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CVE-2025-58034mediumsob ataqueCWE-78

CVE-2025-58034

90Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 6.7epss 56%
da publicação à arma1 dias
Publicada no NVD18 de nov.
1ª PoC+1d
metasploit14 de nov.
CISA KEV18 de nov.
probabilidade de exploração
56%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
3 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2025-11-25

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Vulnerabilidade de injeção de comandos OS (CWE-78) em múltiplos pontos da API e da CLI do FortiWeb, que permite a um atacante já autenticado executar comandos arbitrários no sistema subjacente ao dispositivo. O CVSS de 6.7 parece modesto, mas a Fortinet confirma exploração ativa e a CISA colocou a falha no KEV com prazo de correção de apenas 7 dias — sinal de que o requisito de autenticação não está impedindo ataques reais.

Detalhamento técnico

A falha é uma injeção de comando de sistema operacional (CWE-78): algum componente do FortiWeb constrói comandos de shell a partir de entrada fornecida via requisições HTTP à API de administração ou via comandos digitados na CLI, sem neutralizar corretamente caracteres especiais de shell. O resultado é execução de comandos arbitrários no sistema operacional subjacente ao appliance, fora do contexto normal de gestão da aplicação.

O advisory da Fortinet fala em 'Multiple OS command injection in API and CLI' — plural —, indicando que não é um único ponto de injeção, e sim mais de um caminho de código vulnerável, tanto na interface de API quanto na interface de linha de comando. A Fortinet não detalhou publicamente quais endpoints de API ou quais comandos de CLI específicos são o vetor, então não há confirmação de qual parâmetro exato é o gatilho — qualquer afirmação nesse nível seria especulação.

O vetor de ataque (AV:N) é de rede, mas o vetor de privilégio (PR:H) exige privilégios altos: o atacante precisa já estar autenticado com um nível de acesso elevado no FortiWeb (não é uma falha pré-autenticação). AC:L indica que, uma vez com esse acesso, a exploração é trivial, sem passos adicionais de engenharia. O impacto é total (C:H/I:H/A:H): comprometimento completo de confidencialidade, integridade e disponibilidade do sistema.

FortAppSec Cloud, produto SaaS da Fortinet, foi explicitamente declarado como não afetado pela vulnerabilidade.

Como é explorada

O pré-requisito central é acesso autenticado com privilégios elevados ao FortiWeb — via painel de administração (HTTP/HTTPS) ou via CLI. Isso reduz drasticamente a superfície de ataque direta pela internet: um atacante sem credenciais administrativas não consegue disparar a falha isoladamente. Na prática, o risco real surge em combinação com outras técnicas — credenciais administrativas vazadas, reuso de senha, exploração prévia de outra falha de autenticação, ou acesso interno indevido — que entreguem esse nível de acesso ao atacante antes de encadear a injeção de comando.

A Fortinet afirma ter observado exploração ativa no mundo real ("Fortinet has observed this to be exploited in the wild"), e a CVE está no catálogo KEV da CISA com prazo de correção de apenas sete dias após a publicação — tratamento reservado a falhas com exploração confirmada e ativa. Curiosamente, o campo interno de metadados do próprio advisory da Fortinet marca "Known Exploited: No", o que é inconsistente com o texto do mesmo documento e com a inclusão no KEV; vale considerar essa marcação como desatualizada ou erro de preenchimento, não como negação da exploração.

Existem módulo Metasploit e PoC pública documentados para esta CVE, o que baixa a barreira técnica para replicar o ataque assim que o atacante tenha as credenciais/privilégios necessários. Combinado com EPSS de ~0,56 (alto para o universo de CVEs), o cenário mais provável de exploração é: comprometimento de credenciais administrativas do FortiWeb por outro meio, seguido de execução de comandos via API ou CLI para obter shell no sistema subjacente ao WAF — o que efetivamente entrega controle total sobre um dispositivo de borda de segurança.

Versões

Afetadas
FortiWeb 8.0.0 até 8.0.1; FortiWeb 7.6.0 até 7.6.5; FortiWeb 7.4.0 até 7.4.10; FortiWeb 7.2.0 até 7.2.11; FortiWeb 7.0.0 até 7.0.11. FortiWeb 6.4 não é afetado. FortiAppSec Cloud não é afetado.
Corrigidas em
FortiWeb 8.0.2 ou superior; FortiWeb 7.6.6 ou superior; FortiWeb 7.4.11 ou superior; FortiWeb 7.2.12 ou superior; FortiWeb 7.0.12 ou superior.

Como se proteger

A correção definitiva é atualizar para as versões que a Fortinet publicou por branch: 8.0.2 ou superior (para a linha 8.0), 7.6.6 ou superior (para 7.6), 7.4.11 ou superior (para 7.4), 7.2.12 ou superior (para 7.2), e 7.0.12 ou superior (para 7.0). A versão 6.4 não é afetada.

Como controle compensatório quando a atualização imediata não é viável, restrinja e monitore rigoramente quem tem acesso administrativo (API e CLI) ao FortiWeb — já que a exploração depende de credenciais com privilégios altos. Isso inclui: eliminar contas administrativas compartilhadas ou com senhas fracas, exigir MFA para acesso ao painel de gestão, restringir a interface de administração a redes de gestão isoladas (fora da internet pública) e revisar logs de acesso administrativo por atividade anômala. Nenhuma dessas medidas neutraliza a vulnerabilidade em si — apenas reduz a chance de um atacante obter o nível de privilégio necessário para explorá-la.

Não há mitigação por configuração publicada pela Fortinet que substitua o patch (nenhuma flag ou desativação de recurso foi indicada no advisory). Tratar a exposição da interface administrativa à internet como suficientemente segura por si só é o mito mais comum aqui: dado que a Fortinet já confirmou exploração ativa e a CISA exige remediação em prazo curto, a atualização de versão é a única mitigação validada pelo fornecedor.

Como detectar

Nem o advisory da Fortinet nem o registro da CISA no KEV publicaram indicadores de comprometimento, assinaturas de tráfego ou padrões de log específicos associados à exploração observada. Na ausência de IOCs oficiais, a defesa prática é auditar logs de autenticação administrativa (GUI, API e CLI) do FortiWeb por logins de contas privilegiadas fora do padrão esperado (horário, origem de IP, geolocalização), e revisar histórico de comandos executados via CLI e chamadas à API de administração por sequências que fujam do uso operacional normal — já que a exploração ocorre dentro de uma sessão já autenticada, não há tráfego de 'ataque' distinto de uma sessão administrativa legítima até o momento da execução do comando malicioso.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
An Improper Neutralization of Special Elements used in an OS Command ('OS Command Injection') vulnerability [CWE-78] vulnerability in Fortinet FortiWeb 8.0.0 through 8.0.1, FortiWeb 7.6.0 through 7.6.5, FortiWeb 7.4.0 through 7.4.10, FortiWeb 7.2.0 through 7.2.11, FortiWeb 7.0.0 through 7.0.11 may allow an authenticated attacker to execute unauthorized code on the underlying system via crafted HTTP requests or CLI commands.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:H/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H/E:F/RL:O/RC:C
Produtos afetados
Fortinet · FortiWeb
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