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CVE-2025-55177mediumsob ataque

CVE-2025-55177

63Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 5.4epss 4.2%
da publicação à arma238 dias
Publicada no NVD29 de ago.
1ª PoC+238d
CISA KEV+4d
probabilidade de exploração
4.2%top 10% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
2 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2025-09-23

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Falha de autorização incompleta no mecanismo de sincronização de dispositivos vinculados do WhatsApp para iOS e macOS, que permitia a um usuário sem relação com a vítima forçar o processamento de conteúdo vindo de uma URL arbitrária no dispositivo dela. A Meta e a CISA confirmam exploração ativa, aparentemente combinada com uma falha de sistema operacional da Apple (CVE-2025-43300), em ataques direcionados a um conjunto reduzido e específico de alvos — não é uma campanha de massa.

Detalhamento técnico

O problema (CWE-863, autorização incorreta) está no fluxo de sincronização de mensagens entre dispositivos vinculados de uma mesma conta WhatsApp. O servidor/cliente não validava corretamente se a mensagem de sincronização de conteúdo tinha origem legítima e relacionada ao destinatário, permitindo que uma mensagem desse tipo, originada por um usuário não relacionado à conta alvo, fosse aceita e processada como se viesse de um dispositivo vinculado confiável.

O efeito prático é que o atacante conseguia fazer o cliente WhatsApp da vítima buscar e processar conteúdo de uma URL arbitrária controlada por ele, sem interação do usuário (UI:N no vetor CVSS) e sem exigir que o atacante tivesse qualquer vínculo social ou técnico prévio com a conta alvo além de um nível baixo de privilégio (PR:L) — plausivelmente apenas ser um usuário comum do WhatsApp capaz de disparar o fluxo de sincronização.

O CVSS 3.1 (5.4, AV:N/AC:L/PR:L/UI:N/S:U/C:L/I:L/A:N) reflete impacto moderado isolado: confidencialidade e integridade baixas, sem impacto em disponibilidade. Isoladamente essa CVE não entrega execução de código — ela entrega ao atacante a capacidade de fazer o dispositivo do alvo buscar e processar um recurso remoto escolhido por ele, o que é o pré-requisito perfeito para encadear uma segunda falha que processe esse conteúdo de forma insegura.

É exatamente esse encadeamento que a Meta descreve: em combinação com CVE-2025-43300 (falha de nível de sistema operacional em plataformas Apple), o conjunto formava uma cadeia capaz de comprometer o dispositivo sem interação do usuário — um zero-click. A Meta não detalha publicamente o mecanismo interno exato da sincronização nem o payload usado nos ataques observados.

Como é explorada

O vetor primário exige apenas rede (AV:N) e um nível baixo de privilégio da parte do atacante (PR:L) — não autenticação administrativa nem acesso à conta da vítima —, sem qualquer interação da vítima (UI:N). Isso é consistente com a descrição da Meta de que um 'usuário não relacionado' conseguia acionar o processamento da mensagem de sincronização contra um alvo escolhido, sugerindo abuso da infraestrutura de mensageria/sincronização do próprio WhatsApp e não de uma configuração incomum do cliente.

Sozinha, a falha entrega 'apenas' a capacidade de forçar o dispositivo da vítima a buscar/processar conteúdo de uma URL controlada pelo atacante — não é execução de código por si só. O valor real da falha, segundo a Meta, veio de encadeá-la com CVE-2025-43300, uma vulnerabilidade de nível de sistema operacional em plataformas Apple: a primeira entrega o gatilho remoto e sem interação, a segunda processa o conteúdo malicioso de forma insegura, resultando em comprometimento do dispositivo.

A Meta e a CISA confirmam que essa cadeia foi usada em ataques sofisticados contra usuários específicos e escolhidos — não há indício de exploração massiva ou automatizada contra a base geral de usuários. O CVSS traz o subvetor E:F (exploit code maturo/funcional) e RC:C (relatório confirmado), e a entrada no catálogo KEV da CISA (adicionada em 02/09/2025, prazo de mitigação 23/09/2025) corrobora exploração real documentada, ainda que direcionada.

Versões

Afetadas
WhatsApp for iOS anterior à v2.25.21.73; WhatsApp Business for iOS anterior à v2.25.21.78; WhatsApp for Mac anterior à v2.25.21.78.
Corrigidas em
WhatsApp for iOS v2.25.21.73; WhatsApp Business for iOS v2.25.21.78; WhatsApp for Mac v2.25.21.78.

Como se proteger

A correção é atualizar para as versões corrigidas pela Meta: WhatsApp para iOS a partir da v2.25.21.73, WhatsApp Business para iOS a partir da v2.25.21.78, e WhatsApp for Mac a partir da v2.25.21.78. Não há paliativo de configuração divulgado pela Meta — a falha está no lado servidor/protocolo de sincronização de dispositivos vinculados e não é algo que o usuário final possa desabilitar via ajuste de app.

Como o vetor de exploração real documentado depende do encadeamento com CVE-2025-43300 (falha de plataforma Apple), atualizar o WhatsApp sem também garantir o iOS/macOS totalmente corrigido (patch da Apple para CVE-2025-43300) deixa a cadeia potencialmente ainda viável em cenários semelhantes — trate as duas atualizações como par indissociável nesse caso específico.

Não há mitigação compensatória equivalente a uma correção completa: como o abuso ocorre no nível de sincronização entre dispositivos vinculados de contas legítimas, remover dispositivos vinculados suspeitos e revisar a lista de dispositivos conectados na conta é um controle de higiene razoável, mas não substitui a atualização do aplicativo.

Como detectar

Não há indicadores técnicos de log ou tráfego publicados pela Meta ou pela CISA para identificar tentativas de exploração desta falha especificamente — o mecanismo opera dentro do protocolo interno de sincronização entre dispositivos vinculados do WhatsApp, ao qual pesquisadores externos não têm visibilidade direta. Na ausência de telemetria pública, a única indicação prática de comprometimento é a revisão da lista de dispositivos vinculados na própria conta (Configurações > Dispositivos Conectados) em busca de sessões não reconhecidas, e a atenção a alertas de segurança que a própria Meta possa emitir para contas específicas identificadas como alvos.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
Incomplete authorization of linked device synchronization messages in WhatsApp for iOS prior to v2.25.21.73, WhatsApp Business for iOS v2.25.21.78, and WhatsApp for Mac v2.25.21.78 could have allowed an unrelated user to trigger processing of content from an arbitrary URL on a target’s device. We assess that this vulnerability, in combination with an OS-level vulnerability on Apple platforms (CVE-2025-43300), may have been exploited in a sophisticated attack against specific targeted users.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:L/UI:N/S:U/C:L/I:L/A:N/E:F/RL:O/RC:C
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