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CVE-2025-6218highsob ataqueCWE-22

RARLAB WinRAR Directory Traversal Remote Code Execution Vulnerability

95Vexday Risk Score

Priorize a correção. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem prova de conceito pública.

ssvc Actcvss 7.8epss 89%
da publicação à arma6 dias
Publicada no NVD21 de jun.
1ª PoC+6d
CISA KEV+171d
probabilidade de exploração
89%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
12 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2025-12-30

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Falha de directory traversal (CWE-22) no tratamento de caminhos de arquivo dentro de arquivos RAR pelo WinRAR, que permite que uma entrada de arquivo maliciosamente construída escreva fora da pasta de extração escolhida pelo usuário. O vetor CVSS (AV:L) deixa claro que não é uma falha 'remota' no sentido de rede: a vítima precisa abrir/extrair um arquivo RAR malicioso. Importa porque está no catálogo KEV da CISA com exploração confirmada em campanha de espionagem do grupo APT-C-08 (Bitter) contra órgãos governamentais.

Detalhamento técnico

A vulnerabilidade está na rotina de sanitização de caminhos do WinRAR durante a extração de entradas de um arquivo RAR (CWE-22, path traversal). Segundo análise de pesquisadores, o mecanismo de verificação examina o caractere que precede cada separador de caminho (\ ou /) e pula a etapa de sanitização quando esse caractere não é um espaço ou um ponto. Caminhos que começam com espaço são neutralizados (convertidos para underscore), mas o bug específico está em segmentos intermediários: espaços colocados imediatamente após sequências '..' não são removidos pela etapa final de sanitização, permitindo que a sequência de traversal sobreviva intacta ao processo de normalização.

O resultado é que um caminho de entrada do tipo '../ (com espaço)/../ (com espaço)/AppData/Roaming/Microsoft/Templates/Normal.dotm' escapa da raiz de extração pretendida e grava o arquivo em um diretório arbitrário dentro do alcance de permissão do usuário atual — por exemplo, a pasta de template global do Word ou a pasta Startup do Windows. O atacante controla integralmente o nome/caminho de cada entrada dentro do arquivo RAR que ele cria, mas a escrita fica limitada aos privilégios do usuário que executa a extração (sem elevação de privilégio embutida na falha).

A execução de código não é imediata: a extração apenas posiciona o arquivo malicioso. A execução ocorre num evento subsequente — o Word carregando automaticamente 'Normal.dotm' (template global) na próxima abertura, ou o Windows executando o item colocado na pasta Startup no próximo logon.

Como é explorada

O vetor de entrega é local por natureza: a vítima precisa abrir/extrair, com uma versão vulnerável do WinRAR, um arquivo RAR especialmente criado — não há exploração via rede sem essa interação (UI:R, AV:L). Não é necessária autenticação nem configuração não padrão do WinRAR; o requisito real é apenas rodar uma versão vulnerável (≤7.11) e extrair o arquivo malicioso, o que normalmente chega por e-mail de phishing ou link para download.

A campanha documentada por pesquisadores (atribuída ao APT-C-08, também conhecido como Bitter, ativo desde ao menos 2013, focado em governos do sul da Ásia) usa e-mails de spear-phishing com um RAR contendo um documento .docx isca benigno e uma entrada de caminho manipulada que grava 'Normal.dotm' malicioso na pasta de templates globais do Word, ou um dropper na pasta Startup. Nenhum código é executado no momento da extração em si — a persistência depende de a vítima abrir qualquer documento do Word depois (o macro do template global roda automaticamente, sem prompt de segurança) ou de o sistema reiniciar/logar novamente.

A partir daí a cadeia observada inclui um downloader (winnsc.exe) que faz beacon HTTP POST periódico (a cada ~300 segundos quando ocioso) a domínios de C2, baixa e executa em memória um payload em estágio 2 (trojan em C#/RAT), realiza reconhecimento do sistema e exfiltra documentos (.docx, .pdf, .xls*) cifrados com RC4. O resultado final é execução de código no contexto do usuário e persistência furtiva de longo prazo, não escalada de privilégio.

Versões

Afetadas
WinRAR 7.11 e versões anteriores.
Corrigidas em
WinRAR 7.12 e versões posteriores.

Como se proteger

Atualizar para WinRAR 7.12 ou versão posterior corrige a falha de sanitização de caminho. O WinRAR não possui atualização automática, então cada instalação precisa ser atualizada manualmente ou via ferramenta de distribuição de software da organização — isso é o ponto operacional mais citado pelas fontes, e o motivo pelo qual a falha ainda circula meses após a divulgação.

Se a atualização imediata não for viável, os paliativos reais e com custo conhecido são: bloquear ou colocar em quarentena anexos/arquivos RAR recebidos por e-mail no gateway; monitorar via EDR processos de arquivador (WinRAR/UnRAR) gravando arquivos fora do diretório de extração indicado pelo usuário, em especial em pastas Startup e em %AppData%\Roaming\Microsoft\Templates; e restringir permissão de escrita nessas pastas sensíveis quando operacionalmente possível. Nenhuma dessas medidas neutraliza a falha em si — apenas reduzem a chance de o vetor de entrega (arquivo RAR malicioso) chegar ao usuário ou de o resultado da exploração passar despercebido.

O que não funciona como mitigação: confiar em antivírus de assinatura para deter a cadeia completa, já que os binários de estágio posterior (downloader, RAT) são customizados e mudam por campanha; e assumir que sandboxing genérico de extração de arquivos impede o traversal, pois o problema está na lógica de normalização de caminho do próprio WinRAR, não em controle de execução externo.

Como detectar

Sinais de exploração bem-sucedida aparecem no sistema de arquivos e na rede, não em log nativo do WinRAR: arquivos gravados por um processo de arquivador (WinRAR/UnRAR/rar.exe) fora da pasta de extração explicitamente escolhida pelo usuário, principalmente em %AppData%\Roaming\Microsoft\Templates\Normal.dotm ou na pasta Startup do usuário/sistema; o Word carregando um template global inesperado com macro; presença de processo winnsc.exe; e tráfego de rede saindo para domínios de C2 documentados na campanha (koliwooclients[.]com, esanojinjasvc[.]com/teamlogin.esanojinjasvc[.]com, tapeqcqoptions[.]com, johnfashionaccess[.]com/johnfashionarchive[.]com, wmiapcservice[.]com) com requisições POST periódicas (padrão observado de ~300 segundos) para caminhos como 'teamzid.php'.

Não existe assinatura confiável e genérica só a partir do WinRAR — a detecção depende de IOCs específicos da campanha atribuída ao APT-C-08 ou de regras de EDR/monitoramento de integridade de arquivos voltadas ao comportamento de escrita fora do diretório de extração, já que a falha em si não deixa rastro distinto no aplicativo.

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
RARLAB WinRAR Directory Traversal Remote Code Execution Vulnerability. This vulnerability allows remote attackers to execute arbitrary code on affected installations of RARLAB WinRAR. User interaction is required to exploit this vulnerability in that the target must visit a malicious page or open a malicious file. The specific flaw exists within the handling of file paths within archive files. A crafted file path can cause the process to traverse to unintended directories. An attacker can leverage this vulnerability to execute code in the context of the current user. Was ZDI-CAN-27198.
CVSS:3.0/AV:L/AC:L/PR:N/UI:R/S:U/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
RARLAB · WinRAR
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