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CVE-2025-43529highsob ataqueCWE-416

CVE-2025-43529

76Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 8.8epss 8.6%
da publicação à arma19 dias
Publicada no NVD17 de dez.
1ª PoC+19d
CISA KEV15 de dez.
probabilidade de exploração
8.6%top 5% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
12 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2026-01-05

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Use-after-free no WebKit (motor de renderização usado pelo Safari e por todos os apps que exibem conteúdo web em iOS, iPadOS, macOS, tvOS, visionOS e watchOS) que permite execução arbitrária de código ao processar conteúdo web malicioso. A Apple confirma exploração real em um ataque descrito como 'extremamente sofisticado' contra indivíduos específicos, em versões de iOS anteriores à 26 — não é uma falha genérica de massa, mas está na cadeia usada por spyware comercial/estatal contra alvos de alto perfil.

Detalhamento técnico

A falha é um use-after-free (CWE-416) no WebKit, reportada via WebKit Bugzilla #302502. O padrão típico dessa classe de bug: um objeto do DOM ou uma estrutura interna do motor de layout/JS é liberado da memória enquanto uma referência a ele ainda está em uso em outro ponto do código de renderização, permitindo que um atacante controle o conteúdo realocado nesse espaço de memória e sequestre o fluxo de execução. A Apple não detalhou o componente exato dentro do WebKit (parser, engine de JS, layout ou media), apenas que a correção foi 'melhoria no gerenciamento de memória'.

O atacante controla o conteúdo da página web (HTML/CSS/JS ou mídia embutida) processado pelo WebKit — o vetor de entrada é qualquer superfície que renderize conteúdo web arbitrário: Safari, WebViews de apps de terceiros, Mail (que renderiza HTML), Messages com preview de links, etc.

Essa CVE está vinculada à CVE-2025-14174, emitida em resposta ao mesmo relatório de exploração: a Apple descreve a 43529 como use-after-free e a 14174 como um problema de corrupção de memória por validação, ambas atribuídas ao Google Threat Analysis Group e tratadas como partes da mesma cadeia de exploração observada em campo.

Como é explorada

O vetor é conteúdo web malicioso processado pelo WebKit — na prática, a vítima precisa abrir uma URL ou visualizar conteúdo (documento, link, preview) que aciona o motor de renderização. O CVSS vetor AV:N/AC:L/PR:N/UI:R confirma: ataque remoto pela rede, sem privilégios, mas com interação do usuário necessária (abrir o link/página), o que é consistente com ataques de engenharia social direcionada ou entrega via one-click/zero-click em canais como iMessage.

A Apple afirma que a exploração observada foi 'extremamente sofisticada' e voltada a 'indivíduos específicos alvo' — linguagem que a empresa reserva para campanhas de spyware mercenário (perfil semelhante a casos anteriores documentados contra jornalistas, ativistas e diplomatas), não para exploração oportunista em massa. A exploração confirmada ocorreu em versões de iOS anteriores à iOS 26, e a CVE está no catálogo KEV da CISA, o que obriga órgãos federais dos EUA a aplicar a correção dentro do prazo definido pela agência.

O resultado final, segundo a Apple, é execução arbitrária de código no contexto do processo que renderiza o conteúdo web — normalmente o primeiro estágio de uma cadeia de exploração maior (sandbox escape + elevação de privilégio) usada para implantar spyware persistente, já que WebKit roda sandboxed.

Versões

Afetadas
WebKit anterior à correção presente no Safari 26.2; iOS e iPadOS anteriores a 18.7.3 (dispositivos no ramo legado) e anteriores a 26.2 (dispositivos no ramo atual); macOS anterior a Tahoe 26.2; tvOS anterior a 26.2; visionOS anterior a 26.2; watchOS anterior a 26.2. A exploração ativa confirmada pela Apple ocorreu especificamente em versões de iOS anteriores à iOS 26.
Corrigidas em
Safari 26.2; iOS 18.7.3 e iPadOS 18.7.3; iOS 26.2 e iPadOS 26.2; macOS Tahoe 26.2; tvOS 26.2; visionOS 26.2; watchOS 26.2 — todas lançadas em 12/12/2025.

Como se proteger

Atualizar para as versões corrigidas: Safari 26.2, iOS 18.7.3/iPadOS 18.7.3 (ramo legado), iOS 26.2/iPadOS 26.2, macOS Tahoe 26.2, tvOS 26.2, visionOS 26.2, watchOS 26.2, todas lançadas em 12/12/2025. Não há patch parcial ou flag de configuração que neutralize especificamente essa CVE sem atualizar o WebKit.

Para quem não pode atualizar imediatamente e tem perfil de risco elevado (jornalistas, ativistas, dissidentes, executivos-alvo), o Lockdown Mode da Apple (disponível em iOS/iPadOS/macOS) reduz a superfície de ataque do WebKit ao desabilitar tecnologias web complexas (certas APIs de JS, fontes web, pré-visualização de links, tipos de anexo), mas isso degrada funcionalidade de navegação e não é substituto da atualização — é um paliativo para cenários de ameaça elevada, não um controle de uso geral.

Mito a descartar: como o vetor é WebKit, restringir apenas o app Safari não mitiga — qualquer app com WebView embutido (navegadores de terceiros no iOS, que são obrigados a usar WebKit, apps de mensageria com preview, leitores de e-mail) herda a mesma vulnerabilidade até a atualização do sistema.

Como detectar

Não há assinatura de rede ou padrão de log confiável divulgado publicamente para essa CVE — a exploração foi identificada pelo Google Threat Analysis Group através de investigação de campanha direcionada, não por telemetria genérica de endpoint. Indicadores de comprometimento associados a essa campanha específica de spyware não foram publicados nos advisories da Apple; organizações que atendem population de risco alto (defesa de direitos humanos, jornalismo, diplomacia) devem monitorar por meio de ferramentas forenses móveis dedicadas (análise de backup/sysdiagnose) em vez de depender de logs padrão do dispositivo.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
A use-after-free issue was addressed with improved memory management. This issue is fixed in Safari 26.2, iOS 18.7.3 and iPadOS 18.7.3, iOS 26.2 and iPadOS 26.2, macOS Tahoe 26.2, tvOS 26.2, visionOS 26.2, watchOS 26.2. Processing maliciously crafted web content may lead to arbitrary code execution. Apple is aware of a report that this issue may have been exploited in an extremely sophisticated attack against specific targeted individuals on versions of iOS before iOS 26. CVE-2025-14174 was also issued in response to this report.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
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