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CVE-2025-31161criticalsob ataqueransomwareCWE-305

CVE-2025-31161

100Vexday Risk Score

Corrija agora. Ela está sob exploração confirmada pelo CISA e tem exploit funcional público.

ssvc Actcvss 9.8epss 100%
da publicação à arma5 dias
Publicada no NVD3 de abr.
1ª PoC+5d
CISA KEV+4d
probabilidade de exploração
100%top 1% das CVEs
exploração observada
simCISA + VulnCheck
36 exploit(s) público(s)
Ação exigida pela CISAprazo federal: 2025-04-28

Apply mitigations per vendor instructions, follow applicable BOD 22-01 guidance for cloud services, or discontinue use of the product if mitigations are unavailable.

Resumo

Falha de bypass de autenticação no componente HTTP do CrushFTP que permite a um atacante não autenticado se autenticar como qualquer usuário conhecido ou adivinhável — tipicamente 'crushadmin' — através de um header Authorization no formato AWS4-HMAC-SHA256 (compatível com S3) mal formado. Foi explorada em massa entre março e abril de 2025, antes da divulgação pública completa, e está no catálogo KEV da CISA. Não afeta instalações que ficam atrás de uma instância DMZ proxy do próprio CrushFTP, o que é a principal ressalva à gravidade do CVSS 9.8.

Detalhamento técnico

A falha está no método loginCheckHeaderAuth() da classe ServerSessionHTTP.java, que processa requisições HTTP com header Authorization no estilo S3/AWS4-HMAC. O servidor extrai o nome de usuário fazendo parsing puro de string a partir do campo Credential (ex.: 'Credential=crushadmin/'), sem exigir nem validar SignedHeaders ou Signature nesse ponto do fluxo. O código usa uma variável booleana, lookup_user_pass, para dois propósitos distintos: originalmente ela deveria indicar se a senha do usuário devia ser buscada no armazenamento; mas o mesmo valor é passado como parâmetro anyPass para login_user_pass(). Como lookup_user_pass é true por padrão sempre que o username não contém um caractere til (~), a chamada login_user_pass(true, false, user_name, "") autentica a sessão sem exigir senha alguma — corresponde ao CWE-305 (Authentication Bypass by Primitive Result).

A descrição oficial do fornecedor acrescenta uma segunda camada: existe uma condição de corrida entre a autenticação 'anypass' bem-sucedida e a segunda verificação de usuário que o servidor faz antes de fechar a sessão. Essa corrida pode ser difícil de vencer de forma confiável, mas o próprio fornecedor descreve uma técnica para estabilizar o ataque sem depender de timing: enviar um header AWS4-HMAC mangled contendo apenas o username seguido de uma barra ('/'), sem o restante da estrutura esperada (SignedHeaders etc.). Isso faz o parser localizar o username normalmente, disparar o fluxo de autenticação anypass, mas falhar ao procurar a entrada SignedHeaders esperada — gerando um erro de index-out-of-bounds que interrompe a execução antes da limpeza da sessão (session cleanup), deixando a sessão autenticada de pé.

O atacante controla integralmente o valor do header Authorization e, na prática relatada por pesquisadores, também um cookie CrushAuth (que não precisa corresponder a uma sessão previamente válida) e um parâmetro auxiliar que deve casar com os últimos caracteres desse cookie. Nenhuma credencial real é necessária; o único dado que o atacante precisa conhecer ou adivinhar é um nome de usuário válido no servidor, sendo 'crushadmin' o alvo natural por ser o administrador padrão.

Como é explorada

O vetor é uma única requisição HTTP(S) ao componente web do CrushFTP, sem qualquer autenticação prévia — pré-requisito de rede é apenas alcançar a porta HTTP(S) exposta do serviço. Pesquisadores (Huntress, ProjectDiscovery, Outpost24) reproduziram a exploração com uma requisição a um endpoint administrativo (ex.: listagem de usuários) contendo um header Authorization iniciado por 'AWS4-HMAC-SHA256' e um campo Credential com o nome do usuário-alvo seguido de barra, acompanhado de um cookie CrushAuth arbitrário (não precisa ser válido) e um parâmetro que deve corresponder aos últimos caracteres desse cookie. A exploração é trivial e de baixa complexidade — não exige força bruta de senha, apenas conhecimento ou tentativa de um username plausível.

O resultado prático, segundo o fornecedor e confirmado por pesquisadores, é impersonação completa da conta alvo, incluindo ações administrativas e recuperação de dados quando o alvo é 'crushadmin'. A partir daí, atacantes observados em campanhas reais criaram contas de backdoor, obtiveram execução de código e instalaram ferramentas de acesso remoto (incluindo agentes MeshCentral e outras RMM, legítimas e maliciosas) para persistência e movimento lateral.

Houve exploração ativa em escala antes da divulgação pública completa: a Shadowserver Foundation identificou cerca de 1.500 instâncias vulneráveis expostas na internet em 30/31 de março de 2025, e a Huntress observou atividade de exploração já em 30 de março, com exploração confirmada em massa a partir de 3 de abril. A instância só é protegida se estiver atrás de um proxy DMZ do próprio CrushFTP — sem esse componente, qualquer servidor exposto nas versões vulneráveis está sujeito ao ataque.

Versões

Afetadas
CrushFTP 10.0.0 até 10.8.3 (inclusive) e 11.0.0 até 11.3.0 (inclusive). O fornecedor observa que todas as versões anteriores à 10.x também eram afetadas pela mesma classe de problema.
Corrigidas em
10.8.4 e superiores (recomendação atual do fornecedor: 10.8.5+); 11.3.1 e superiores (recomendação atual do fornecedor: 11.3.4_23+).

Como se proteger

A correção do fornecedor é atualizar para CrushFTP 10.8.4 ou superior (ramo 10) e 11.3.1 ou superior (ramo 11); o próprio fornecedor recomenda atualmente ir direto para 10.8.5+ ou 11.3.4_23+ nas releases mais recentes disponíveis. Huntress validou que o bypass é bloqueado nessas versões corrigidas.

Como paliativo, quando a atualização imediata não é viável, o único controle compensatório citado pelo fornecedor é colocar a instância atrás de uma instância DMZ proxy do próprio CrushFTP — o fornecedor afirma que o exploit não funciona nesse cenário. Isso não é uma mitigação genérica de WAF/rede qualquer; é uma arquitetura específica do produto, com custo de implantação e manutenção de um componente adicional. Restringir exposição da porta HTTP(S) à internet reduz a superfície, mas não elimina o risco para quem depende de acesso externo ao serviço.

Não há mitigação por configuração de senha, MFA de conta ou política de complexidade de credenciais — a falha ocorre antes de qualquer verificação de senha, então esses controles não têm efeito. Desabilitar apenas o header Authorization AWS4-HMAC/S3 não é uma opção documentada pelo fornecedor; a única correção efetiva sem DMZ é a atualização de versão.

Como detectar

Nos logs HTTP do CrushFTP, procurar requisições com header Authorization iniciado por 'AWS4-HMAC-SHA256' e campo Credential contendo um username conhecido (especialmente 'crushadmin') seguido diretamente de uma barra, sem os campos SignedHeaders/Signature completos ou válidos — esse padrão mal formado é a assinatura da exploração estabilizada descrita pelo próprio fornecedor. Também vale observar requisições para endpoints administrativos (como listagem de usuários) acompanhadas de cookies CrushAuth que não correspondem a sessões legítimas previamente emitidas pelo servidor, e a criação inesperada de contas de usuário ou instalação de agentes de RMM (incluindo MeshCentral) logo após acesso administrativo não explicado.

A Shadowserver Foundation e a Huntress relatam atividade de sondagem já em 30 de março de 2025 e exploração confirmada em massa a partir de 3 de abril; instâncias expostas publicamente entre essas datas e a aplicação do patch devem ser tratadas como potencialmente comprometidas mesmo sem evidência explícita nos logs, já que os requisitos de exploração são mínimos e a atividade pode ter sido superficial (apenas leitura, sem processos externos gerados).

Pesquisado e redigido com IA a partir do advisory do fornecedor e de análises públicas, com as fontes acima. Confira sempre a versão corrigida no advisory oficial antes de agir.
CrushFTP 10 before 10.8.4 and 11 before 11.3.1 allows authentication bypass and takeover of the crushadmin account (unless a DMZ proxy instance is used), as exploited in the wild in March and April 2025, aka "Unauthenticated HTTP(S) port access." A race condition exists in the AWS4-HMAC (compatible with S3) authorization method of the HTTP component of the FTP server. The server first verifies the existence of the user by performing a call to login_user_pass() with no password requirement. This will authenticate the session through the HMAC verification process and up until the server checks for user verification once more. The vulnerability can be further stabilized, eliminating the need for successfully triggering a race condition, by sending a mangled AWS4-HMAC header. By providing only the username and a following slash (/), the server will successfully find a username, which triggers the successful anypass authentication process, but the server will fail to find the expected SignedHeaders entry, resulting in an index-out-of-bounds error that stops the code from reaching the session cleanup. Together, these issues make it trivial to authenticate as any known or guessable user (e.g., crushadmin), and can lead to a full compromise of the system by obtaining an administrative account.
CVSS:3.1/AV:N/AC:L/PR:N/UI:N/S:U/C:H/I:H/A:H
Produtos afetados
CrushFTP · CrushFTP
PoCs públicas encontradas36
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