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CVE-2025-54309criticalsob ataqueCWE-420

CVE-2025-54309

100Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 9epss 92%
da publicação à arma8 dias
Publicada no NVD18 de jul.
1ª PoC+8d
CISA KEV+4d
probabilidade de exploração
92%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
14 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2025-08-12

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Vulnerabilidade crítica no CrushFTP que permite a um atacante remoto, sem autenticação prévia, obter acesso de administrador via a interface web HTTPS do produto. A falha foi explorada como zero-day a partir de 17-18 de julho de 2025, antes da publicação de qualquer patch público, e está no catálogo KEV da CISA com prazo de remediação de 12/08/2025.

Detalhamento técnico

A CVE-2025-54309 é classificada pela CISA como CWE-420 (Unprotected Alternate Channel). O problema está ligado à validação do protocolo AS2 dentro do handler HTTP(S) do CrushFTP. Segundo o CEO da CrushFTP, Ben Spink, uma correção anterior — feita para outro bug relacionado a AS2 em HTTP(S) — havia bloqueado por acaso essa mesma falha, sem que a equipe soubesse que os dois problemas estavam conectados. Uma mudança de código subsequente reabriu o caminho de exploração original.

O mecanismo exato de bypass não foi detalhado publicamente pelo fornecedor nem pelas fontes analisadas, mas o resultado documentado é a criação ou modificação indevida da conta interna "default" do CrushFTP, elevando-a a privilégios administrativos. Isso indica que a rota AS2 é usada como canal alternativo para manipular estado de autenticação/autorização sem passar pelo fluxo normal de login administrativo — daí a classificação como "unprotected alternate channel".

O vetor de ataque é HTTP(S), ou seja, a mesma porta usada pela interface web comum do produto. A exploração não depende de o recurso DMZ proxy estar habilitado; pelo contrário, o problema ocorre justamente quando o DMZ proxy NÃO é usado, conforme a descrição oficial.

Como é explorada

O ataque ocorre pela interface web HTTP(S) do CrushFTP, sem necessidade de credenciais válidas (PR:N no vetor CVSS), embora o AC:H sugira que reproduzir a condição exigiu engenharia reversa do código do fornecedor — não é uma falha trivialmente óbvia a partir da descrição. A CrushFTP afirma que atacantes reverse-engenheraram uma alteração de código relacionada a AS2 e, a partir dela, deduziram como acionar o bug antigo que havia sido bloqueado por acidente.

CrushFTP detectou exploração ativa em massa a partir das 9h (CST) de 18 de julho de 2025, com indícios de que a campanha pode ter começado um dia antes, durante a madrugada, quando administradores normalmente não monitoram os sistemas. O resultado da exploração é acesso administrativo completo ao painel do CrushFTP, tipicamente via manipulação da conta interna "default" (alteração do campo last_logins, criação de contas admin com identificadores longos e aleatórios como 7a0d26089ac528941bf8cb998d97f408m). Após obter esse acesso, os atacantes reutilizaram scripts de campanhas anteriores para implantar ferramentas adicionais no servidor comprometido.

Instâncias configuradas com o recurso DMZ proxy da CrushFTP na frente do servidor principal não seriam afetadas, segundo o fornecedor — mas essa é uma afirmação do vendor, não confirmada de forma independente. A Rapid7 alerta explicitamente contra depender do DMZ como controle de mitigação suficiente, por não haver validação independente de que ele bloqueia o vetor de forma consistente.

Versões

Afetadas
CrushFTP 10 anterior a 10.8.5 (todas as builds abaixo de 10.8.5, ex.: 10.8.4, 10.8.3 etc.) e CrushFTP 11 anterior a 11.3.4_23, em todas as plataformas.
Corrigidas em
CrushFTP 10.8.5 e superiores (patch mais recente reportado: 10.8.5_12); CrushFTP 11.3.4_23 e superiores — o fornecedor recomenda 11.3.5 ou mais recente para simplificar o controle de versão (patch mais recente reportado: 11.3.4_26).

Como se proteger

A correção definitiva é atualizar para CrushFTP 10.8.5 (ramo 10.x) ou 11.3.4_23 (ramo 11.x); o fornecedor recomenda ir direto para 11.3.5+ para simplificar o controle de versão, já que qualquer build 11.3.5 ou posterior está fora do intervalo vulnerável. Nas horas seguintes à divulgação, as versões mais recentes disponíveis eram 11.3.4_26 e 10.8.5_12. Aplicar o patch deve ser tratado como emergência, sem esperar ciclo normal de manutenção — há exploração ativa confirmada e o item está no KEV da CISA.

Se a atualização imediata não for possível, o fornecedor recomenda: restringir IPs que podem acessar a administração, usar whitelist de IPs para acesso ao servidor, e habilitar atualizações automáticas. Usar uma instância DMZ do CrushFTP na frente do servidor principal é apontado pelo fornecedor como barreira eficaz, mas a Rapid7 recomenda não confiar nisso como controle único — trate como mitigação parcial, não substituta do patch.

Para ambientes que suspeitam de comprometimento: restaurar a conta "default" a partir de um backup anterior a 16 de julho de 2025 (localizado em CrushFTP/backup/users/MainUsers/default, arquivo zip que exige 7-Zip/WinRAR/macOS/WinZip para extração — o unzip nativo do Windows não funciona), revisar logs de upload/download por atividade anormal, e usar a função de validação de hash MD5 na aba "About" do produto para detectar código malicioso injetado, já que os atacantes chegaram a falsificar o número de versão exibido para dar falsa sensação de segurança.

Como detectar

Indicadores de comprometimento documentados pelo fornecedor: modificações inesperadas em MainUsers/default/user.XML, especialmente edições recentes ou um campo last_logins alterado na conta interna "default"; a conta "default" aparecendo com acesso de administrador; nomes de usuário administrativos novos e não reconhecidos, frequentemente strings longas e aleatórias (ex.: 7a0d26089ac528941bf8cb998d97f408m); botões de administração aparecendo para usuários que antes eram comuns; e número de versão exibido de forma falsa/inconsistente (os atacantes manipularam esse campo para mascarar o comprometimento). O fornecedor recomenda comparar hashes MD5 pela função de validação na aba "About" para detectar arquivos de código adulterados, e revisar relatórios de upload/download por transferências anômalas no período próximo a 17-18 de julho de 2025.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
CrushFTP 10 before 10.8.5 and 11 before 11.3.4_23, when the DMZ proxy feature is not used, mishandles AS2 validation and consequently allows remote attackers to obtain admin access via HTTPS, as exploited in the wild in July 2025.
CVSS:3.1/AV:N/AC:H/PR:N/UI:N/S:C/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
CrushFTP · CrushFTP
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