.cgi, porém, também está acessível através do diretório /public, que não tem nenhuma proteção configurada — efetivamente um bypass de autenticação por duplicação de rota.

Como é explorada

A exploração é uma requisição GET simples para /public/template.cgi?templatefile=$(comando), sem necessidade de autenticação, token CSRF ou header customizado. Isso torna o ataque viável não só por acesso direto à rede do dispositivo, mas também via CSRF-like: o pesquisador demonstrou que basta induzir a vítima a carregar uma página com uma tag cujo src apunte para a URL de exploração — o navegador da vítima, estando na mesma rede do Meteobridge, dispara a requisição automaticamente.

O CVSS oficial marca o vetor de ataque como Adjacent (AV:A), refletindo a expectativa de que o dispositivo opere em rede local. Na prática, isso é a pré-condição mais importante da falha: ela exige que o atacante tenha acesso à rede onde o Meteobridge está (diretamente, via VPN, comprometimento lateral, ou via o vetor de imagem maliciosa explorando o navegador da vítima como pivô). Dispositivos expostos diretamente à internet — via port-forwarding ou acesso remoto configurado no roteador — eliminam até essa barreira.

A presença no catálogo KEV da CISA (adicionado em outubro de 2025) confirma exploração ativa in-the-wild, e a existência de template Nuclei sugere automação de varredura e explotação em escala, comum para dispositivos IoT/embarcados expostos.

Versões

Afetadas
Firmware Meteobridge versão <= 6.1
Corrigidas em
Versão 6.2, lançada em 13 de maio de 2025

Como se proteger

A correção do fornecedor é a versão 6.2, lançada em 13 de maio de 2025. Para dispositivos dentro do programa de atualização (primeiros dois anos após compra de licença, licença de atualização válida, ou hardware PRO/PRO2/NANO), basta selecionar 'newest on boot' em System → Administration e reiniciar. Para dispositivos fora do suporte de atualização, o fabricante orienta reiniciar com qualquer opção de versão diferente de 'use installed version' para aplicar o fix.

O controle compensatório mais eficaz, reiterado pelo próprio fabricante no advisory, é nunca expor o Meteobridge diretamente à internet — nem via port-forwarding no roteador nem via acesso remoto configurado. Isso não corrige a vulnerabilidade em si, mas elimina a pré-condição de rede que a maioria dos cenários de exploração exige (AV:A). Não confiar apenas nisso, porém: o vetor de imagem maliciosa mostra que dispositivos em LAN ainda são atingíveis através do navegador de um usuário interno, então isolar a interface de administração por segmentação de rede ou VLAN dedicada é mais robusto do que apenas fechar portas no roteador de borda.

Como detectar

Requisições GET para /public/template.cgi ou /cgi-bin/template.cgi contendo o parâmetro templatefile com caracteres de substituição de shell (como $( ) ou backticks) em logs de acesso do uhttpd são o indicador mais direto de tentativa de exploração. Como a via de ataque via /public/ não exige autenticação, qualquer acesso a esse caminho com parâmetros incomuns no query string merece investigação — em operação normal, esse endpoint não deveria receber tráfego externo à interface administrativa legítima.

Não há indicação nas fontes de assinatura de exploração pós-comprometimento (o que o atacante faz depois de obter root não foi documentado publicamente), então a defesa depende primariamente de detecção no próprio padrão de requisição HTTP e de monitorar dispositivos expostos via Shodan/Censys para a porta de administração do Meteobridge.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
The Meteobridge web interface let meteobridge administrator manage their weather station data collection and administer their meteobridge system through a web application written in CGI shell scripts and C. This web interface exposes an endpoint that is vulnerable to command injection. Remote unauthenticated attackers can gain arbitrary command execution with elevated privileges ( root ) on affected devices.
CVSS:4.0/AV:A/AC:L/AT:N/PR:N/UI:N/VC:H/VI:H/VA:H/SC:N/SI:N/SA:N